Rifampicina + Apixabana
⚠O que acontece
Redução significativa da exposição à apixabana, com risco de falha na anticoagulação e eventos tromboembólicos. O efeito é consistente em todas as doses terapêuticas.
⚙Mecanismo
Apixabana é metabolizada principalmente via CYP3A4 (~25% da depuração total) e é substrato da P-gp. Rifampicina induz CYP3A4 e P-gp, resultando em redução da AUC da apixabana em aproximadamente 54% e da Cmax em 42%, conforme estudos clínicos. A indução de vias alternativas (CYP1A2, CYP2J2) também pode contribuir. A redução da exposição é clinicamente significativa e pode levar à perda de eficácia.
📋Conduta Clinica
Evitar a associação. Se inevitável, aumentar a dose de apixabana com cautela: para FA, considerar aumentar para 5 mg 2x/dia (se TFG >50 mL/min) ou manter 2,5 mg 2x/dia se critérios de redução de dose (idade ≥80 anos, peso ≤60 kg, creatinina ≥1,5 mg/dL). Para tratamento de TEV, aumentar para 10 mg 2x/dia por 7 dias, depois 5 mg 2x/dia. Na descontinuação da rifampicina, retornar à dose padrão após 2 semanas.
🔍O que monitorar
Monitorar sinais de sangramento e trombose. Considerar dosagem de anti-Xa calibrada para apixabana em situações de alto risco. Avaliar função renal (TFG) e hepática mensalmente.
↺Alternativas
Substituir apixabana por um anticoagulante não dependente de CYP3A4/P-gp, como heparina de baixo peso molecular (enoxaparina) ou fondaparinux. Se rifampicina for insubstituível, considerar varfarina com ajuste intensivo de INR (ver interação rifampicina-varfarina).
📚Referências
Flockhart Drug Interactions Table; UpToDate 2024; Lexicomp; bula do Eliquis; Clin Pharmacol Ther. 2011;89(Suppl 1):S65
Perguntas Frequentes
Pode tomar Rifampicina com Apixabana?
A combinação de Rifampicina com Apixabana apresenta interação de gravidade moderada. Redução significativa da exposição à apixabana, com risco de falha na anticoagulação e eventos tromboembólicos. O efeito é consistente em todas as doses terapêuticas. Evitar a associação. Se inevitável, aumentar a dose de apixabana com cautela: para FA, considerar aumentar para 5 mg 2x/dia (se TFG >50 mL/min) ou manter 2,5 mg 2x/dia se critérios de redução de dose (idade ≥80 anos, peso ≤60 kg, creatinina ≥1,5 mg/dL). Para tratamento de TEV, aumentar para 10 mg 2x/dia por 7 dias, depois 5 mg 2x/dia. Na descontinuação da rifampicina, retornar à dose padrão após 2 semanas.
Rifampicina e Apixabana interagem?
Sim, Rifampicina e Apixabana possuem interação medicamentosa documentada. O mecanismo envolve apixabana é metabolizada principalmente via cyp3a4 (~25% da depuração total) e é substrato da p-gp. rifampicina induz cyp3a4 e p-gp, resultando em redução da auc da apixabana em aproximadamente 54% e da cmax em 42%, conforme estudos clínicos. a indução de vias alternativas (cyp1a2, cyp2j2) também pode contribuir. a redução da exposição é clinicamente significativa e pode levar à perda de eficácia.. A conduta recomendada é: evitar a associação. se inevitável, aumentar a dose de apixabana com cautela: para fa, considerar aumentar para 5 mg 2x/dia (se tfg >50 ml/min) ou manter 2,5 mg 2x/dia se critérios de redução de dose (idade ≥80 anos, peso ≤60 kg, creatinina ≥1,5 mg/dl). para tratamento de tev, aumentar para 10 mg 2x/dia por 7 dias, depois 5 mg 2x/dia. na descontinuação da rifampicina, retornar à dose padrão após 2 semanas..
Qual o risco de Rifampicina com Apixabana?
O risco da associação Rifampicina + Apixabana é classificado como MODERADA. Redução significativa da exposição à apixabana, com risco de falha na anticoagulação e eventos tromboembólicos. O efeito é consistente em todas as doses terapêuticas. Monitorar: monitorar sinais de sangramento e trombose. considerar dosagem de anti-xa calibrada para apixabana em situações de alto risco. avaliar função renal (tfg) e hepática mensalmente..
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Atualizado em junho/2026
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