Olanzapina + Venlafaxina

GraveRisco elevado — pode causar dano significativo ao paciente
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O que acontece

Prolongamento QTc >500 ms ou aumento >60 ms da linha de base, com risco de torsades de pointes (TdP) e morte súbita cardíaca. Incidência de TdP é baixa (<1%), mas potencialmente fatal. Risco aumenta com bradicardia, hipocalemia, hipomagnesemia ou uso concomitante de outros prolongadores de QT.

Mecanismo

Ambos prolongam o intervalo QT por bloqueio de canais hERG (IKr). Olanzapina: bloqueio dose-dependente com IC50 ~3-10 µM, risco maior em doses >20 mg/dia. Venlafaxina: bloqueio moderado, IC50 ~8 µM, com risco aumentado em doses >150 mg/dia ou superdosagem. Efeito aditivo na repolarização ventricular, reduzindo a reserva cardíaca. Magnitude: aumento médio de QTc de 10-20 ms com cada fármaco isoladamente; combinação pode exceder 30-40 ms, especialmente em pacientes com fatores de risco (sexo feminino, idade >65 anos, cardiopatia estrutural, distúrbios eletrolíticos).

📋Conduta Clinica

Evitar associação sempre que possível. Se indispensável: 1) ECG basal com QTc antes do início e após 3-5 dias de uso concomitante; 2) Manter K+ sérico >4,0 mEq/L e Mg2+ >2,0 mg/dL; 3) Corrigir outros fatores de risco (evitar diuréticos depletores de K+, tratar bradicardia); 4) Usar menores doses eficazes (olanzapina ≤10 mg/dia, venlafaxina ≤150 mg/dia); 5) Suspender se QTc >500 ms ou aumento >60 ms. Em caso de TdP: sulfato de magnésio IV 2 g em bolus, cardioversão se instável.

🔍O que monitorar

ECG com QTc (fórmula de Fridericia ou Framingham) basal, após 3-5 dias e depois mensalmente. Eletrólitos (K+, Mg2+, Ca2+) basais e semanalmente no primeiro mês. Monitorar sinais de arritmia: palpitações, síncope, convulsões. Em pacientes ambulatoriais, orientar sobre sinais de alarme.

Alternativas

Substituir um dos fármacos por alternativa sem efeito no QT: para depressão/ansiedade, considerar sertralina ou escitalopram (risco QT muito baixo); para psicose, considerar aripiprazol ou lurasidona (menor risco QT). Consultar lista CredibleMeds (www.crediblemeds.org) para classificação atualizada.

📚Referências

CredibleMeds QT Drug List 2024; Micromedex 2024; UpToDate 2024; Tisdale JE et al. J Am Coll Cardiol. 2020;76(24):2839-2850.

Perguntas Frequentes

Pode tomar Olanzapina com Venlafaxina?

A combinação de Olanzapina com Venlafaxina apresenta interação de gravidade grave. Prolongamento QTc >500 ms ou aumento >60 ms da linha de base, com risco de torsades de pointes (TdP) e morte súbita cardíaca. Incidência de TdP é baixa (<1%), mas potencialmente fatal. Risco aumenta com bradicardia, hipocalemia, hipomagnesemia ou uso concomitante de outros prolongadores de QT. Evitar associação sempre que possível. Se indispensável: 1) ECG basal com QTc antes do início e após 3-5 dias de uso concomitante; 2) Manter K+ sérico >4,0 mEq/L e Mg2+ >2,0 mg/dL; 3) Corrigir outros fatores de risco (evitar diuréticos depletores de K+, tratar bradicardia); 4) Usar menores doses eficazes (olanzapina ≤10 mg/dia, venlafaxina ≤150 mg/dia); 5) Suspender se QTc >500 ms ou aumento >60 ms. Em caso de TdP: sulfato de magnésio IV 2 g em bolus, cardioversão se instável.

Olanzapina e Venlafaxina interagem?

Sim, Olanzapina e Venlafaxina possuem interação medicamentosa documentada. O mecanismo envolve ambos prolongam o intervalo qt por bloqueio de canais herg (ikr). olanzapina: bloqueio dose-dependente com ic50 ~3-10 µm, risco maior em doses >20 mg/dia. venlafaxina: bloqueio moderado, ic50 ~8 µm, com risco aumentado em doses >150 mg/dia ou superdosagem. efeito aditivo na repolarização ventricular, reduzindo a reserva cardíaca. magnitude: aumento médio de qtc de 10-20 ms com cada fármaco isoladamente; combinação pode exceder 30-40 ms, especialmente em pacientes com fatores de risco (sexo feminino, idade >65 anos, cardiopatia estrutural, distúrbios eletrolíticos).. A conduta recomendada é: evitar associação sempre que possível. se indispensável: 1) ecg basal com qtc antes do início e após 3-5 dias de uso concomitante; 2) manter k+ sérico >4,0 meq/l e mg2+ >2,0 mg/dl; 3) corrigir outros fatores de risco (evitar diuréticos depletores de k+, tratar bradicardia); 4) usar menores doses eficazes (olanzapina ≤10 mg/dia, venlafaxina ≤150 mg/dia); 5) suspender se qtc >500 ms ou aumento >60 ms. em caso de tdp: sulfato de magnésio iv 2 g em bolus, cardioversão se instável..

Qual o risco de Olanzapina com Venlafaxina?

O risco da associação Olanzapina + Venlafaxina é classificado como GRAVE. Prolongamento QTc >500 ms ou aumento >60 ms da linha de base, com risco de torsades de pointes (TdP) e morte súbita cardíaca. Incidência de TdP é baixa (<1%), mas potencialmente fatal. Risco aumenta com bradicardia, hipocalemia, hipomagnesemia ou uso concomitante de outros prolongadores de QT. Monitorar: ecg com qtc (fórmula de fridericia ou framingham) basal, após 3-5 dias e depois mensalmente. eletrólitos (k+, mg2+, ca2+) basais e semanalmente no primeiro mês. monitorar sinais de arritmia: palpitações, síncope, convulsões. em pacientes ambulatoriais, orientar sobre sinais de alarme..

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Grave

Atualizado em junho/2026

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