Paroxetina + Propranolol

ModeradaRequer monitoramento — pode necessitar ajuste de dose
Validada por motor farmacologico

O que acontece

Aumento nos níveis plasmáticos de propranolol, potencializando efeitos adversos dose-dependentes como bradicardia acentuada, hipotensão, broncoespasmo e fadiga. Casos clínicos relatam bradicardia sintomática e hipotensão ortostática.

Mecanismo

Paroxetina é um inibidor potente da CYP2D6 (Ki ≈ 0.5-2 μM), enzima responsável pela 4-hidroxilação do propranolol, que representa cerca de 30-40% do seu clearance total. A inibição pode aumentar a AUC do propranolol em 50-100%, com elevação significativa dos níveis plasmáticos do beta-bloqueador.

📋Conduta Clinica

Iniciar propranolol em dose baixa (ex: 20-40 mg/dia) e titular conforme resposta. Se já em uso de propranolol, reduzir dose em 25-50% ao iniciar paroxetina. Monitorar FC e PA semanalmente nas primeiras 4 semanas.

🔍O que monitorar

Frequência cardíaca (alvo > 50 bpm em repouso), pressão arterial (ortostática), sinais de broncoespasmo, tolerância ao exercício. ECG se sintomas de bradicardia.

Alternativas

Substituir paroxetina por ISRS com menor inibição de CYP2D6 (ex: sertralina, citalopram) ou usar beta-bloqueador não metabolizado por CYP2D6 (ex: atenolol, nadolol).

📚Referências

Flockhart Drug Interactions Table; Micromedex 2024; Stockley's Drug Interactions 2023

Perguntas Frequentes

Pode tomar Paroxetina com Propranolol?

A combinação de Paroxetina com Propranolol apresenta interação de gravidade moderada. Aumento nos níveis plasmáticos de propranolol, potencializando efeitos adversos dose-dependentes como bradicardia acentuada, hipotensão, broncoespasmo e fadiga. Casos clínicos relatam bradicardia sintomática e hipotensão ortostática. Iniciar propranolol em dose baixa (ex: 20-40 mg/dia) e titular conforme resposta. Se já em uso de propranolol, reduzir dose em 25-50% ao iniciar paroxetina. Monitorar FC e PA semanalmente nas primeiras 4 semanas.

Paroxetina e Propranolol interagem?

Sim, Paroxetina e Propranolol possuem interação medicamentosa documentada. O mecanismo envolve paroxetina é um inibidor potente da cyp2d6 (ki ≈ 0.5-2 μm), enzima responsável pela 4-hidroxilação do propranolol, que representa cerca de 30-40% do seu clearance total. a inibição pode aumentar a auc do propranolol em 50-100%, com elevação significativa dos níveis plasmáticos do beta-bloqueador.. A conduta recomendada é: iniciar propranolol em dose baixa (ex: 20-40 mg/dia) e titular conforme resposta. se já em uso de propranolol, reduzir dose em 25-50% ao iniciar paroxetina. monitorar fc e pa semanalmente nas primeiras 4 semanas..

Qual o risco de Paroxetina com Propranolol?

O risco da associação Paroxetina + Propranolol é classificado como MODERADA. Aumento nos níveis plasmáticos de propranolol, potencializando efeitos adversos dose-dependentes como bradicardia acentuada, hipotensão, broncoespasmo e fadiga. Casos clínicos relatam bradicardia sintomática e hipotensão ortostática. Monitorar: frequência cardíaca (alvo > 50 bpm em repouso), pressão arterial (ortostática), sinais de broncoespasmo, tolerância ao exercício. ecg se sintomas de bradicardia..

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Amiodarona inibe CYP3A4, aumentando AUC de sinvastatina em 100-200%. FDA limitou sinvastatina a 20mg com amiodarona.

Grave
Amiodarona + Atorvastatina

Amiodarona inibe a CYP3A4, enzima primária no metabolismo da Atorvastatina. Embora a Atorvastatina também tenha vias metabólicas secundárias, a inibição da CYP3A4 pela Amiodarona pode aumentar a AUC da Atorvastatina em aproximadamente 1,5 a 2 vezes, um efeito menos pronunciado do que com a Sinvastatina, mas ainda clinicamente relevante.

Moderada
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O mecanismo de interação não é primariamente pela CYP2C9, como afirmado. A Rosuvastatina é minimamente metabolizada (aproximadamente 10%) pela CYP2C9. A interação com Amiodarona é provavelmente multifatorial, envolvendo inibição de transportadores hepáticos como OATP1B1 e BCRP, dos quais a Rosuvastatina é substrato. A Amiodarona pode inibir esses transportadores, reduzindo a captação e excreção hepática da Rosuvastatina, aumentando sua exposição plasmática em cerca de 1,5 a 2 vezes.

Moderada
Amiodarona + Digoxina

Amiodarona é um inibidor potente da glicoproteína-P (P-gp) tanto no intestino quanto nos túbulos renais. A Digoxina é um substrato clássico da P-gp, e sua eliminação depende criticamente deste transportador. A inibição da P-gp pela Amiodarona reduz a secreção tubular renal e o efluxo intestinal da Digoxina, podendo aumentar seus níveis séricos em 70-100%, um efeito de grande magnitude e alta relevância clínica devido ao estreito índice terapêutico da Digoxina.

Grave

Atualizado em junho/2026

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