Paroxetina + Tacrolimus
⚠O que acontece
Prolongamento QTc > 500 ms ou aumento > 60 ms da linha de base, com risco de torsades de pointes, síncope e morte súbita cardíaca.
⚙Mecanismo
Ambos prolongam o intervalo QT por bloqueio de canais hERG (IKr), retardando a repolarização ventricular. Paroxetina causa prolongamento QTc dose-dependente (aumento médio de 5-10 ms em doses terapêuticas, mas pode ser maior em superdosagem ou com fatores de risco). Tacrolimus prolonga QTc por mecanismo semelhante, com relatos de casos de torsades de pointes. O efeito aditivo aumenta o risco de arritmias ventriculares.
📋Conduta Clinica
Evitar associação. Se indispensável (ex: transplante), realizar ECG basal e semanal no primeiro mês. Manter K+ > 4.0 mEq/L e Mg2+ > 2.0 mg/dL. Se QTc > 500 ms ou aumento > 60 ms, suspender um dos fármacos.
🔍O que monitorar
ECG com QTc (fórmula de Fridericia ou Framingham) antes do início e a cada 1-2 semanas no primeiro mês, depois mensal; eletrólitos (K+, Mg2+, Ca2+) a cada 48-72h inicialmente; monitorar sinais de arritmia (palpitações, síncope, tontura).
↺Alternativas
Substituir paroxetina por ISRS com menor efeito no QT (citalopram e escitalopram têm menor risco, mas ainda requerem cautela; sertralina é opção mais segura). Para imunossupressão, considerar ciclosporina (menor risco de QT) ou ajustar doses com cardiologista.
📚Referências
CredibleMeds QT Drug List 2024 (Paroxetina: Known Risk; Tacrolimus: Possible Risk); Micromedex 2024; UpToDate 2024
Perguntas Frequentes
Pode tomar Paroxetina com Tacrolimus?
A combinação de Paroxetina com Tacrolimus apresenta interação de gravidade grave. Prolongamento QTc > 500 ms ou aumento > 60 ms da linha de base, com risco de torsades de pointes, síncope e morte súbita cardíaca. Evitar associação. Se indispensável (ex: transplante), realizar ECG basal e semanal no primeiro mês. Manter K+ > 4.0 mEq/L e Mg2+ > 2.0 mg/dL. Se QTc > 500 ms ou aumento > 60 ms, suspender um dos fármacos.
Paroxetina e Tacrolimus interagem?
Sim, Paroxetina e Tacrolimus possuem interação medicamentosa documentada. O mecanismo envolve ambos prolongam o intervalo qt por bloqueio de canais herg (ikr), retardando a repolarização ventricular. paroxetina causa prolongamento qtc dose-dependente (aumento médio de 5-10 ms em doses terapêuticas, mas pode ser maior em superdosagem ou com fatores de risco). tacrolimus prolonga qtc por mecanismo semelhante, com relatos de casos de torsades de pointes. o efeito aditivo aumenta o risco de arritmias ventriculares.. A conduta recomendada é: evitar associação. se indispensável (ex: transplante), realizar ecg basal e semanal no primeiro mês. manter k+ > 4.0 meq/l e mg2+ > 2.0 mg/dl. se qtc > 500 ms ou aumento > 60 ms, suspender um dos fármacos..
Qual o risco de Paroxetina com Tacrolimus?
O risco da associação Paroxetina + Tacrolimus é classificado como GRAVE. Prolongamento QTc > 500 ms ou aumento > 60 ms da linha de base, com risco de torsades de pointes, síncope e morte súbita cardíaca. Monitorar: ecg com qtc (fórmula de fridericia ou framingham) antes do início e a cada 1-2 semanas no primeiro mês, depois mensal; eletrólitos (k+, mg2+, ca2+) a cada 48-72h inicialmente; monitorar sinais de arritmia (palpitações, síncope, tontura)..
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Atualizado em junho/2026
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