Paroxetina + Ranolazina

ModeradaRequer monitoramento — pode necessitar ajuste de dose
Validada por motor farmacologico

O que acontece

Aumento modesto nos níveis de ranolazina, com potencial para prolongamento adicional do QTc, especialmente em pacientes com fatores de risco (sexo feminino, idade >65 anos, hipocalemia, bradicardia). Risco de torsades de pointes é baixo, mas presente.

Mecanismo

Ranolazina é metabolizada principalmente pela CYP3A4 (70-80%) e secundariamente pela CYP2D6 (10-20%). Paroxetina inibe CYP2D6 (Ki ≈ 0.5-2 μM) e fracamente CYP3A4 (IC50 > 10 μM). A inibição da CYP2D6 pode aumentar a exposição à ranolazina em 20-30%, mas o efeito é modesto. Contudo, a ranolazina inibe canais hERG e prolonga QTc de forma dose-dependente, e qualquer aumento nos níveis pode elevar o risco.

📋Conduta Clinica

Se associação necessária, manter dose de ranolazina ≤ 500 mg 2x/dia. Realizar ECG basal e após 1-2 semanas. Evitar se QTc basal > 450 ms (homens) ou > 470 ms (mulheres). Corrigir eletrólitos (K+ > 4.0, Mg2+ > 2.0).

🔍O que monitorar

ECG com QTc no início e após 1-2 semanas, depois a cada 3-6 meses. Eletrólitos (K+, Mg2+) a cada 2-4 semanas inicialmente. Sinais de arritmia (palpitações, síncope).

Alternativas

Substituir paroxetina por ISRS com menor inibição de CYP2D6 (sertralina, citalopram) ou considerar antianginoso alternativo (ex: ivabradina, beta-bloqueador).

📚Referências

Flockhart Drug Interactions Table; Micromedex 2024; Ranolazina bula FDA

Perguntas Frequentes

Pode tomar Paroxetina com Ranolazina?

A combinação de Paroxetina com Ranolazina apresenta interação de gravidade moderada. Aumento modesto nos níveis de ranolazina, com potencial para prolongamento adicional do QTc, especialmente em pacientes com fatores de risco (sexo feminino, idade >65 anos, hipocalemia, bradicardia). Risco de torsades de pointes é baixo, mas presente. Se associação necessária, manter dose de ranolazina ≤ 500 mg 2x/dia. Realizar ECG basal e após 1-2 semanas. Evitar se QTc basal > 450 ms (homens) ou > 470 ms (mulheres). Corrigir eletrólitos (K+ > 4.0, Mg2+ > 2.0).

Paroxetina e Ranolazina interagem?

Sim, Paroxetina e Ranolazina possuem interação medicamentosa documentada. O mecanismo envolve ranolazina é metabolizada principalmente pela cyp3a4 (70-80%) e secundariamente pela cyp2d6 (10-20%). paroxetina inibe cyp2d6 (ki ≈ 0.5-2 μm) e fracamente cyp3a4 (ic50 > 10 μm). a inibição da cyp2d6 pode aumentar a exposição à ranolazina em 20-30%, mas o efeito é modesto. contudo, a ranolazina inibe canais herg e prolonga qtc de forma dose-dependente, e qualquer aumento nos níveis pode elevar o risco.. A conduta recomendada é: se associação necessária, manter dose de ranolazina ≤ 500 mg 2x/dia. realizar ecg basal e após 1-2 semanas. evitar se qtc basal > 450 ms (homens) ou > 470 ms (mulheres). corrigir eletrólitos (k+ > 4.0, mg2+ > 2.0)..

Qual o risco de Paroxetina com Ranolazina?

O risco da associação Paroxetina + Ranolazina é classificado como MODERADA. Aumento modesto nos níveis de ranolazina, com potencial para prolongamento adicional do QTc, especialmente em pacientes com fatores de risco (sexo feminino, idade >65 anos, hipocalemia, bradicardia). Risco de torsades de pointes é baixo, mas presente. Monitorar: ecg com qtc no início e após 1-2 semanas, depois a cada 3-6 meses. eletrólitos (k+, mg2+) a cada 2-4 semanas inicialmente. sinais de arritmia (palpitações, síncope)..

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Amiodarona inibe CYP3A4, aumentando AUC de sinvastatina em 100-200%. FDA limitou sinvastatina a 20mg com amiodarona.

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Grave

Atualizado em junho/2026

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