Ranolazina + Teofilina
⚠O que acontece
Prolongamento do QTc >500 ms ou aumento >60 ms, com risco de Torsades de Pointes e morte súbita. Risco aumentado em pacientes com DPOC (hipoxemia, uso de beta-agonistas).
⚙Mecanismo
Efeito aditivo no prolongamento do intervalo QT. Ranolazina inibe IKr (hERG) com IC50 ~12 μM. Teofilina, em concentrações terapêuticas (10-20 μg/mL), também bloqueia canais hERG e pode causar taquicardia sinusal, que paradoxalmente aumenta o risco de TdP por encurtar o ciclo cardíaco e aumentar a dispersão da repolarização. Além disso, teofilina pode causar hipocalemia por ativação beta-adrenérgica, exacerbando o risco.
📋Conduta Clinica
Evitar associação. Se indispensável: 1) ECG basal e após 48-72h do início; 2) Manter K+ ≥4.0 mEq/L e Mg2+ ≥2.0 mg/dL; 3) Monitorar níveis séricos de teofilina (alvo 5-15 μg/mL, evitar >20 μg/mL); 4) Suspender se QTc >500 ms ou arritmias.
🔍O que monitorar
ECG com QTc (fórmula de Fridericia) basal, após 2-3 dias e depois mensal. Eletrólitos (K+, Mg2+) a cada 1-2 semanas. Nível sérico de teofilina (pico e vale) até estabilização. Sinais de toxicidade: náusea, tremor, taquicardia.
↺Alternativas
Substituir teofilina por broncodilatador de longa ação (LABA/LAMA) sem efeito QT significativo (ex.: tiotrópio, salmeterol com cautela). Para ranolazina, avaliar ivabradina ou betabloqueador cardioseletivo.
📚Referências
CredibleMeds QT Drug List 2024; Micromedex 2024; Lexicomp 2024; UpToDate 2024
Perguntas Frequentes
Pode tomar Ranolazina com Teofilina?
A combinação de Ranolazina com Teofilina apresenta interação de gravidade grave. Prolongamento do QTc >500 ms ou aumento >60 ms, com risco de Torsades de Pointes e morte súbita. Risco aumentado em pacientes com DPOC (hipoxemia, uso de beta-agonistas). Evitar associação. Se indispensável: 1) ECG basal e após 48-72h do início; 2) Manter K+ ≥4.0 mEq/L e Mg2+ ≥2.0 mg/dL; 3) Monitorar níveis séricos de teofilina (alvo 5-15 μg/mL, evitar >20 μg/mL); 4) Suspender se QTc >500 ms ou arritmias.
Ranolazina e Teofilina interagem?
Sim, Ranolazina e Teofilina possuem interação medicamentosa documentada. O mecanismo envolve efeito aditivo no prolongamento do intervalo qt. ranolazina inibe ikr (herg) com ic50 ~12 μm. teofilina, em concentrações terapêuticas (10-20 μg/ml), também bloqueia canais herg e pode causar taquicardia sinusal, que paradoxalmente aumenta o risco de tdp por encurtar o ciclo cardíaco e aumentar a dispersão da repolarização. além disso, teofilina pode causar hipocalemia por ativação beta-adrenérgica, exacerbando o risco.. A conduta recomendada é: evitar associação. se indispensável: 1) ecg basal e após 48-72h do início; 2) manter k+ ≥4.0 meq/l e mg2+ ≥2.0 mg/dl; 3) monitorar níveis séricos de teofilina (alvo 5-15 μg/ml, evitar >20 μg/ml); 4) suspender se qtc >500 ms ou arritmias..
Qual o risco de Ranolazina com Teofilina?
O risco da associação Ranolazina + Teofilina é classificado como GRAVE. Prolongamento do QTc >500 ms ou aumento >60 ms, com risco de Torsades de Pointes e morte súbita. Risco aumentado em pacientes com DPOC (hipoxemia, uso de beta-agonistas). Monitorar: ecg com qtc (fórmula de fridericia) basal, após 2-3 dias e depois mensal. eletrólitos (k+, mg2+) a cada 1-2 semanas. nível sérico de teofilina (pico e vale) até estabilização. sinais de toxicidade: náusea, tremor, taquicardia..
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Atualizado em junho/2026
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