Rifampicina + Rivaroxabana
⚠O que acontece
Redução significativa da exposição à rivaroxabana, com risco de falha na anticoagulação e eventos tromboembólicos. O efeito é mais pronunciado com doses baixas (10 mg) usadas em profilaxia.
⚙Mecanismo
Rivaroxabana é metabolizada principalmente via CYP3A4 (~51% da depuração total) e CYP2J2, além de ser substrato da glicoproteína-P (P-gp). Rifampicina induz potentemente CYP3A4 e P-gp via PXR. A indução combinada reduz a AUC da rivaroxabana em aproximadamente 50% e a Cmax em 22%, conforme estudos clínicos. A magnitude da redução pode comprometer a eficácia anticoagulante, especialmente em doses profiláticas.
📋Conduta Clinica
Evitar a associação. Se o uso concomitante for inevitável, aumentar a dose de rivaroxabana com cautela: para tratamento de TEV ou FA, considerar aumentar para 20 mg/dia (se TFG >50 mL/min) ou 15 mg/dia (se TFG 15-50 mL/min), sempre com monitorização clínica. Para profilaxia pós-cirúrgica, a associação é contraindicada. Na descontinuação da rifampicina, retornar à dose padrão de rivaroxabana após 2 semanas.
🔍O que monitorar
Monitorar sinais de sangramento e trombose. Embora não haja monitoramento laboratorial de rotina, considerar dosagem de anti-Xa calibrada para rivaroxabana em situações de alto risco (pico e vale). Avaliar função renal (TFG) mensalmente.
↺Alternativas
Substituir rivaroxabana por um anticoagulante não dependente de CYP3A4/P-gp, como heparina de baixo peso molecular (enoxaparina) ou fondaparinux. Se rifampicina for insubstituível, considerar varfarina com ajuste intensivo de INR (ver interação rifampicina-varfarina).
📚Referências
Flockhart Drug Interactions Table; UpToDate 2024; Lexicomp; bula do Xarelto; Clin Pharmacol Ther. 2011;89(Suppl 1):S65
Perguntas Frequentes
Pode tomar Rifampicina com Rivaroxabana?
A combinação de Rifampicina com Rivaroxabana apresenta interação de gravidade moderada. Redução significativa da exposição à rivaroxabana, com risco de falha na anticoagulação e eventos tromboembólicos. O efeito é mais pronunciado com doses baixas (10 mg) usadas em profilaxia. Evitar a associação. Se o uso concomitante for inevitável, aumentar a dose de rivaroxabana com cautela: para tratamento de TEV ou FA, considerar aumentar para 20 mg/dia (se TFG >50 mL/min) ou 15 mg/dia (se TFG 15-50 mL/min), sempre com monitorização clínica. Para profilaxia pós-cirúrgica, a associação é contraindicada. Na descontinuação da rifampicina, retornar à dose padrão de rivaroxabana após 2 semanas.
Rifampicina e Rivaroxabana interagem?
Sim, Rifampicina e Rivaroxabana possuem interação medicamentosa documentada. O mecanismo envolve rivaroxabana é metabolizada principalmente via cyp3a4 (~51% da depuração total) e cyp2j2, além de ser substrato da glicoproteína-p (p-gp). rifampicina induz potentemente cyp3a4 e p-gp via pxr. a indução combinada reduz a auc da rivaroxabana em aproximadamente 50% e a cmax em 22%, conforme estudos clínicos. a magnitude da redução pode comprometer a eficácia anticoagulante, especialmente em doses profiláticas.. A conduta recomendada é: evitar a associação. se o uso concomitante for inevitável, aumentar a dose de rivaroxabana com cautela: para tratamento de tev ou fa, considerar aumentar para 20 mg/dia (se tfg >50 ml/min) ou 15 mg/dia (se tfg 15-50 ml/min), sempre com monitorização clínica. para profilaxia pós-cirúrgica, a associação é contraindicada. na descontinuação da rifampicina, retornar à dose padrão de rivaroxabana após 2 semanas..
Qual o risco de Rifampicina com Rivaroxabana?
O risco da associação Rifampicina + Rivaroxabana é classificado como MODERADA. Redução significativa da exposição à rivaroxabana, com risco de falha na anticoagulação e eventos tromboembólicos. O efeito é mais pronunciado com doses baixas (10 mg) usadas em profilaxia. Monitorar: monitorar sinais de sangramento e trombose. embora não haja monitoramento laboratorial de rotina, considerar dosagem de anti-xa calibrada para rivaroxabana em situações de alto risco (pico e vale). avaliar função renal (tfg) mensalmente..
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Atualizado em junho/2026
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