Risperidona + Sertralina

GraveRisco elevado — pode causar dano significativo ao paciente
Validada por motor farmacologico

O que acontece

Prolongamento do QTc > 500 ms ou aumento > 60 ms, com risco de TdP. Pode ocorrer também aumento de efeitos adversos da risperidona (sedação, acatisia, hiperprolactinemia) devido à interação farmacocinética.

Mecanismo

Ambos prolongam o intervalo QT por bloqueio de canais hERG (IKr). A risperidona tem IC50 de ~1.5 μM, e a sertralina de ~3.5 μM. O efeito é aditivo, com potencial para prolongamento do QTc > 60 ms. Além disso, a sertralina é um inibidor moderado do CYP2D6 (Ki ~2 μM), principal via de metabolismo da risperidona para seu metabólito ativo 9-hidroxirisperidona (paliperidona). A inibição do CYP2D6 pode aumentar os níveis de risperidona em 30-50%, elevando o risco de cardiotoxicidade e efeitos extrapiramidais.

📋Conduta Clinica

Evitar a associação se possível. Se necessário: 1) ECG basal e seriado (semanalmente no primeiro mês). 2) Reduzir dose de risperidona em 25-50% (ex.: dose máxima de 4 mg/dia) devido à inibição do CYP2D6. 3) Manter K+ > 4,0 mEq/L e Mg2+ > 2,0 mg/dL. 4) Monitorar níveis de prolactina e sinais extrapiramidais. 5) Suspender se QTc > 500 ms.

🔍O que monitorar

ECG com QTc antes do início, 1 semana após e mensalmente. Eletrólitos (K+, Mg2+) no basal e semanalmente. Monitorar sinais de arritmia, efeitos extrapiramidais (escala de Simpson-Angus) e prolactina sérica a cada 3 meses.

Alternativas

Substituir risperidona por aripiprazol (metabolizado por CYP3A4 e CYP2D6, mas com menor risco de QT) ou lurasidona. Para antidepressivo, usar escitalopram (menor inibição de CYP2D6 e menor risco de QT) ou bupropiona.

📚Referências

CredibleMeds QT Drug List 2024; Micromedex 2024; UpToDate 2024; FDA Drug Safety Communication

Perguntas Frequentes

Pode tomar Risperidona com Sertralina?

A combinação de Risperidona com Sertralina apresenta interação de gravidade grave. Prolongamento do QTc > 500 ms ou aumento > 60 ms, com risco de TdP. Pode ocorrer também aumento de efeitos adversos da risperidona (sedação, acatisia, hiperprolactinemia) devido à interação farmacocinética. Evitar a associação se possível. Se necessário: 1) ECG basal e seriado (semanalmente no primeiro mês). 2) Reduzir dose de risperidona em 25-50% (ex.: dose máxima de 4 mg/dia) devido à inibição do CYP2D6. 3) Manter K+ > 4,0 mEq/L e Mg2+ > 2,0 mg/dL. 4) Monitorar níveis de prolactina e sinais extrapiramidais. 5) Suspender se QTc > 500 ms.

Risperidona e Sertralina interagem?

Sim, Risperidona e Sertralina possuem interação medicamentosa documentada. O mecanismo envolve ambos prolongam o intervalo qt por bloqueio de canais herg (ikr). a risperidona tem ic50 de ~1.5 μm, e a sertralina de ~3.5 μm. o efeito é aditivo, com potencial para prolongamento do qtc > 60 ms. além disso, a sertralina é um inibidor moderado do cyp2d6 (ki ~2 μm), principal via de metabolismo da risperidona para seu metabólito ativo 9-hidroxirisperidona (paliperidona). a inibição do cyp2d6 pode aumentar os níveis de risperidona em 30-50%, elevando o risco de cardiotoxicidade e efeitos extrapiramidais.. A conduta recomendada é: evitar a associação se possível. se necessário: 1) ecg basal e seriado (semanalmente no primeiro mês). 2) reduzir dose de risperidona em 25-50% (ex.: dose máxima de 4 mg/dia) devido à inibição do cyp2d6. 3) manter k+ > 4,0 meq/l e mg2+ > 2,0 mg/dl. 4) monitorar níveis de prolactina e sinais extrapiramidais. 5) suspender se qtc > 500 ms..

Qual o risco de Risperidona com Sertralina?

O risco da associação Risperidona + Sertralina é classificado como GRAVE. Prolongamento do QTc > 500 ms ou aumento > 60 ms, com risco de TdP. Pode ocorrer também aumento de efeitos adversos da risperidona (sedação, acatisia, hiperprolactinemia) devido à interação farmacocinética. Monitorar: ecg com qtc antes do início, 1 semana após e mensalmente. eletrólitos (k+, mg2+) no basal e semanalmente. monitorar sinais de arritmia, efeitos extrapiramidais (escala de simpson-angus) e prolactina sérica a cada 3 meses..

Interações Relacionadas

Amiodarona + Sinvastatina

Amiodarona inibe CYP3A4, aumentando AUC de sinvastatina em 100-200%. FDA limitou sinvastatina a 20mg com amiodarona.

Grave
Amiodarona + Atorvastatina

Amiodarona inibe a CYP3A4, enzima primária no metabolismo da Atorvastatina. Embora a Atorvastatina também tenha vias metabólicas secundárias, a inibição da CYP3A4 pela Amiodarona pode aumentar a AUC da Atorvastatina em aproximadamente 1,5 a 2 vezes, um efeito menos pronunciado do que com a Sinvastatina, mas ainda clinicamente relevante.

Moderada
Amiodarona + Rosuvastatina

O mecanismo de interação não é primariamente pela CYP2C9, como afirmado. A Rosuvastatina é minimamente metabolizada (aproximadamente 10%) pela CYP2C9. A interação com Amiodarona é provavelmente multifatorial, envolvendo inibição de transportadores hepáticos como OATP1B1 e BCRP, dos quais a Rosuvastatina é substrato. A Amiodarona pode inibir esses transportadores, reduzindo a captação e excreção hepática da Rosuvastatina, aumentando sua exposição plasmática em cerca de 1,5 a 2 vezes.

Moderada
Amiodarona + Digoxina

Amiodarona é um inibidor potente da glicoproteína-P (P-gp) tanto no intestino quanto nos túbulos renais. A Digoxina é um substrato clássico da P-gp, e sua eliminação depende criticamente deste transportador. A inibição da P-gp pela Amiodarona reduz a secreção tubular renal e o efluxo intestinal da Digoxina, podendo aumentar seus níveis séricos em 70-100%, um efeito de grande magnitude e alta relevância clínica devido ao estreito índice terapêutico da Digoxina.

Grave

Atualizado em junho/2026

Gerada por motor farmacologico com validacao por IA — Tier B

Verificar mais interações

As informações desta página são de caráter educativo e não substituem a orientação de um profissional farmacêutico. Sempre consulte um farmacêutico antes de alterar sua medicação.