Quetiapina + Tacrolimus

GraveRisco elevado — pode causar dano significativo ao paciente
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O que acontece

Prolongamento do QTc > 500 ms ou aumento > 60 ms do basal, com risco de TdP. O risco é maior em transplantados renais/cardíacos (já com risco cardiovascular elevado) e na presença de distúrbios eletrolíticos.

Mecanismo

Ambos prolongam o intervalo QT por bloqueio de canais hERG (IKr). A quetiapina inibe o canal hERG com IC50 de ~2.5 μM, e o tacrolimus com IC50 de ~10 μM. Embora o tacrolimus seja um inibidor mais fraco, o efeito aditivo pode ser clinicamente significativo, especialmente em pacientes com fatores de risco. O tacrolimus também pode causar hipomagnesemia (por depleção renal), o que exacerba o prolongamento do QT. Além disso, o tacrolimus é substrato e inibidor moderado do CYP3A4, podendo aumentar levemente os níveis de quetiapina.

📋Conduta Clinica

Evitar a associação se possível. Se indispensável: 1) ECG basal e seriado (semanalmente no primeiro mês). 2) Manter K+ > 4,0 mEq/L e Mg2+ > 2,0 mg/dL (suplementar se necessário). 3) Monitorar níveis séricos de tacrolimus (alvo: 5-15 ng/mL) e ajustar dose para evitar níveis supraterapêuticos. 4) Reduzir dose de quetiapina em 25% se houver prolongamento do QTc. 5) Suspender se QTc > 500 ms.

🔍O que monitorar

ECG com QTc antes do início, 1 semana após e depois mensalmente. Eletrólitos (K+, Mg2+, Ca2+) no basal e semanalmente no primeiro mês. Níveis de tacrolimus conforme protocolo de transplante. Monitorar sinais de arritmia.

Alternativas

Substituir quetiapina por aripiprazol ou lurasidona (menor risco de QT). Para imunossupressão, avaliar ciclosporina (também prolonga QT, mas com perfil diferente) ou everolimo (risco menor), conforme orientação do transplantador.

📚Referências

CredibleMeds QT Drug List 2024; Micromedex 2024; UpToDate 2024; FDA Adverse Event Reporting System

Perguntas Frequentes

Pode tomar Quetiapina com Tacrolimus?

A combinação de Quetiapina com Tacrolimus apresenta interação de gravidade grave. Prolongamento do QTc > 500 ms ou aumento > 60 ms do basal, com risco de TdP. O risco é maior em transplantados renais/cardíacos (já com risco cardiovascular elevado) e na presença de distúrbios eletrolíticos. Evitar a associação se possível. Se indispensável: 1) ECG basal e seriado (semanalmente no primeiro mês). 2) Manter K+ > 4,0 mEq/L e Mg2+ > 2,0 mg/dL (suplementar se necessário). 3) Monitorar níveis séricos de tacrolimus (alvo: 5-15 ng/mL) e ajustar dose para evitar níveis supraterapêuticos. 4) Reduzir dose de quetiapina em 25% se houver prolongamento do QTc. 5) Suspender se QTc > 500 ms.

Quetiapina e Tacrolimus interagem?

Sim, Quetiapina e Tacrolimus possuem interação medicamentosa documentada. O mecanismo envolve ambos prolongam o intervalo qt por bloqueio de canais herg (ikr). a quetiapina inibe o canal herg com ic50 de ~2.5 μm, e o tacrolimus com ic50 de ~10 μm. embora o tacrolimus seja um inibidor mais fraco, o efeito aditivo pode ser clinicamente significativo, especialmente em pacientes com fatores de risco. o tacrolimus também pode causar hipomagnesemia (por depleção renal), o que exacerba o prolongamento do qt. além disso, o tacrolimus é substrato e inibidor moderado do cyp3a4, podendo aumentar levemente os níveis de quetiapina.. A conduta recomendada é: evitar a associação se possível. se indispensável: 1) ecg basal e seriado (semanalmente no primeiro mês). 2) manter k+ > 4,0 meq/l e mg2+ > 2,0 mg/dl (suplementar se necessário). 3) monitorar níveis séricos de tacrolimus (alvo: 5-15 ng/ml) e ajustar dose para evitar níveis supraterapêuticos. 4) reduzir dose de quetiapina em 25% se houver prolongamento do qtc. 5) suspender se qtc > 500 ms..

Qual o risco de Quetiapina com Tacrolimus?

O risco da associação Quetiapina + Tacrolimus é classificado como GRAVE. Prolongamento do QTc > 500 ms ou aumento > 60 ms do basal, com risco de TdP. O risco é maior em transplantados renais/cardíacos (já com risco cardiovascular elevado) e na presença de distúrbios eletrolíticos. Monitorar: ecg com qtc antes do início, 1 semana após e depois mensalmente. eletrólitos (k+, mg2+, ca2+) no basal e semanalmente no primeiro mês. níveis de tacrolimus conforme protocolo de transplante. monitorar sinais de arritmia..

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Grave

Atualizado em junho/2026

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