Rifampicina + Dronedarona

ModeradaRequer monitoramento — pode necessitar ajuste de dose
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O que acontece

Perda quase completa do efeito antiarrítmico da dronedarona, com risco de recorrência de fibrilação atrial e descompensação cardiovascular. A relevância clínica é alta, apesar da classificação moderada, devido à magnitude do efeito.

Mecanismo

Dronedarona é metabolizada principalmente por CYP3A4 (Km ~5-10 μM) e é substrato da P-gp. Rifampicina induz CYP3A4 e P-gp, reduzindo a AUC da dronedarona em 80-90% e a Cmax em 70-80%, conforme estudos clínicos. A biodisponibilidade oral pode cair de 15% para menos de 5%, tornando o medicamento praticamente ineficaz.

📋Conduta Clinica

Evitar a associação. A coadministração é contraindicada em algumas diretrizes. Se inevitável, considerar o uso de dronedarona intravenosa (não disponível na maioria dos países) ou aumentar a dose oral drasticamente (não recomendado por falta de dados de segurança). Na prática, a associação deve ser evitada.

🔍O que monitorar

Se a associação for mantida (não recomendado), monitorar ECG semanalmente para avaliar ritmo cardíaco e intervalo QTc. Monitorar função hepática (TGO/TGP) mensalmente devido ao risco de hepatotoxicidade da dronedarona.

Alternativas

Substituir dronedarona por um antiarrítmico não dependente de CYP3A4, como amiodarona (metabolizada por CYP3A4 e CYP2C8, mas com menor efeito de primeira passagem; ajustar dose com cautela) ou sotalol (excreção renal). Se rifampicina for insubstituível, considerar controle de frequência com betabloqueadores (ex.: atenolol) ou digitálicos.

📚Referências

Flockhart Drug Interactions Table; UpToDate 2024; Lexicomp; bula do Multaq; Eur Heart J. 2011;32:2180-2187

Perguntas Frequentes

Pode tomar Rifampicina com Dronedarona?

A combinação de Rifampicina com Dronedarona apresenta interação de gravidade moderada. Perda quase completa do efeito antiarrítmico da dronedarona, com risco de recorrência de fibrilação atrial e descompensação cardiovascular. A relevância clínica é alta, apesar da classificação moderada, devido à magnitude do efeito. Evitar a associação. A coadministração é contraindicada em algumas diretrizes. Se inevitável, considerar o uso de dronedarona intravenosa (não disponível na maioria dos países) ou aumentar a dose oral drasticamente (não recomendado por falta de dados de segurança). Na prática, a associação deve ser evitada.

Rifampicina e Dronedarona interagem?

Sim, Rifampicina e Dronedarona possuem interação medicamentosa documentada. O mecanismo envolve dronedarona é metabolizada principalmente por cyp3a4 (km ~5-10 μm) e é substrato da p-gp. rifampicina induz cyp3a4 e p-gp, reduzindo a auc da dronedarona em 80-90% e a cmax em 70-80%, conforme estudos clínicos. a biodisponibilidade oral pode cair de 15% para menos de 5%, tornando o medicamento praticamente ineficaz.. A conduta recomendada é: evitar a associação. a coadministração é contraindicada em algumas diretrizes. se inevitável, considerar o uso de dronedarona intravenosa (não disponível na maioria dos países) ou aumentar a dose oral drasticamente (não recomendado por falta de dados de segurança). na prática, a associação deve ser evitada..

Qual o risco de Rifampicina com Dronedarona?

O risco da associação Rifampicina + Dronedarona é classificado como MODERADA. Perda quase completa do efeito antiarrítmico da dronedarona, com risco de recorrência de fibrilação atrial e descompensação cardiovascular. A relevância clínica é alta, apesar da classificação moderada, devido à magnitude do efeito. Monitorar: se a associação for mantida (não recomendado), monitorar ecg semanalmente para avaliar ritmo cardíaco e intervalo qtc. monitorar função hepática (tgo/tgp) mensalmente devido ao risco de hepatotoxicidade da dronedarona..

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Amiodarona inibe CYP3A4, aumentando AUC de sinvastatina em 100-200%. FDA limitou sinvastatina a 20mg com amiodarona.

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Amiodarona + Rosuvastatina

O mecanismo de interação não é primariamente pela CYP2C9, como afirmado. A Rosuvastatina é minimamente metabolizada (aproximadamente 10%) pela CYP2C9. A interação com Amiodarona é provavelmente multifatorial, envolvendo inibição de transportadores hepáticos como OATP1B1 e BCRP, dos quais a Rosuvastatina é substrato. A Amiodarona pode inibir esses transportadores, reduzindo a captação e excreção hepática da Rosuvastatina, aumentando sua exposição plasmática em cerca de 1,5 a 2 vezes.

Moderada
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Grave

Atualizado em junho/2026

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