Rifampicina + Diltiazem

ModeradaRequer monitoramento — pode necessitar ajuste de dose
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O que acontece

Redução significativa do efeito anti-hipertensivo e antianginoso do diltiazem, com risco de descontrole pressórico e angina. A relevância clínica é moderada, mas pode ser grave em pacientes com doença coronariana instável.

Mecanismo

Diltiazem é metabolizado principalmente por CYP3A4 (Km ~5-10 μM) e é substrato da P-gp. Rifampicina induz CYP3A4 e P-gp, reduzindo a AUC do diltiazem em 60-70% e a Cmax em 50-60%, conforme estudos clínicos. A biodisponibilidade oral pode cair de 40% para menos de 10% devido ao metabolismo de primeira passagem intensificado.

📋Conduta Clinica

Evitar a associação. Se inevitável, aumentar a dose de diltiazem em 2-4 vezes a dose usual, guiado pela resposta clínica. Considerar o uso de formulações de liberação prolongada para manter níveis mais estáveis. Na descontinuação da rifampicina, reduzir a dose de diltiazem progressivamente para evitar bradicardia e hipotensão.

🔍O que monitorar

Monitorar pressão arterial e frequência cardíaca a cada 4-6 horas após o ajuste de dose. Realizar ECG semanalmente para avaliar intervalo PR. Monitorar sinais de angina e tolerância ao exercício.

Alternativas

Substituir diltiazem por um anti-hipertensivo não dependente de CYP3A4, como anlodipino (menos afetado, mas ainda com interação) ou betabloqueadores (ex.: atenolol). Se rifampicina for insubstituível, considerar nitratos de ação prolongada para angina.

📚Referências

Flockhart Drug Interactions Table; UpToDate 2024; Lexicomp; Eur J Clin Pharmacol. 1998;54:653-658

Perguntas Frequentes

Pode tomar Rifampicina com Diltiazem?

A combinação de Rifampicina com Diltiazem apresenta interação de gravidade moderada. Redução significativa do efeito anti-hipertensivo e antianginoso do diltiazem, com risco de descontrole pressórico e angina. A relevância clínica é moderada, mas pode ser grave em pacientes com doença coronariana instável. Evitar a associação. Se inevitável, aumentar a dose de diltiazem em 2-4 vezes a dose usual, guiado pela resposta clínica. Considerar o uso de formulações de liberação prolongada para manter níveis mais estáveis. Na descontinuação da rifampicina, reduzir a dose de diltiazem progressivamente para evitar bradicardia e hipotensão.

Rifampicina e Diltiazem interagem?

Sim, Rifampicina e Diltiazem possuem interação medicamentosa documentada. O mecanismo envolve diltiazem é metabolizado principalmente por cyp3a4 (km ~5-10 μm) e é substrato da p-gp. rifampicina induz cyp3a4 e p-gp, reduzindo a auc do diltiazem em 60-70% e a cmax em 50-60%, conforme estudos clínicos. a biodisponibilidade oral pode cair de 40% para menos de 10% devido ao metabolismo de primeira passagem intensificado.. A conduta recomendada é: evitar a associação. se inevitável, aumentar a dose de diltiazem em 2-4 vezes a dose usual, guiado pela resposta clínica. considerar o uso de formulações de liberação prolongada para manter níveis mais estáveis. na descontinuação da rifampicina, reduzir a dose de diltiazem progressivamente para evitar bradicardia e hipotensão..

Qual o risco de Rifampicina com Diltiazem?

O risco da associação Rifampicina + Diltiazem é classificado como MODERADA. Redução significativa do efeito anti-hipertensivo e antianginoso do diltiazem, com risco de descontrole pressórico e angina. A relevância clínica é moderada, mas pode ser grave em pacientes com doença coronariana instável. Monitorar: monitorar pressão arterial e frequência cardíaca a cada 4-6 horas após o ajuste de dose. realizar ecg semanalmente para avaliar intervalo pr. monitorar sinais de angina e tolerância ao exercício..

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Amiodarona + Sinvastatina

Amiodarona inibe CYP3A4, aumentando AUC de sinvastatina em 100-200%. FDA limitou sinvastatina a 20mg com amiodarona.

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Amiodarona + Atorvastatina

Amiodarona inibe a CYP3A4, enzima primária no metabolismo da Atorvastatina. Embora a Atorvastatina também tenha vias metabólicas secundárias, a inibição da CYP3A4 pela Amiodarona pode aumentar a AUC da Atorvastatina em aproximadamente 1,5 a 2 vezes, um efeito menos pronunciado do que com a Sinvastatina, mas ainda clinicamente relevante.

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Amiodarona + Rosuvastatina

O mecanismo de interação não é primariamente pela CYP2C9, como afirmado. A Rosuvastatina é minimamente metabolizada (aproximadamente 10%) pela CYP2C9. A interação com Amiodarona é provavelmente multifatorial, envolvendo inibição de transportadores hepáticos como OATP1B1 e BCRP, dos quais a Rosuvastatina é substrato. A Amiodarona pode inibir esses transportadores, reduzindo a captação e excreção hepática da Rosuvastatina, aumentando sua exposição plasmática em cerca de 1,5 a 2 vezes.

Moderada
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Grave

Atualizado em junho/2026

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