Risperidona + Tacrolimus

GraveRisco elevado — pode causar dano significativo ao paciente
Validada por motor farmacologico

O que acontece

Prolongamento do intervalo QTc > 500 ms ou aumento > 60 ms da linha de base, com risco de Torsades de Pointes (TdP) e morte súbita cardíaca. Risco aumentado em pacientes com fatores predisponentes: bradicardia, sexo feminino, idade avançada, cardiopatia estrutural, distúrbios eletrolíticos, insuficiência renal/hepática.

Mecanismo

Ambos prolongam o intervalo QT por bloqueio dos canais de potássio hERG (IKr), retardando a repolarização ventricular. Risperidona: bloqueio dose-dependente, com QTc médio aumentado em 10-15 ms em doses terapêuticas. Tacrolimus: prolongamento de QTc relatado em concentrações séricas elevadas, possivelmente por inibição direta de IKr e alterações eletrolíticas (hipomagnesemia, hipocalemia). Efeito aditivo no prolongamento da repolarização, aumentando o risco de arritmias ventriculares.

📋Conduta Clinica

Evitar a associação sempre que possível. Se indispensável: 1) Realizar ECG basal e calcular QTc (fórmula de Fridericia ou Framingham); 2) Corrigir distúrbios eletrolíticos antes do início: manter K+ ≥ 4,0 mEq/L, Mg2+ ≥ 2,0 mg/dL, Ca2+ corrigido normal; 3) Iniciar com as menores doses eficazes de ambos os fármacos; 4) Monitorar níveis séricos de tacrolimus (alvo: 5-15 ng/mL) e ajustar dose para evitar níveis elevados; 5) Evitar outros fármacos que prolongam QT ou inibidores do CYP3A4 (aumentam tacrolimus).

🔍O que monitorar

ECG com QTc: basal, após 1-2 semanas do início ou ajuste de dose, e depois mensalmente se estável. Eletrólitos (K+, Mg2+, Ca2+): basal, semanalmente no primeiro mês, depois mensal. Sinais/sintomas de arritmia: palpitações, síncope, tontura. Nível sérico de tacrolimus conforme protocolo de transplante.

Alternativas

Substituir risperidona por antipsicótico com menor risco de prolongamento QT (ex: aripiprazol, lurasidona) ou tacrolimus por ciclosporina (menor risco de prolongamento QT, mas monitorar interações). Consultar lista do CredibleMeds para alternativas seguras.

📚Referências

CredibleMeds QT Drug List 2024; Micromedex 2024; UpToDate 2024; Lexicomp 2024

Perguntas Frequentes

Pode tomar Risperidona com Tacrolimus?

A combinação de Risperidona com Tacrolimus apresenta interação de gravidade grave. Prolongamento do intervalo QTc > 500 ms ou aumento > 60 ms da linha de base, com risco de Torsades de Pointes (TdP) e morte súbita cardíaca. Risco aumentado em pacientes com fatores predisponentes: bradicardia, sexo feminino, idade avançada, cardiopatia estrutural, distúrbios eletrolíticos, insuficiência renal/hepática. Evitar a associação sempre que possível. Se indispensável: 1) Realizar ECG basal e calcular QTc (fórmula de Fridericia ou Framingham); 2) Corrigir distúrbios eletrolíticos antes do início: manter K+ ≥ 4,0 mEq/L, Mg2+ ≥ 2,0 mg/dL, Ca2+ corrigido normal; 3) Iniciar com as menores doses eficazes de ambos os fármacos; 4) Monitorar níveis séricos de tacrolimus (alvo: 5-15 ng/mL) e ajustar dose para evitar níveis elevados; 5) Evitar outros fármacos que prolongam QT ou inibidores do CYP3A4 (aumentam tacrolimus).

Risperidona e Tacrolimus interagem?

Sim, Risperidona e Tacrolimus possuem interação medicamentosa documentada. O mecanismo envolve ambos prolongam o intervalo qt por bloqueio dos canais de potássio herg (ikr), retardando a repolarização ventricular. risperidona: bloqueio dose-dependente, com qtc médio aumentado em 10-15 ms em doses terapêuticas. tacrolimus: prolongamento de qtc relatado em concentrações séricas elevadas, possivelmente por inibição direta de ikr e alterações eletrolíticas (hipomagnesemia, hipocalemia). efeito aditivo no prolongamento da repolarização, aumentando o risco de arritmias ventriculares.. A conduta recomendada é: evitar a associação sempre que possível. se indispensável: 1) realizar ecg basal e calcular qtc (fórmula de fridericia ou framingham); 2) corrigir distúrbios eletrolíticos antes do início: manter k+ ≥ 4,0 meq/l, mg2+ ≥ 2,0 mg/dl, ca2+ corrigido normal; 3) iniciar com as menores doses eficazes de ambos os fármacos; 4) monitorar níveis séricos de tacrolimus (alvo: 5-15 ng/ml) e ajustar dose para evitar níveis elevados; 5) evitar outros fármacos que prolongam qt ou inibidores do cyp3a4 (aumentam tacrolimus)..

Qual o risco de Risperidona com Tacrolimus?

O risco da associação Risperidona + Tacrolimus é classificado como GRAVE. Prolongamento do intervalo QTc > 500 ms ou aumento > 60 ms da linha de base, com risco de Torsades de Pointes (TdP) e morte súbita cardíaca. Risco aumentado em pacientes com fatores predisponentes: bradicardia, sexo feminino, idade avançada, cardiopatia estrutural, distúrbios eletrolíticos, insuficiência renal/hepática. Monitorar: ecg com qtc: basal, após 1-2 semanas do início ou ajuste de dose, e depois mensalmente se estável. eletrólitos (k+, mg2+, ca2+): basal, semanalmente no primeiro mês, depois mensal. sinais/sintomas de arritmia: palpitações, síncope, tontura. nível sérico de tacrolimus conforme protocolo de transplante..

Interações Relacionadas

Amiodarona + Sinvastatina

Amiodarona inibe CYP3A4, aumentando AUC de sinvastatina em 100-200%. FDA limitou sinvastatina a 20mg com amiodarona.

Grave
Amiodarona + Atorvastatina

Amiodarona inibe a CYP3A4, enzima primária no metabolismo da Atorvastatina. Embora a Atorvastatina também tenha vias metabólicas secundárias, a inibição da CYP3A4 pela Amiodarona pode aumentar a AUC da Atorvastatina em aproximadamente 1,5 a 2 vezes, um efeito menos pronunciado do que com a Sinvastatina, mas ainda clinicamente relevante.

Moderada
Amiodarona + Rosuvastatina

O mecanismo de interação não é primariamente pela CYP2C9, como afirmado. A Rosuvastatina é minimamente metabolizada (aproximadamente 10%) pela CYP2C9. A interação com Amiodarona é provavelmente multifatorial, envolvendo inibição de transportadores hepáticos como OATP1B1 e BCRP, dos quais a Rosuvastatina é substrato. A Amiodarona pode inibir esses transportadores, reduzindo a captação e excreção hepática da Rosuvastatina, aumentando sua exposição plasmática em cerca de 1,5 a 2 vezes.

Moderada
Amiodarona + Digoxina

Amiodarona é um inibidor potente da glicoproteína-P (P-gp) tanto no intestino quanto nos túbulos renais. A Digoxina é um substrato clássico da P-gp, e sua eliminação depende criticamente deste transportador. A inibição da P-gp pela Amiodarona reduz a secreção tubular renal e o efluxo intestinal da Digoxina, podendo aumentar seus níveis séricos em 70-100%, um efeito de grande magnitude e alta relevância clínica devido ao estreito índice terapêutico da Digoxina.

Grave

Atualizado em junho/2026

Gerada por motor farmacologico com validacao por IA — Tier B

Verificar mais interações

As informações desta página são de caráter educativo e não substituem a orientação de um profissional farmacêutico. Sempre consulte um farmacêutico antes de alterar sua medicação.