Ranolazina + Verapamil

GraveRisco elevado — pode causar dano significativo ao paciente
Validada por motor farmacologico

O que acontece

Prolongamento aditivo do intervalo QTc, com risco de torsades de pointes (TdP), síncope e morte súbita cardíaca, particularmente em pacientes com fatores de risco adicionais.

Mecanismo

Ambos os fármacos prolongam o intervalo QTc por mecanismos aditivos. A ranolazina inibe a corrente IKr (canais hERG/Kv11.1) com IC50 de ~12 µM, prolongando o QTc em 2-5 ms em doses terapêuticas (1000 mg BID). O verapamil, embora classificado como de risco condicional para TdP pelo CredibleMeds, bloqueia canais de cálcio tipo L e, em menor grau, canais IKr, podendo causar prolongamento do QTc em doses elevadas ou em pacientes suscetíveis. A combinação aumenta o risco de prolongamento excessivo do QTc (>500 ms ou Δ>60 ms), especialmente na presença de fatores de risco: bradicardia, hipocalemia, hipomagnesemia, sexo feminino, idade avançada, cardiopatia estrutural, síndrome do QT longo congênito.

📋Conduta Clinica

1. Evitar a associação sempre que possível. 2. Se a combinação for considerada indispensável (ex.: angina refratária + FA com resposta ventricular rápida), realizar ECG basal com medição do QTc (fórmula de Fridericia ou Framingham). 3. Iniciar com as menores doses eficazes de ambos os fármacos. 4. Corrigir e manter K+ sérico > 4,0 mEq/L e Mg2+ > 2,0 mg/dL antes e durante o tratamento. 5. Repetir ECG 24-48h após início e após cada ajuste de dose. 6. Suspender imediatamente se QTc > 500 ms ou aumento > 60 ms do basal, ou se surgirem sintomas (palpitações, síncope).

🔍O que monitorar

ECG com QTc (basal, 24-48h após início/ajuste, mensal nos primeiros 3 meses, depois a cada 3-6 meses); eletrólitos (K+, Mg2+, Ca2+) basal e semanal no primeiro mês; monitorização de sintomas (palpitações, tontura, síncope); revisão periódica da lista de medicamentos para evitar outros fármacos que prolonguem QT.

Alternativas

Substituir verapamil por antiarrítmico ou anti-hipertensivo sem efeito no QT (ex.: betabloqueadores não sotalol, amlodipino) ou substituir ranolazina por antianginoso alternativo (ex.: nitratos, trimetazidina). Consultar lista do CredibleMeds para escolha segura.

📚Referências

CredibleMeds QT Drug List 2024; Micromedex 2024; FDA Ranolazine Label; Tisdale JE et al. Circ Cardiovasc Qual Outcomes. 2013;6(4):479-87.

Perguntas Frequentes

Pode tomar Ranolazina com Verapamil?

A combinação de Ranolazina com Verapamil apresenta interação de gravidade grave. Prolongamento aditivo do intervalo QTc, com risco de torsades de pointes (TdP), síncope e morte súbita cardíaca, particularmente em pacientes com fatores de risco adicionais. 1. Evitar a associação sempre que possível. 2. Se a combinação for considerada indispensável (ex.: angina refratária + FA com resposta ventricular rápida), realizar ECG basal com medição do QTc (fórmula de Fridericia ou Framingham). 3. Iniciar com as menores doses eficazes de ambos os fármacos. 4. Corrigir e manter K+ sérico > 4,0 mEq/L e Mg2+ > 2,0 mg/dL antes e durante o tratamento. 5. Repetir ECG 24-48h após início e após cada ajuste de dose. 6. Suspender imediatamente se QTc > 500 ms ou aumento > 60 ms do basal, ou se surgirem sintomas (palpitações, síncope).

Ranolazina e Verapamil interagem?

Sim, Ranolazina e Verapamil possuem interação medicamentosa documentada. O mecanismo envolve ambos os fármacos prolongam o intervalo qtc por mecanismos aditivos. a ranolazina inibe a corrente ikr (canais herg/kv11.1) com ic50 de ~12 µm, prolongando o qtc em 2-5 ms em doses terapêuticas (1000 mg bid). o verapamil, embora classificado como de risco condicional para tdp pelo crediblemeds, bloqueia canais de cálcio tipo l e, em menor grau, canais ikr, podendo causar prolongamento do qtc em doses elevadas ou em pacientes suscetíveis. a combinação aumenta o risco de prolongamento excessivo do qtc (>500 ms ou δ>60 ms), especialmente na presença de fatores de risco: bradicardia, hipocalemia, hipomagnesemia, sexo feminino, idade avançada, cardiopatia estrutural, síndrome do qt longo congênito.. A conduta recomendada é: 1. evitar a associação sempre que possível. 2. se a combinação for considerada indispensável (ex.: angina refratária + fa com resposta ventricular rápida), realizar ecg basal com medição do qtc (fórmula de fridericia ou framingham). 3. iniciar com as menores doses eficazes de ambos os fármacos. 4. corrigir e manter k+ sérico > 4,0 meq/l e mg2+ > 2,0 mg/dl antes e durante o tratamento. 5. repetir ecg 24-48h após início e após cada ajuste de dose. 6. suspender imediatamente se qtc > 500 ms ou aumento > 60 ms do basal, ou se surgirem sintomas (palpitações, síncope)..

Qual o risco de Ranolazina com Verapamil?

O risco da associação Ranolazina + Verapamil é classificado como GRAVE. Prolongamento aditivo do intervalo QTc, com risco de torsades de pointes (TdP), síncope e morte súbita cardíaca, particularmente em pacientes com fatores de risco adicionais. Monitorar: ecg com qtc (basal, 24-48h após início/ajuste, mensal nos primeiros 3 meses, depois a cada 3-6 meses); eletrólitos (k+, mg2+, ca2+) basal e semanal no primeiro mês; monitorização de sintomas (palpitações, tontura, síncope); revisão periódica da lista de medicamentos para evitar outros fármacos que prolonguem qt..

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Grave

Atualizado em junho/2026

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