Paroxetina + Verapamil
⚠O que acontece
Prolongamento do intervalo QTc, com risco teórico de Torsades de Pointes. O risco absoluto é muito baixo, mas a combinação é evitada em pacientes com fatores de risco (síndrome do QT longo congênito, hipocalemia, bradicardia, uso de outros fármacos prolongadores de QT).
⚙Mecanismo
Efeito potencialmente aditivo no prolongamento do intervalo QTc. Paroxetina inibe o canal hERG (IKr), retardando a repolarização. Verapamil bloqueia canais de cálcio tipo L, o que pode encurtar o QT, mas em altas concentrações ou em indivíduos suscetíveis, também pode inibir hERG. O efeito líquido é imprevisível, mas a combinação é considerada de risco por precaução.
📋Conduta Clinica
A associação não é formalmente contraindicada, mas requer cautela. 1) ECG basal antes do início. 2) Monitorar QTc se houver fatores de risco adicionais. 3) Corrigir e manter K+ > 4,0 mEq/L e Mg2+ > 2,0 mg/dL. 4) Evitar outros fármacos que prolonguem QT. 5) Suspender se QTc > 500 ms.
🔍O que monitorar
ECG com QTc na linha de base e se surgirem sintomas (palpitações, síncope). Eletrólitos séricos. Frequência cardíaca (Verapamil pode causar bradicardia, que aumenta o risco de TdP).
↺Alternativas
Substituir Paroxetina por antidepressivo com menor risco de prolongamento QT (ex: Sertralina, Escitalopram, Venlafaxina). Para Verapamil, considerar outro anti-hipertensivo ou antiarrítmico sem efeito no QT (ex: Diltiazem, que também é um BCC, mas tem perfil de risco semelhante; ou Betabloqueadores como Metoprolol). Consultar CredibleMeds.
📚Referências
CredibleMeds QT Drug List 2024; Micromedex 2024; Lexicomp 2024
Perguntas Frequentes
Pode tomar Paroxetina com Verapamil?
A combinação de Paroxetina com Verapamil apresenta interação de gravidade grave. Prolongamento do intervalo QTc, com risco teórico de Torsades de Pointes. O risco absoluto é muito baixo, mas a combinação é evitada em pacientes com fatores de risco (síndrome do QT longo congênito, hipocalemia, bradicardia, uso de outros fármacos prolongadores de QT). A associação não é formalmente contraindicada, mas requer cautela. 1) ECG basal antes do início. 2) Monitorar QTc se houver fatores de risco adicionais. 3) Corrigir e manter K+ > 4,0 mEq/L e Mg2+ > 2,0 mg/dL. 4) Evitar outros fármacos que prolonguem QT. 5) Suspender se QTc > 500 ms.
Paroxetina e Verapamil interagem?
Sim, Paroxetina e Verapamil possuem interação medicamentosa documentada. O mecanismo envolve efeito potencialmente aditivo no prolongamento do intervalo qtc. paroxetina inibe o canal herg (ikr), retardando a repolarização. verapamil bloqueia canais de cálcio tipo l, o que pode encurtar o qt, mas em altas concentrações ou em indivíduos suscetíveis, também pode inibir herg. o efeito líquido é imprevisível, mas a combinação é considerada de risco por precaução.. A conduta recomendada é: a associação não é formalmente contraindicada, mas requer cautela. 1) ecg basal antes do início. 2) monitorar qtc se houver fatores de risco adicionais. 3) corrigir e manter k+ > 4,0 meq/l e mg2+ > 2,0 mg/dl. 4) evitar outros fármacos que prolonguem qt. 5) suspender se qtc > 500 ms..
Qual o risco de Paroxetina com Verapamil?
O risco da associação Paroxetina + Verapamil é classificado como GRAVE. Prolongamento do intervalo QTc, com risco teórico de Torsades de Pointes. O risco absoluto é muito baixo, mas a combinação é evitada em pacientes com fatores de risco (síndrome do QT longo congênito, hipocalemia, bradicardia, uso de outros fármacos prolongadores de QT). Monitorar: ecg com qtc na linha de base e se surgirem sintomas (palpitações, síncope). eletrólitos séricos. frequência cardíaca (verapamil pode causar bradicardia, que aumenta o risco de tdp)..
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Atualizado em junho/2026
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