Paroxetina + Ranolazina

GraveRisco elevado — pode causar dano significativo ao paciente
Validada por motor farmacologico

O que acontece

Prolongamento QTc > 500ms com risco de torsades de pointes e morte súbita cardíaca, especialmente em pacientes com síndrome do QT longo congênito, distúrbios eletrolíticos ou bradicardia.

Mecanismo

Ambos prolongam intervalo QT por bloqueio de canais hERG (IKr). Paroxetina tem risco condicional de prolongamento de QTc (especialmente em doses altas ou superdose), enquanto ranolazina é conhecida por prolongar QTc de forma dose-dependente. Efeito aditivo na repolarização ventricular.

📋Conduta Clinica

Evitar associação. Se indispensável: ECG com QTc antes e após, manter K+ > 4.0 e Mg2+ > 2.0. Limitar dose de ranolazina a 500 mg 2x/dia. Suspender se QTc > 500 ms ou aumento > 60 ms do basal.

🔍O que monitorar

ECG com QTc basal, 1-2 semanas após início e depois mensal. Eletrólitos (K+, Mg2+, Ca2+) a cada 2 semanas. Sinais de arritmia.

Alternativas

Substituir um dos fármacos por alternativa sem efeito no QT (consultar CredibleMeds). Para paroxetina: sertralina (baixo risco QT); para ranolazina: ivabradina ou beta-bloqueador.

📚Referências

CredibleMeds QT Drug List 2024; Micromedex 2024

Perguntas Frequentes

Pode tomar Paroxetina com Ranolazina?

A combinação de Paroxetina com Ranolazina apresenta interação de gravidade grave. Prolongamento QTc > 500ms com risco de torsades de pointes e morte súbita cardíaca, especialmente em pacientes com síndrome do QT longo congênito, distúrbios eletrolíticos ou bradicardia. Evitar associação. Se indispensável: ECG com QTc antes e após, manter K+ > 4.0 e Mg2+ > 2.0. Limitar dose de ranolazina a 500 mg 2x/dia. Suspender se QTc > 500 ms ou aumento > 60 ms do basal.

Paroxetina e Ranolazina interagem?

Sim, Paroxetina e Ranolazina possuem interação medicamentosa documentada. O mecanismo envolve ambos prolongam intervalo qt por bloqueio de canais herg (ikr). paroxetina tem risco condicional de prolongamento de qtc (especialmente em doses altas ou superdose), enquanto ranolazina é conhecida por prolongar qtc de forma dose-dependente. efeito aditivo na repolarização ventricular.. A conduta recomendada é: evitar associação. se indispensável: ecg com qtc antes e após, manter k+ > 4.0 e mg2+ > 2.0. limitar dose de ranolazina a 500 mg 2x/dia. suspender se qtc > 500 ms ou aumento > 60 ms do basal..

Qual o risco de Paroxetina com Ranolazina?

O risco da associação Paroxetina + Ranolazina é classificado como GRAVE. Prolongamento QTc > 500ms com risco de torsades de pointes e morte súbita cardíaca, especialmente em pacientes com síndrome do QT longo congênito, distúrbios eletrolíticos ou bradicardia. Monitorar: ecg com qtc basal, 1-2 semanas após início e depois mensal. eletrólitos (k+, mg2+, ca2+) a cada 2 semanas. sinais de arritmia..

Interações Relacionadas

Amiodarona + Sinvastatina

Amiodarona inibe CYP3A4, aumentando AUC de sinvastatina em 100-200%. FDA limitou sinvastatina a 20mg com amiodarona.

Grave
Amiodarona + Atorvastatina

Amiodarona inibe a CYP3A4, enzima primária no metabolismo da Atorvastatina. Embora a Atorvastatina também tenha vias metabólicas secundárias, a inibição da CYP3A4 pela Amiodarona pode aumentar a AUC da Atorvastatina em aproximadamente 1,5 a 2 vezes, um efeito menos pronunciado do que com a Sinvastatina, mas ainda clinicamente relevante.

Moderada
Amiodarona + Rosuvastatina

O mecanismo de interação não é primariamente pela CYP2C9, como afirmado. A Rosuvastatina é minimamente metabolizada (aproximadamente 10%) pela CYP2C9. A interação com Amiodarona é provavelmente multifatorial, envolvendo inibição de transportadores hepáticos como OATP1B1 e BCRP, dos quais a Rosuvastatina é substrato. A Amiodarona pode inibir esses transportadores, reduzindo a captação e excreção hepática da Rosuvastatina, aumentando sua exposição plasmática em cerca de 1,5 a 2 vezes.

Moderada
Amiodarona + Digoxina

Amiodarona é um inibidor potente da glicoproteína-P (P-gp) tanto no intestino quanto nos túbulos renais. A Digoxina é um substrato clássico da P-gp, e sua eliminação depende criticamente deste transportador. A inibição da P-gp pela Amiodarona reduz a secreção tubular renal e o efluxo intestinal da Digoxina, podendo aumentar seus níveis séricos em 70-100%, um efeito de grande magnitude e alta relevância clínica devido ao estreito índice terapêutico da Digoxina.

Grave

Atualizado em junho/2026

Gerada por motor farmacologico com validacao por IA — Tier B

Verificar mais interações

As informações desta página são de caráter educativo e não substituem a orientação de um profissional farmacêutico. Sempre consulte um farmacêutico antes de alterar sua medicação.