Rifampicina + Ranolazina

ModeradaRequer monitoramento — pode necessitar ajuste de dose
Validada por motor farmacologico

O que acontece

Queda acentuada dos níveis de ranolazina com perda de eficácia antianginosa.

Mecanismo

Rifampicina induz fortemente CYP3A4 (e 2D6 fracamente). Ranolazina é substrato majoritário de CYP3A4. Redução de AUC >95% com rifampicina 600 mg.

📋Conduta Clinica

Evitar se possível. Se mantido, considerar aumento de dose de ranolazina (máx 1000 mg 2x/dia) com monitorização rigorosa.

🔍O que monitorar

ECG com QTc basal e semanal nas primeiras 2 semanas. Avaliar frequência de angina.

Alternativas

Trimetazidina ou nicorandil como alternativas antianginosas.

📚Referências

Flockhart Drug Interactions Table; UpToDate 2024

Perguntas Frequentes

Pode tomar Rifampicina com Ranolazina?

A combinação de Rifampicina com Ranolazina apresenta interação de gravidade moderada. Queda acentuada dos níveis de ranolazina com perda de eficácia antianginosa. Evitar se possível. Se mantido, considerar aumento de dose de ranolazina (máx 1000 mg 2x/dia) com monitorização rigorosa.

Rifampicina e Ranolazina interagem?

Sim, Rifampicina e Ranolazina possuem interação medicamentosa documentada. O mecanismo envolve rifampicina induz fortemente cyp3a4 (e 2d6 fracamente). ranolazina é substrato majoritário de cyp3a4. redução de auc >95% com rifampicina 600 mg.. A conduta recomendada é: evitar se possível. se mantido, considerar aumento de dose de ranolazina (máx 1000 mg 2x/dia) com monitorização rigorosa..

Qual o risco de Rifampicina com Ranolazina?

O risco da associação Rifampicina + Ranolazina é classificado como MODERADA. Queda acentuada dos níveis de ranolazina com perda de eficácia antianginosa. Monitorar: ecg com qtc basal e semanal nas primeiras 2 semanas. avaliar frequência de angina..

Interações Relacionadas

Amiodarona + Sinvastatina

Amiodarona inibe CYP3A4, aumentando AUC de sinvastatina em 100-200%. FDA limitou sinvastatina a 20mg com amiodarona.

Grave
Amiodarona + Atorvastatina

Amiodarona inibe a CYP3A4, enzima primária no metabolismo da Atorvastatina. Embora a Atorvastatina também tenha vias metabólicas secundárias, a inibição da CYP3A4 pela Amiodarona pode aumentar a AUC da Atorvastatina em aproximadamente 1,5 a 2 vezes, um efeito menos pronunciado do que com a Sinvastatina, mas ainda clinicamente relevante.

Moderada
Amiodarona + Rosuvastatina

O mecanismo de interação não é primariamente pela CYP2C9, como afirmado. A Rosuvastatina é minimamente metabolizada (aproximadamente 10%) pela CYP2C9. A interação com Amiodarona é provavelmente multifatorial, envolvendo inibição de transportadores hepáticos como OATP1B1 e BCRP, dos quais a Rosuvastatina é substrato. A Amiodarona pode inibir esses transportadores, reduzindo a captação e excreção hepática da Rosuvastatina, aumentando sua exposição plasmática em cerca de 1,5 a 2 vezes.

Moderada
Amiodarona + Digoxina

Amiodarona é um inibidor potente da glicoproteína-P (P-gp) tanto no intestino quanto nos túbulos renais. A Digoxina é um substrato clássico da P-gp, e sua eliminação depende criticamente deste transportador. A inibição da P-gp pela Amiodarona reduz a secreção tubular renal e o efluxo intestinal da Digoxina, podendo aumentar seus níveis séricos em 70-100%, um efeito de grande magnitude e alta relevância clínica devido ao estreito índice terapêutico da Digoxina.

Grave

Atualizado em junho/2026

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