Olanzapina + Verapamil
⚠O que acontece
Prolongamento do intervalo QTc > 500 ms ou aumento > 60 ms da linha de base, com risco de Torsades de Pointes (TdP) e morte súbita cardíaca. Risco aumentado em pacientes com fatores predisponentes: bradicardia, sexo feminino, idade avançada, cardiopatia estrutural, distúrbios eletrolíticos, insuficiência renal/hepática, uso concomitante de outros fármacos que prolongam QT.
⚙Mecanismo
Ambos prolongam o intervalo QT por bloqueio dos canais de potássio hERG (IKr), retardando a repolarização ventricular. Olanzapina: bloqueio dose-dependente, com QTc médio aumentado em 5-10 ms em doses terapêuticas, mas com casos de prolongamento significativo relatados. Verapamil: bloqueador de canais de cálcio que, embora raramente cause TdP isoladamente, pode prolongar QT em altas doses ou em combinação com outros fármacos, por inibição de IKr e bradicardia reflexa. Efeito aditivo no prolongamento da repolarização, aumentando o risco de arritmias ventriculares.
📋Conduta Clinica
Evitar a associação sempre que possível. Se indispensável: 1) Realizar ECG basal e calcular QTc (fórmula de Fridericia ou Framingham); 2) Corrigir distúrbios eletrolíticos antes do início: manter K+ ≥ 4,0 mEq/L, Mg2+ ≥ 2,0 mg/dL, Ca2+ corrigido normal; 3) Iniciar com as menores doses eficazes de ambos os fármacos; 4) Monitorar frequência cardíaca (verapamil pode causar bradicardia, fator de risco para TdP); 5) Evitar outros fármacos que prolongam QT ou inibidores do CYP3A4 (aumentam verapamil).
🔍O que monitorar
ECG com QTc: basal, após 1-2 semanas do início ou ajuste de dose, e depois mensalmente se estável. Eletrólitos (K+, Mg2+, Ca2+): basal, semanalmente no primeiro mês, depois mensal. Sinais/sintomas de arritmia: palpitações, síncope, tontura. Frequência cardíaca e pressão arterial regularmente.
↺Alternativas
Substituir olanzapina por antipsicótico com menor risco de prolongamento QT (ex: aripiprazol, lurasidona) ou verapamil por outro anti-hipertensivo/antiarrítmico sem efeito no QT (ex: anlodipino, metoprolol). Consultar lista do CredibleMeds para alternativas seguras.
📚Referências
CredibleMeds QT Drug List 2024; Micromedex 2024; UpToDate 2024; Lexicomp 2024
Perguntas Frequentes
Pode tomar Olanzapina com Verapamil?
A combinação de Olanzapina com Verapamil apresenta interação de gravidade grave. Prolongamento do intervalo QTc > 500 ms ou aumento > 60 ms da linha de base, com risco de Torsades de Pointes (TdP) e morte súbita cardíaca. Risco aumentado em pacientes com fatores predisponentes: bradicardia, sexo feminino, idade avançada, cardiopatia estrutural, distúrbios eletrolíticos, insuficiência renal/hepática, uso concomitante de outros fármacos que prolongam QT. Evitar a associação sempre que possível. Se indispensável: 1) Realizar ECG basal e calcular QTc (fórmula de Fridericia ou Framingham); 2) Corrigir distúrbios eletrolíticos antes do início: manter K+ ≥ 4,0 mEq/L, Mg2+ ≥ 2,0 mg/dL, Ca2+ corrigido normal; 3) Iniciar com as menores doses eficazes de ambos os fármacos; 4) Monitorar frequência cardíaca (verapamil pode causar bradicardia, fator de risco para TdP); 5) Evitar outros fármacos que prolongam QT ou inibidores do CYP3A4 (aumentam verapamil).
Olanzapina e Verapamil interagem?
Sim, Olanzapina e Verapamil possuem interação medicamentosa documentada. O mecanismo envolve ambos prolongam o intervalo qt por bloqueio dos canais de potássio herg (ikr), retardando a repolarização ventricular. olanzapina: bloqueio dose-dependente, com qtc médio aumentado em 5-10 ms em doses terapêuticas, mas com casos de prolongamento significativo relatados. verapamil: bloqueador de canais de cálcio que, embora raramente cause tdp isoladamente, pode prolongar qt em altas doses ou em combinação com outros fármacos, por inibição de ikr e bradicardia reflexa. efeito aditivo no prolongamento da repolarização, aumentando o risco de arritmias ventriculares.. A conduta recomendada é: evitar a associação sempre que possível. se indispensável: 1) realizar ecg basal e calcular qtc (fórmula de fridericia ou framingham); 2) corrigir distúrbios eletrolíticos antes do início: manter k+ ≥ 4,0 meq/l, mg2+ ≥ 2,0 mg/dl, ca2+ corrigido normal; 3) iniciar com as menores doses eficazes de ambos os fármacos; 4) monitorar frequência cardíaca (verapamil pode causar bradicardia, fator de risco para tdp); 5) evitar outros fármacos que prolongam qt ou inibidores do cyp3a4 (aumentam verapamil)..
Qual o risco de Olanzapina com Verapamil?
O risco da associação Olanzapina + Verapamil é classificado como GRAVE. Prolongamento do intervalo QTc > 500 ms ou aumento > 60 ms da linha de base, com risco de Torsades de Pointes (TdP) e morte súbita cardíaca. Risco aumentado em pacientes com fatores predisponentes: bradicardia, sexo feminino, idade avançada, cardiopatia estrutural, distúrbios eletrolíticos, insuficiência renal/hepática, uso concomitante de outros fármacos que prolongam QT. Monitorar: ecg com qtc: basal, após 1-2 semanas do início ou ajuste de dose, e depois mensalmente se estável. eletrólitos (k+, mg2+, ca2+): basal, semanalmente no primeiro mês, depois mensal. sinais/sintomas de arritmia: palpitações, síncope, tontura. frequência cardíaca e pressão arterial regularmente..
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Atualizado em junho/2026
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