Rifampicina + Sinvastatina
⚠O que acontece
Redução drástica dos níveis plasmáticos de sinvastatina e seu metabólito ativo, com perda de eficácia terapêutica (aumento do LDL-C, risco cardiovascular).
⚙Mecanismo
Rifampicina é um potente indutor do CYP3A4 (via PXR), aumentando a expressão enzimática em 2-4 vezes. Sinvastatina é extensamente metabolizada pelo CYP3A4 (>80%) com alta extração hepática. A indução reduz a AUC da sinvastatina em 80-90% e a do seu metabólito ativo em >90%, resultando em perda quase completa do efeito hipolipemiante. Estudos clínicos mostram redução do LDL-C em apenas 10-15% vs 30-40% sem rifampicina.
📋Conduta Clinica
Evitar associação. Se rifampicina for indispensável (ex.: tuberculose), substituir sinvastatina por rosuvastatina (metabolismo CYP2C9, menor indução) ou pravastatina (metabolismo não CYP). Se sinvastatina for a única opção, aumentar dose para 80 mg/dia (dose máxima) e monitorar perfil lipídico após 4 semanas; considerar que a eficácia pode ser subótima.
🔍O que monitorar
Perfil lipídico (LDL-C, HDL-C, TG) após 4 semanas de uso concomitante; TGO/TGP e CK se sintomas musculares.
↺Alternativas
Substituir sinvastatina por rosuvastatina (5-10 mg/dia) ou pravastatina (40-80 mg/dia). Para tuberculose, avaliar esquema sem rifampicina (ex.: rifabutina, que é indutor mais fraco).
📚Referências
Flockhart Drug Interactions Table; UpToDate 2024; Kyrklund et al. Clin Pharmacol Ther 2000; Niemi et al. Clin Pharmacokinet 2003
Perguntas Frequentes
Pode tomar Rifampicina com Sinvastatina?
A combinação de Rifampicina com Sinvastatina apresenta interação de gravidade grave. Redução drástica dos níveis plasmáticos de sinvastatina e seu metabólito ativo, com perda de eficácia terapêutica (aumento do LDL-C, risco cardiovascular). Evitar associação. Se rifampicina for indispensável (ex.: tuberculose), substituir sinvastatina por rosuvastatina (metabolismo CYP2C9, menor indução) ou pravastatina (metabolismo não CYP). Se sinvastatina for a única opção, aumentar dose para 80 mg/dia (dose máxima) e monitorar perfil lipídico após 4 semanas; considerar que a eficácia pode ser subótima.
Rifampicina e Sinvastatina interagem?
Sim, Rifampicina e Sinvastatina possuem interação medicamentosa documentada. O mecanismo envolve rifampicina é um potente indutor do cyp3a4 (via pxr), aumentando a expressão enzimática em 2-4 vezes. sinvastatina é extensamente metabolizada pelo cyp3a4 (>80%) com alta extração hepática. a indução reduz a auc da sinvastatina em 80-90% e a do seu metabólito ativo em >90%, resultando em perda quase completa do efeito hipolipemiante. estudos clínicos mostram redução do ldl-c em apenas 10-15% vs 30-40% sem rifampicina.. A conduta recomendada é: evitar associação. se rifampicina for indispensável (ex.: tuberculose), substituir sinvastatina por rosuvastatina (metabolismo cyp2c9, menor indução) ou pravastatina (metabolismo não cyp). se sinvastatina for a única opção, aumentar dose para 80 mg/dia (dose máxima) e monitorar perfil lipídico após 4 semanas; considerar que a eficácia pode ser subótima..
Qual o risco de Rifampicina com Sinvastatina?
O risco da associação Rifampicina + Sinvastatina é classificado como GRAVE. Redução drástica dos níveis plasmáticos de sinvastatina e seu metabólito ativo, com perda de eficácia terapêutica (aumento do LDL-C, risco cardiovascular). Monitorar: perfil lipídico (ldl-c, hdl-c, tg) após 4 semanas de uso concomitante; tgo/tgp e ck se sintomas musculares..
Interações Relacionadas
Amiodarona inibe CYP3A4, aumentando AUC de sinvastatina em 100-200%. FDA limitou sinvastatina a 20mg com amiodarona.
Amiodarona inibe a CYP3A4, enzima primária no metabolismo da Atorvastatina. Embora a Atorvastatina também tenha vias metabólicas secundárias, a inibição da CYP3A4 pela Amiodarona pode aumentar a AUC da Atorvastatina em aproximadamente 1,5 a 2 vezes, um efeito menos pronunciado do que com a Sinvastatina, mas ainda clinicamente relevante.
O mecanismo de interação não é primariamente pela CYP2C9, como afirmado. A Rosuvastatina é minimamente metabolizada (aproximadamente 10%) pela CYP2C9. A interação com Amiodarona é provavelmente multifatorial, envolvendo inibição de transportadores hepáticos como OATP1B1 e BCRP, dos quais a Rosuvastatina é substrato. A Amiodarona pode inibir esses transportadores, reduzindo a captação e excreção hepática da Rosuvastatina, aumentando sua exposição plasmática em cerca de 1,5 a 2 vezes.
Amiodarona é um inibidor potente da glicoproteína-P (P-gp) tanto no intestino quanto nos túbulos renais. A Digoxina é um substrato clássico da P-gp, e sua eliminação depende criticamente deste transportador. A inibição da P-gp pela Amiodarona reduz a secreção tubular renal e o efluxo intestinal da Digoxina, podendo aumentar seus níveis séricos em 70-100%, um efeito de grande magnitude e alta relevância clínica devido ao estreito índice terapêutico da Digoxina.
Atualizado em junho/2026
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