Ranolazina + Metoprolol

ModeradaRequer monitoramento — pode necessitar ajuste de dose
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O que acontece

Aumento significativo dos níveis plasmáticos de metoprolol, potencializando efeitos betabloqueadores dose-dependentes: bradicardia sintomática, hipotensão, fadiga, broncoespasmo (em pacientes com asma/DPOC) e, raramente, bloqueio AV.

Mecanismo

A ranolazina é um inibidor moderado da CYP2D6 (Ki ~1-5 µM), enzima responsável por ~70-80% do metabolismo do metoprolol (clearance hepático ~1 L/min, com alta extração hepática). Em estudos farmacocinéticos, a ranolazina (750-1000 mg BID) aumentou a AUC do metoprolol em 1,8 vezes (80%) e a Cmax em 1,5 vezes (50%). O metoprolol é um betabloqueador cardioseletivo, mas em concentrações elevadas perde seletividade beta-1, podendo causar bradicardia excessiva, hipotensão e broncoespasmo em suscetíveis.

📋Conduta Clinica

1. Iniciar metoprolol na menor dose eficaz (ex.: 25 mg/dia para succinato) ao associar com ranolazina. 2. Em pacientes já em uso de metoprolol, reduzir a dose em 25-50% ao iniciar ranolazina e titular conforme resposta clínica. 3. Monitorar FC e PA semanalmente nas primeiras 4 semanas. 4. Ajustar dose de metoprolol para manter FC alvo (ex.: 55-70 bpm em angina/IC).

🔍O que monitorar

Frequência cardíaca e pressão arterial (basal, semanal no primeiro mês, depois mensal); ECG se sintomas de bradicardia ou bloqueio; sinais de broncoespasmo em pacientes com doença pulmonar; tolerância ao exercício e fadiga.

Alternativas

Substituir metoprolol por betabloqueador não metabolizado pela CYP2D6 (ex.: atenolol, nadolol, bisoprolol) ou substituir ranolazina por antianginoso alternativo (ex.: nitratos, trimetazidina).

📚Referências

Flockhart Drug Interactions Table; Micromedex 2024; FDA Ranolazine Label; Jerling M et al. Clin Pharmacol Ther. 2005;78(5):525-33.

Perguntas Frequentes

Pode tomar Ranolazina com Metoprolol?

A combinação de Ranolazina com Metoprolol apresenta interação de gravidade moderada. Aumento significativo dos níveis plasmáticos de metoprolol, potencializando efeitos betabloqueadores dose-dependentes: bradicardia sintomática, hipotensão, fadiga, broncoespasmo (em pacientes com asma/DPOC) e, raramente, bloqueio AV. 1. Iniciar metoprolol na menor dose eficaz (ex.: 25 mg/dia para succinato) ao associar com ranolazina. 2. Em pacientes já em uso de metoprolol, reduzir a dose em 25-50% ao iniciar ranolazina e titular conforme resposta clínica. 3. Monitorar FC e PA semanalmente nas primeiras 4 semanas. 4. Ajustar dose de metoprolol para manter FC alvo (ex.: 55-70 bpm em angina/IC).

Ranolazina e Metoprolol interagem?

Sim, Ranolazina e Metoprolol possuem interação medicamentosa documentada. O mecanismo envolve a ranolazina é um inibidor moderado da cyp2d6 (ki ~1-5 µm), enzima responsável por ~70-80% do metabolismo do metoprolol (clearance hepático ~1 l/min, com alta extração hepática). em estudos farmacocinéticos, a ranolazina (750-1000 mg bid) aumentou a auc do metoprolol em 1,8 vezes (80%) e a cmax em 1,5 vezes (50%). o metoprolol é um betabloqueador cardioseletivo, mas em concentrações elevadas perde seletividade beta-1, podendo causar bradicardia excessiva, hipotensão e broncoespasmo em suscetíveis.. A conduta recomendada é: 1. iniciar metoprolol na menor dose eficaz (ex.: 25 mg/dia para succinato) ao associar com ranolazina. 2. em pacientes já em uso de metoprolol, reduzir a dose em 25-50% ao iniciar ranolazina e titular conforme resposta clínica. 3. monitorar fc e pa semanalmente nas primeiras 4 semanas. 4. ajustar dose de metoprolol para manter fc alvo (ex.: 55-70 bpm em angina/ic)..

Qual o risco de Ranolazina com Metoprolol?

O risco da associação Ranolazina + Metoprolol é classificado como MODERADA. Aumento significativo dos níveis plasmáticos de metoprolol, potencializando efeitos betabloqueadores dose-dependentes: bradicardia sintomática, hipotensão, fadiga, broncoespasmo (em pacientes com asma/DPOC) e, raramente, bloqueio AV. Monitorar: frequência cardíaca e pressão arterial (basal, semanal no primeiro mês, depois mensal); ecg se sintomas de bradicardia ou bloqueio; sinais de broncoespasmo em pacientes com doença pulmonar; tolerância ao exercício e fadiga..

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Amiodarona inibe CYP3A4, aumentando AUC de sinvastatina em 100-200%. FDA limitou sinvastatina a 20mg com amiodarona.

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Amiodarona inibe a CYP3A4, enzima primária no metabolismo da Atorvastatina. Embora a Atorvastatina também tenha vias metabólicas secundárias, a inibição da CYP3A4 pela Amiodarona pode aumentar a AUC da Atorvastatina em aproximadamente 1,5 a 2 vezes, um efeito menos pronunciado do que com a Sinvastatina, mas ainda clinicamente relevante.

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Atualizado em junho/2026

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