Rifabutina + Sinvastatina
⚠O que acontece
Redução moderada dos níveis de sinvastatina e metabólitos ativos, com possível perda de eficácia hipolipemiante (redução menor do LDL-colesterol). Risco de não atingir metas lipídicas em pacientes com alto risco cardiovascular.
⚙Mecanismo
Rifabutina é um indutor moderado do CYP3A4 (via PXR, porém com potência menor que a rifampicina). A sinvastatina é um pró-fármaco extensamente metabolizado pelo CYP3A4 (principal via, >80% do clearance) a metabólitos ativos. A indução do CYP3A4 pela rifabutina reduz a AUC da sinvastatina e de seus metabólitos ativos em aproximadamente 30-50% e a Cmax em 20-40%. A meia-vida da sinvastatina pode ser reduzida de 2-3h para 1-2h. A magnitude da indução é menor que com rifampicina, mas ainda clinicamente significativa.
📋Conduta Clinica
Se a coadministração for necessária, aumentar a dose de sinvastatina em 50-100% (ex: de 20mg para 40mg/dia) e monitorar perfil lipídico. A dose máxima de sinvastatina é de 40mg/dia (devido ao risco de miopatia com doses maiores). Considerar o uso de atorvastatina ou rosuvastatina (menor metabolismo via CYP3A4) como alternativas. Após descontinuação da rifabutina, reduzir a dose de sinvastatina para evitar toxicidade muscular.
🔍O que monitorar
Perfil lipídico (LDL, HDL, TG) após 4-6 semanas do ajuste de dose. Monitorar CPK e sintomas musculares (mialgia, fraqueza) devido ao risco de miopatia com doses elevadas de sinvastatina. TGO/TGP para hepatotoxicidade.
↺Alternativas
Substituir rifabutina por rifampicina (se apropriado para a infecção) com ajuste maior de dose, ou usar atorvastatina (metabolismo via CYP3A4, mas com menor impacto clínico) ou rosuvastatina (metabolismo mínimo via CYP, principalmente excreção renal).
📚Referências
Flockhart Drug Interactions Table; UpToDate 2024; Micromedex 2024; Estudos de interação rifabutina-sinvastatina (AUC reduzida em 30-50%)
Perguntas Frequentes
Pode tomar Rifabutina com Sinvastatina?
A combinação de Rifabutina com Sinvastatina apresenta interação de gravidade moderada. Redução moderada dos níveis de sinvastatina e metabólitos ativos, com possível perda de eficácia hipolipemiante (redução menor do LDL-colesterol). Risco de não atingir metas lipídicas em pacientes com alto risco cardiovascular. Se a coadministração for necessária, aumentar a dose de sinvastatina em 50-100% (ex: de 20mg para 40mg/dia) e monitorar perfil lipídico. A dose máxima de sinvastatina é de 40mg/dia (devido ao risco de miopatia com doses maiores). Considerar o uso de atorvastatina ou rosuvastatina (menor metabolismo via CYP3A4) como alternativas. Após descontinuação da rifabutina, reduzir a dose de sinvastatina para evitar toxicidade muscular.
Rifabutina e Sinvastatina interagem?
Sim, Rifabutina e Sinvastatina possuem interação medicamentosa documentada. O mecanismo envolve rifabutina é um indutor moderado do cyp3a4 (via pxr, porém com potência menor que a rifampicina). a sinvastatina é um pró-fármaco extensamente metabolizado pelo cyp3a4 (principal via, >80% do clearance) a metabólitos ativos. a indução do cyp3a4 pela rifabutina reduz a auc da sinvastatina e de seus metabólitos ativos em aproximadamente 30-50% e a cmax em 20-40%. a meia-vida da sinvastatina pode ser reduzida de 2-3h para 1-2h. a magnitude da indução é menor que com rifampicina, mas ainda clinicamente significativa.. A conduta recomendada é: se a coadministração for necessária, aumentar a dose de sinvastatina em 50-100% (ex: de 20mg para 40mg/dia) e monitorar perfil lipídico. a dose máxima de sinvastatina é de 40mg/dia (devido ao risco de miopatia com doses maiores). considerar o uso de atorvastatina ou rosuvastatina (menor metabolismo via cyp3a4) como alternativas. após descontinuação da rifabutina, reduzir a dose de sinvastatina para evitar toxicidade muscular..
Qual o risco de Rifabutina com Sinvastatina?
O risco da associação Rifabutina + Sinvastatina é classificado como MODERADA. Redução moderada dos níveis de sinvastatina e metabólitos ativos, com possível perda de eficácia hipolipemiante (redução menor do LDL-colesterol). Risco de não atingir metas lipídicas em pacientes com alto risco cardiovascular. Monitorar: perfil lipídico (ldl, hdl, tg) após 4-6 semanas do ajuste de dose. monitorar cpk e sintomas musculares (mialgia, fraqueza) devido ao risco de miopatia com doses elevadas de sinvastatina. tgo/tgp para hepatotoxicidade..
Interações Relacionadas
Amiodarona inibe CYP3A4, aumentando AUC de sinvastatina em 100-200%. FDA limitou sinvastatina a 20mg com amiodarona.
Amiodarona inibe a CYP3A4, enzima primária no metabolismo da Atorvastatina. Embora a Atorvastatina também tenha vias metabólicas secundárias, a inibição da CYP3A4 pela Amiodarona pode aumentar a AUC da Atorvastatina em aproximadamente 1,5 a 2 vezes, um efeito menos pronunciado do que com a Sinvastatina, mas ainda clinicamente relevante.
O mecanismo de interação não é primariamente pela CYP2C9, como afirmado. A Rosuvastatina é minimamente metabolizada (aproximadamente 10%) pela CYP2C9. A interação com Amiodarona é provavelmente multifatorial, envolvendo inibição de transportadores hepáticos como OATP1B1 e BCRP, dos quais a Rosuvastatina é substrato. A Amiodarona pode inibir esses transportadores, reduzindo a captação e excreção hepática da Rosuvastatina, aumentando sua exposição plasmática em cerca de 1,5 a 2 vezes.
Amiodarona é um inibidor potente da glicoproteína-P (P-gp) tanto no intestino quanto nos túbulos renais. A Digoxina é um substrato clássico da P-gp, e sua eliminação depende criticamente deste transportador. A inibição da P-gp pela Amiodarona reduz a secreção tubular renal e o efluxo intestinal da Digoxina, podendo aumentar seus níveis séricos em 70-100%, um efeito de grande magnitude e alta relevância clínica devido ao estreito índice terapêutico da Digoxina.
Atualizado em junho/2026
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