Ranolazina + Digoxina

GraveRisco elevado — pode causar dano significativo ao paciente
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O que acontece

Aumento significativo nos níveis séricos de digoxina, elevando o risco de toxicidade digitálica, especialmente em idosos, pacientes com insuficiência renal ou hipocalemia.

Mecanismo

Ranolazina é um inibidor moderado da glicoproteína P (P-gp) intestinal e renal (IC50 ~2-5 µM). A digoxina é um substrato da P-gp com baixa biodisponibilidade oral (~70%) e eliminação predominantemente renal (clearance ~90 mL/min/1,73m²) dependente da P-gp tubular. A coadministração de ranolazina 1000 mg BID aumentou a AUC da digoxina em 1,5 vezes (50%) e a Cmax em 1,6 vezes (60%) em estudos farmacocinéticos. A digoxina possui índice terapêutico estreito (faixa sérica: 0,8-2,0 ng/mL), e aumentos modestos podem precipitar toxicidade (arritmias, náuseas, distúrbios visuais).

📋Conduta Clinica

1. Reduzir a dose de digoxina empiricamente em 30-50% ao iniciar ranolazina. 2. Para pacientes em uso crônico de digoxina, dosar o nível sérico antes de iniciar ranolazina e ajustar a dose para manter nível alvo (0,8-1,2 ng/mL para IC). 3. Em terapia de manutenção, monitorar nível sérico de digoxina 5-7 dias após cada ajuste de dose ou mudança na função renal. 4. Suspender ranolazina se surgirem sinais de toxicidade e reavaliar necessidade da combinação.

🔍O que monitorar

Nível sérico de digoxina (basal, 5-7 dias após início/ajuste, e a cada 3-6 meses); função renal (CrCl a cada 1-3 meses); eletrólitos (K+, Mg2+, Ca2+); ECG (intervalo PR, arritmias); sinais clínicos de toxicidade (anorexia, náusea, vômito, visão turva/amarelada, arritmias).

Alternativas

Substituir ranolazina por alternativa antianginosa sem efeito na P-gp (ex.: nitratos, betabloqueadores não substratos da P-gp) ou substituir digoxina por fármaco com menor dependência de P-gp (ex.: ivabradina para controle de FC, se indicado).

📚Referências

UCSF P-gp Table; Micromedex 2024; FDA Ranolazine Label; Jerling M et al. Clin Pharmacol Ther. 2005;78(5):525-33.

Perguntas Frequentes

Pode tomar Ranolazina com Digoxina?

A combinação de Ranolazina com Digoxina apresenta interação de gravidade grave. Aumento significativo nos níveis séricos de digoxina, elevando o risco de toxicidade digitálica, especialmente em idosos, pacientes com insuficiência renal ou hipocalemia. 1. Reduzir a dose de digoxina empiricamente em 30-50% ao iniciar ranolazina. 2. Para pacientes em uso crônico de digoxina, dosar o nível sérico antes de iniciar ranolazina e ajustar a dose para manter nível alvo (0,8-1,2 ng/mL para IC). 3. Em terapia de manutenção, monitorar nível sérico de digoxina 5-7 dias após cada ajuste de dose ou mudança na função renal. 4. Suspender ranolazina se surgirem sinais de toxicidade e reavaliar necessidade da combinação.

Ranolazina e Digoxina interagem?

Sim, Ranolazina e Digoxina possuem interação medicamentosa documentada. O mecanismo envolve ranolazina é um inibidor moderado da glicoproteína p (p-gp) intestinal e renal (ic50 ~2-5 µm). a digoxina é um substrato da p-gp com baixa biodisponibilidade oral (~70%) e eliminação predominantemente renal (clearance ~90 ml/min/1,73m²) dependente da p-gp tubular. a coadministração de ranolazina 1000 mg bid aumentou a auc da digoxina em 1,5 vezes (50%) e a cmax em 1,6 vezes (60%) em estudos farmacocinéticos. a digoxina possui índice terapêutico estreito (faixa sérica: 0,8-2,0 ng/ml), e aumentos modestos podem precipitar toxicidade (arritmias, náuseas, distúrbios visuais).. A conduta recomendada é: 1. reduzir a dose de digoxina empiricamente em 30-50% ao iniciar ranolazina. 2. para pacientes em uso crônico de digoxina, dosar o nível sérico antes de iniciar ranolazina e ajustar a dose para manter nível alvo (0,8-1,2 ng/ml para ic). 3. em terapia de manutenção, monitorar nível sérico de digoxina 5-7 dias após cada ajuste de dose ou mudança na função renal. 4. suspender ranolazina se surgirem sinais de toxicidade e reavaliar necessidade da combinação..

Qual o risco de Ranolazina com Digoxina?

O risco da associação Ranolazina + Digoxina é classificado como GRAVE. Aumento significativo nos níveis séricos de digoxina, elevando o risco de toxicidade digitálica, especialmente em idosos, pacientes com insuficiência renal ou hipocalemia. Monitorar: nível sérico de digoxina (basal, 5-7 dias após início/ajuste, e a cada 3-6 meses); função renal (crcl a cada 1-3 meses); eletrólitos (k+, mg2+, ca2+); ecg (intervalo pr, arritmias); sinais clínicos de toxicidade (anorexia, náusea, vômito, visão turva/amarelada, arritmias)..

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Grave

Atualizado em junho/2026

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