Rifampicina + Verapamil
⚠O que acontece
Perda quase completa do efeito anti-hipertensivo e antiarrítmico do verapamil oral, com risco de descontrole pressórico e taquiarritmias. A relevância clínica é alta, apesar da classificação moderada, devido à magnitude do efeito.
⚙Mecanismo
Verapamil é extensivamente metabolizado por CYP3A4 (principal via, Km ~10-20 μM) e CYP1A2 (via menor). Rifampicina induz potentemente CYP3A4 e CYP1A2, reduzindo a biodisponibilidade oral do verapamil em 90-95% e a AUC em 80-90%, conforme estudos clínicos. A indução da P-gp também contribui para a redução da absorção. O efeito é tão pronunciado que o verapamil oral pode se tornar praticamente ineficaz.
📋Conduta Clinica
Evitar a associação. Se inevitável, considerar o uso de verapamil intravenoso (não sujeito ao metabolismo de primeira passagem) ou aumentar drasticamente a dose oral (até 5-10 vezes a dose usual) com monitorização intensiva. Ajustar a dose com base na resposta clínica (PA, FC) e ECG. Na descontinuação da rifampicina, reduzir a dose de verapamil progressivamente para evitar bradicardia e hipotensão.
🔍O que monitorar
Monitorar pressão arterial e frequência cardíaca a cada 2-4 horas após o ajuste de dose. Realizar ECG semanalmente para avaliar intervalo PR e QTc. Monitorar sinais de toxicidade (bradicardia, bloqueio AV) se a dose for aumentada.
↺Alternativas
Substituir verapamil por um anti-hipertensivo/antiarrítmico não dependente de CYP3A4, como diltiazem (menos afetado, mas ainda com interação) ou betabloqueadores (ex.: atenolol, excretado renalmente). Se rifampicina for insubstituível, considerar antiarrítmicos de classe III (ex.: amiodarona, com cautela) ou controle de frequência com digitálicos.
📚Referências
Flockhart Drug Interactions Table; UpToDate 2024; Lexicomp; Clin Pharmacol Ther. 1996;60:512-521
Perguntas Frequentes
Pode tomar Rifampicina com Verapamil?
A combinação de Rifampicina com Verapamil apresenta interação de gravidade moderada. Perda quase completa do efeito anti-hipertensivo e antiarrítmico do verapamil oral, com risco de descontrole pressórico e taquiarritmias. A relevância clínica é alta, apesar da classificação moderada, devido à magnitude do efeito. Evitar a associação. Se inevitável, considerar o uso de verapamil intravenoso (não sujeito ao metabolismo de primeira passagem) ou aumentar drasticamente a dose oral (até 5-10 vezes a dose usual) com monitorização intensiva. Ajustar a dose com base na resposta clínica (PA, FC) e ECG. Na descontinuação da rifampicina, reduzir a dose de verapamil progressivamente para evitar bradicardia e hipotensão.
Rifampicina e Verapamil interagem?
Sim, Rifampicina e Verapamil possuem interação medicamentosa documentada. O mecanismo envolve verapamil é extensivamente metabolizado por cyp3a4 (principal via, km ~10-20 μm) e cyp1a2 (via menor). rifampicina induz potentemente cyp3a4 e cyp1a2, reduzindo a biodisponibilidade oral do verapamil em 90-95% e a auc em 80-90%, conforme estudos clínicos. a indução da p-gp também contribui para a redução da absorção. o efeito é tão pronunciado que o verapamil oral pode se tornar praticamente ineficaz.. A conduta recomendada é: evitar a associação. se inevitável, considerar o uso de verapamil intravenoso (não sujeito ao metabolismo de primeira passagem) ou aumentar drasticamente a dose oral (até 5-10 vezes a dose usual) com monitorização intensiva. ajustar a dose com base na resposta clínica (pa, fc) e ecg. na descontinuação da rifampicina, reduzir a dose de verapamil progressivamente para evitar bradicardia e hipotensão..
Qual o risco de Rifampicina com Verapamil?
O risco da associação Rifampicina + Verapamil é classificado como MODERADA. Perda quase completa do efeito anti-hipertensivo e antiarrítmico do verapamil oral, com risco de descontrole pressórico e taquiarritmias. A relevância clínica é alta, apesar da classificação moderada, devido à magnitude do efeito. Monitorar: monitorar pressão arterial e frequência cardíaca a cada 2-4 horas após o ajuste de dose. realizar ecg semanalmente para avaliar intervalo pr e qtc. monitorar sinais de toxicidade (bradicardia, bloqueio av) se a dose for aumentada..
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Atualizado em junho/2026
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