Rifabutina + Amiodarona

GraveRisco elevado — pode causar dano significativo ao paciente
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O que acontece

Redução significativa dos níveis de amiodarona e desetilamiodarona, com risco de perda de eficácia antiarrítmica (recorrência de fibrilação atrial, taquicardia ventricular, fibrilação ventricular). Risco de morte súbita cardíaca em pacientes dependentes de amiodarona para controle de arritmias.

Mecanismo

Rifabutina é um indutor moderado do CYP3A4 (via PXR) e também induz CYP2C8 (via CAR). A amiodarona é metabolizada principalmente pelo CYP3A4 (responsável por >50% do clearance) a desetilamiodarona (metabólito ativo). A indução do CYP3A4 pela rifabutina reduz a AUC da amiodarona em aproximadamente 40-60% e a Cmax em 30-50%. A meia-vida longa da amiodarona (25-100 dias) pode ser reduzida, mas o efeito completo da indução pode levar semanas a meses. A amiodarona também é substrato da P-gp, que é induzida pela rifabutina, reduzindo a absorção oral. A interação é crítica devido ao índice terapêutico estreito da amiodarona e ao risco de arritmias ventriculares fatais se os níveis forem subterapêuticos.

📋Conduta Clinica

Evitar a associação sempre que possível. Se a coadministração for inevitável, aumentar a dose de amiodarona em 50-100% (guiado por níveis séricos e ECG) e monitorar rigorosamente. A dose de ataque e manutenção pode precisar ser ajustada. Considerar o uso de outros antiarrítmicos não metabolizados por CYP3A4 (ex: sotalol, dofetilida) ou ablação por cateter. Após descontinuação da rifabutina, reduzir gradualmente a dose de amiodarona para evitar toxicidade (bradicardia, prolongamento do QTc, toxicidade pulmonar/hepática).

🔍O que monitorar

ECG basal e seriado (QTc, QRS, frequência cardíaca). Níveis séricos de amiodarona e desetilamiodarona (alvo: 1-2,5 mg/L). Monitorar função hepática (TGO/TGP), tireoidiana (TSH, T4 livre) e pulmonar (espirometria, RX tórax) devido à toxicidade cumulativa da amiodarona.

Alternativas

Substituir rifabutina por rifampicina (com ajuste ainda maior de dose) se apropriado, ou usar antiarrítmicos alternativos como sotalol (excreção renal inalterada) ou dofetilida (metabolismo mínimo via CYP3A4). Considerar ablação por cateter para fibrilação atrial.

📚Referências

Flockhart Drug Interactions Table; UpToDate 2024; Micromedex 2024; Estudos de interação rifabutina-amiodarona (AUC reduzida em 40-60%); Relatos de caso de falha antiarrítmica.

Perguntas Frequentes

Pode tomar Rifabutina com Amiodarona?

A combinação de Rifabutina com Amiodarona apresenta interação de gravidade grave. Redução significativa dos níveis de amiodarona e desetilamiodarona, com risco de perda de eficácia antiarrítmica (recorrência de fibrilação atrial, taquicardia ventricular, fibrilação ventricular). Risco de morte súbita cardíaca em pacientes dependentes de amiodarona para controle de arritmias. Evitar a associação sempre que possível. Se a coadministração for inevitável, aumentar a dose de amiodarona em 50-100% (guiado por níveis séricos e ECG) e monitorar rigorosamente. A dose de ataque e manutenção pode precisar ser ajustada. Considerar o uso de outros antiarrítmicos não metabolizados por CYP3A4 (ex: sotalol, dofetilida) ou ablação por cateter. Após descontinuação da rifabutina, reduzir gradualmente a dose de amiodarona para evitar toxicidade (bradicardia, prolongamento do QTc, toxicidade pulmonar/hepática).

Rifabutina e Amiodarona interagem?

Sim, Rifabutina e Amiodarona possuem interação medicamentosa documentada. O mecanismo envolve rifabutina é um indutor moderado do cyp3a4 (via pxr) e também induz cyp2c8 (via car). a amiodarona é metabolizada principalmente pelo cyp3a4 (responsável por >50% do clearance) a desetilamiodarona (metabólito ativo). a indução do cyp3a4 pela rifabutina reduz a auc da amiodarona em aproximadamente 40-60% e a cmax em 30-50%. a meia-vida longa da amiodarona (25-100 dias) pode ser reduzida, mas o efeito completo da indução pode levar semanas a meses. a amiodarona também é substrato da p-gp, que é induzida pela rifabutina, reduzindo a absorção oral. a interação é crítica devido ao índice terapêutico estreito da amiodarona e ao risco de arritmias ventriculares fatais se os níveis forem subterapêuticos.. A conduta recomendada é: evitar a associação sempre que possível. se a coadministração for inevitável, aumentar a dose de amiodarona em 50-100% (guiado por níveis séricos e ecg) e monitorar rigorosamente. a dose de ataque e manutenção pode precisar ser ajustada. considerar o uso de outros antiarrítmicos não metabolizados por cyp3a4 (ex: sotalol, dofetilida) ou ablação por cateter. após descontinuação da rifabutina, reduzir gradualmente a dose de amiodarona para evitar toxicidade (bradicardia, prolongamento do qtc, toxicidade pulmonar/hepática)..

Qual o risco de Rifabutina com Amiodarona?

O risco da associação Rifabutina + Amiodarona é classificado como GRAVE. Redução significativa dos níveis de amiodarona e desetilamiodarona, com risco de perda de eficácia antiarrítmica (recorrência de fibrilação atrial, taquicardia ventricular, fibrilação ventricular). Risco de morte súbita cardíaca em pacientes dependentes de amiodarona para controle de arritmias. Monitorar: ecg basal e seriado (qtc, qrs, frequência cardíaca). níveis séricos de amiodarona e desetilamiodarona (alvo: 1-2,5 mg/l). monitorar função hepática (tgo/tgp), tireoidiana (tsh, t4 livre) e pulmonar (espirometria, rx tórax) devido à toxicidade cumulativa da amiodarona..

Interações Relacionadas

Amiodarona + Sinvastatina

Amiodarona inibe CYP3A4, aumentando AUC de sinvastatina em 100-200%. FDA limitou sinvastatina a 20mg com amiodarona.

Grave
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Amiodarona inibe a CYP3A4, enzima primária no metabolismo da Atorvastatina. Embora a Atorvastatina também tenha vias metabólicas secundárias, a inibição da CYP3A4 pela Amiodarona pode aumentar a AUC da Atorvastatina em aproximadamente 1,5 a 2 vezes, um efeito menos pronunciado do que com a Sinvastatina, mas ainda clinicamente relevante.

Moderada
Amiodarona + Rosuvastatina

O mecanismo de interação não é primariamente pela CYP2C9, como afirmado. A Rosuvastatina é minimamente metabolizada (aproximadamente 10%) pela CYP2C9. A interação com Amiodarona é provavelmente multifatorial, envolvendo inibição de transportadores hepáticos como OATP1B1 e BCRP, dos quais a Rosuvastatina é substrato. A Amiodarona pode inibir esses transportadores, reduzindo a captação e excreção hepática da Rosuvastatina, aumentando sua exposição plasmática em cerca de 1,5 a 2 vezes.

Moderada
Amiodarona + Digoxina

Amiodarona é um inibidor potente da glicoproteína-P (P-gp) tanto no intestino quanto nos túbulos renais. A Digoxina é um substrato clássico da P-gp, e sua eliminação depende criticamente deste transportador. A inibição da P-gp pela Amiodarona reduz a secreção tubular renal e o efluxo intestinal da Digoxina, podendo aumentar seus níveis séricos em 70-100%, um efeito de grande magnitude e alta relevância clínica devido ao estreito índice terapêutico da Digoxina.

Grave

Atualizado em junho/2026

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