Rifampicina + Propranolol
⚠O que acontece
Redução significativa do efeito betabloqueador (anti-hipertensivo, antianginoso, antiarrítmico), com risco de taquicardia, hipertensão e angina. A relevância clínica é moderada, mas pode ser grave em pacientes com doença cardiovascular instável.
⚙Mecanismo
Propranolol é metabolizado por CYP2C19 (via principal, Km ~5-10 μM), CYP1A2 e CYP2D6. Rifampicina induz CYP2C19 e CYP1A2, reduzindo a AUC do propranolol em 50-60% e a Cmax em 40-50%, conforme estudos clínicos. A biodisponibilidade oral pode cair de 30% para menos de 10% devido ao metabolismo de primeira passagem intensificado.
📋Conduta Clinica
Evitar a associação. Se inevitável, aumentar a dose de propranolol em 3-5 vezes a dose usual, guiado pela resposta clínica (FC, PA). Considerar o uso de formulações de liberação prolongada. Na descontinuação da rifampicina, reduzir a dose de propranolol progressivamente para evitar bradicardia e hipotensão.
🔍O que monitorar
Monitorar frequência cardíaca e pressão arterial a cada 4-6 horas após o ajuste de dose. Realizar ECG semanalmente para avaliar bradicardia ou bloqueio AV. Monitorar sinais de angina e tolerância ao exercício.
↺Alternativas
Substituir propranolol por um betabloqueador não dependente de CYP2C19/1A2, como atenolol (excreção renal) ou nadolol (excreção renal). Se rifampicina for insubstituível, considerar betabloqueadores cardioseletivos (ex.: bisoprolol, metabolizado por CYP3A4 e CYP2D6, mas com menor efeito de primeira passagem).
📚Referências
Flockhart Drug Interactions Table; UpToDate 2024; Lexicomp; Clin Pharmacol Ther. 1984;35:788-794
Perguntas Frequentes
Pode tomar Rifampicina com Propranolol?
A combinação de Rifampicina com Propranolol apresenta interação de gravidade moderada. Redução significativa do efeito betabloqueador (anti-hipertensivo, antianginoso, antiarrítmico), com risco de taquicardia, hipertensão e angina. A relevância clínica é moderada, mas pode ser grave em pacientes com doença cardiovascular instável. Evitar a associação. Se inevitável, aumentar a dose de propranolol em 3-5 vezes a dose usual, guiado pela resposta clínica (FC, PA). Considerar o uso de formulações de liberação prolongada. Na descontinuação da rifampicina, reduzir a dose de propranolol progressivamente para evitar bradicardia e hipotensão.
Rifampicina e Propranolol interagem?
Sim, Rifampicina e Propranolol possuem interação medicamentosa documentada. O mecanismo envolve propranolol é metabolizado por cyp2c19 (via principal, km ~5-10 μm), cyp1a2 e cyp2d6. rifampicina induz cyp2c19 e cyp1a2, reduzindo a auc do propranolol em 50-60% e a cmax em 40-50%, conforme estudos clínicos. a biodisponibilidade oral pode cair de 30% para menos de 10% devido ao metabolismo de primeira passagem intensificado.. A conduta recomendada é: evitar a associação. se inevitável, aumentar a dose de propranolol em 3-5 vezes a dose usual, guiado pela resposta clínica (fc, pa). considerar o uso de formulações de liberação prolongada. na descontinuação da rifampicina, reduzir a dose de propranolol progressivamente para evitar bradicardia e hipotensão..
Qual o risco de Rifampicina com Propranolol?
O risco da associação Rifampicina + Propranolol é classificado como MODERADA. Redução significativa do efeito betabloqueador (anti-hipertensivo, antianginoso, antiarrítmico), com risco de taquicardia, hipertensão e angina. A relevância clínica é moderada, mas pode ser grave em pacientes com doença cardiovascular instável. Monitorar: monitorar frequência cardíaca e pressão arterial a cada 4-6 horas após o ajuste de dose. realizar ecg semanalmente para avaliar bradicardia ou bloqueio av. monitorar sinais de angina e tolerância ao exercício..
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Atualizado em junho/2026
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