Posaconazol + Apixabana

GraveRisco elevado — pode causar dano significativo ao paciente
Validada por motor farmacologico

O que acontece

Aumento da exposição à apixabana, elevando o risco de sangramento maior e menor, particularmente em pacientes com insuficiência renal ou idade avançada.

Mecanismo

Apixabana é metabolizada por CYP3A4 (~25%) e é substrato da P-gp. Posaconazol inibe ambas as vias, podendo aumentar a AUC da apixabana em 2-3 vezes, similar ao observado com cetoconazol. Este aumento é clinicamente significativo e eleva o risco de sangramento.

📋Conduta Clinica

Evitar associação. Se indispensável: reduzir a dose de apixabana em 50% (ex.: de 5 mg para 2,5 mg duas vezes ao dia) se usada para FA ou TEV; monitorar sinais de sangramento. Em pacientes com insuficiência renal (ClCr <50 mL/min), considerar anticoagulação alternativa.

🔍O que monitorar

Sinais clínicos de sangramento (pele, mucosas, fezes, urina); hemoglobina/hematócrito basal e semanalmente; função renal (creatinina) a cada 2 semanas; não há monitoramento laboratorial de rotina para apixabana.

Alternativas

Substituir posaconazol por antifúngico sem inibição de CYP3A4/P-gp (ex.: anfotericina B) ou apixabana por anticoagulante com menor interação (ex.: dabigatrana, edoxabana, ou heparina de baixo peso molecular).

📚Referências

Flockhart Drug Interactions Table; Micromedex 2024; FDA label apixabana (drug interactions)

Perguntas Frequentes

Pode tomar Posaconazol com Apixabana?

A combinação de Posaconazol com Apixabana apresenta interação de gravidade grave. Aumento da exposição à apixabana, elevando o risco de sangramento maior e menor, particularmente em pacientes com insuficiência renal ou idade avançada. Evitar associação. Se indispensável: reduzir a dose de apixabana em 50% (ex.: de 5 mg para 2,5 mg duas vezes ao dia) se usada para FA ou TEV; monitorar sinais de sangramento. Em pacientes com insuficiência renal (ClCr <50 mL/min), considerar anticoagulação alternativa.

Posaconazol e Apixabana interagem?

Sim, Posaconazol e Apixabana possuem interação medicamentosa documentada. O mecanismo envolve apixabana é metabolizada por cyp3a4 (~25%) e é substrato da p-gp. posaconazol inibe ambas as vias, podendo aumentar a auc da apixabana em 2-3 vezes, similar ao observado com cetoconazol. este aumento é clinicamente significativo e eleva o risco de sangramento.. A conduta recomendada é: evitar associação. se indispensável: reduzir a dose de apixabana em 50% (ex.: de 5 mg para 2,5 mg duas vezes ao dia) se usada para fa ou tev; monitorar sinais de sangramento. em pacientes com insuficiência renal (clcr <50 ml/min), considerar anticoagulação alternativa..

Qual o risco de Posaconazol com Apixabana?

O risco da associação Posaconazol + Apixabana é classificado como GRAVE. Aumento da exposição à apixabana, elevando o risco de sangramento maior e menor, particularmente em pacientes com insuficiência renal ou idade avançada. Monitorar: sinais clínicos de sangramento (pele, mucosas, fezes, urina); hemoglobina/hematócrito basal e semanalmente; função renal (creatinina) a cada 2 semanas; não há monitoramento laboratorial de rotina para apixabana..

Interações Relacionadas

Amiodarona + Sinvastatina

Amiodarona inibe CYP3A4, aumentando AUC de sinvastatina em 100-200%. FDA limitou sinvastatina a 20mg com amiodarona.

Grave
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Amiodarona inibe a CYP3A4, enzima primária no metabolismo da Atorvastatina. Embora a Atorvastatina também tenha vias metabólicas secundárias, a inibição da CYP3A4 pela Amiodarona pode aumentar a AUC da Atorvastatina em aproximadamente 1,5 a 2 vezes, um efeito menos pronunciado do que com a Sinvastatina, mas ainda clinicamente relevante.

Moderada
Amiodarona + Rosuvastatina

O mecanismo de interação não é primariamente pela CYP2C9, como afirmado. A Rosuvastatina é minimamente metabolizada (aproximadamente 10%) pela CYP2C9. A interação com Amiodarona é provavelmente multifatorial, envolvendo inibição de transportadores hepáticos como OATP1B1 e BCRP, dos quais a Rosuvastatina é substrato. A Amiodarona pode inibir esses transportadores, reduzindo a captação e excreção hepática da Rosuvastatina, aumentando sua exposição plasmática em cerca de 1,5 a 2 vezes.

Moderada
Amiodarona + Digoxina

Amiodarona é um inibidor potente da glicoproteína-P (P-gp) tanto no intestino quanto nos túbulos renais. A Digoxina é um substrato clássico da P-gp, e sua eliminação depende criticamente deste transportador. A inibição da P-gp pela Amiodarona reduz a secreção tubular renal e o efluxo intestinal da Digoxina, podendo aumentar seus níveis séricos em 70-100%, um efeito de grande magnitude e alta relevância clínica devido ao estreito índice terapêutico da Digoxina.

Grave

Atualizado em junho/2026

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