Olanzapina + Quetiapina
⚠O que acontece
Prolongamento QTc >500 ms ou aumento >60 ms, com risco de torsades de pointes (TdP) e morte súbita cardíaca. Risco é maior em superdosagem de quetiapina (doses >1.5 g) ou em pacientes com síndrome do QT longo congênito.
⚙Mecanismo
Ambos prolongam o intervalo QT por bloqueio de canais hERG (IKr). Olanzapina: IC50 ~3-10 µM, risco dose-dependente. Quetiapina: IC50 ~5-10 µM, com risco aumentado em doses >300 mg/dia ou em superdosagem (comum em tentativas de suicídio). Efeito aditivo na repolarização ventricular. Magnitude: aumento médio de QTc de 10-15 ms com cada fármaco; combinação pode exceder 30-40 ms, especialmente com fatores de risco (hipocalemia, bradicardia, sexo feminino).
📋Conduta Clinica
Evitar associação sempre que possível. Se indispensável (ex: transtorno bipolar resistente): 1) ECG basal com QTc antes do início e após 3-5 dias; 2) Manter K+ >4,0 mEq/L e Mg2+ >2,0 mg/dL; 3) Usar menores doses (olanzapina ≤10 mg/dia, quetiapina ≤300 mg/dia); 4) Evitar outros prolongadores de QT; 5) Suspender se QTc >500 ms ou aumento >60 ms. Em TdP: sulfato de magnésio IV 2 g, cardioversão se necessário.
🔍O que monitorar
ECG com QTc basal, após 3-5 dias e depois mensalmente. Eletrólitos (K+, Mg2+, Ca2+) basais e semanalmente no primeiro mês. Monitorar sinais de arritmia: palpitações, síncope, convulsões. Em pacientes ambulatoriais, orientar sobre sinais de alarme.
↺Alternativas
Substituir um dos fármacos por alternativa sem efeito no QT: para psicose, considerar aripiprazol ou lurasidona; para estabilização do humor, considerar lítio (com monitoração) ou lamotrigina. Consultar CredibleMeds.
📚Referências
CredibleMeds QT Drug List 2024; Micromedex 2024; UpToDate 2024; Hasnain M et al. Postgrad Med. 2014;126(7):92-103.
Perguntas Frequentes
Pode tomar Olanzapina com Quetiapina?
A combinação de Olanzapina com Quetiapina apresenta interação de gravidade grave. Prolongamento QTc >500 ms ou aumento >60 ms, com risco de torsades de pointes (TdP) e morte súbita cardíaca. Risco é maior em superdosagem de quetiapina (doses >1.5 g) ou em pacientes com síndrome do QT longo congênito. Evitar associação sempre que possível. Se indispensável (ex: transtorno bipolar resistente): 1) ECG basal com QTc antes do início e após 3-5 dias; 2) Manter K+ >4,0 mEq/L e Mg2+ >2,0 mg/dL; 3) Usar menores doses (olanzapina ≤10 mg/dia, quetiapina ≤300 mg/dia); 4) Evitar outros prolongadores de QT; 5) Suspender se QTc >500 ms ou aumento >60 ms. Em TdP: sulfato de magnésio IV 2 g, cardioversão se necessário.
Olanzapina e Quetiapina interagem?
Sim, Olanzapina e Quetiapina possuem interação medicamentosa documentada. O mecanismo envolve ambos prolongam o intervalo qt por bloqueio de canais herg (ikr). olanzapina: ic50 ~3-10 µm, risco dose-dependente. quetiapina: ic50 ~5-10 µm, com risco aumentado em doses >300 mg/dia ou em superdosagem (comum em tentativas de suicídio). efeito aditivo na repolarização ventricular. magnitude: aumento médio de qtc de 10-15 ms com cada fármaco; combinação pode exceder 30-40 ms, especialmente com fatores de risco (hipocalemia, bradicardia, sexo feminino).. A conduta recomendada é: evitar associação sempre que possível. se indispensável (ex: transtorno bipolar resistente): 1) ecg basal com qtc antes do início e após 3-5 dias; 2) manter k+ >4,0 meq/l e mg2+ >2,0 mg/dl; 3) usar menores doses (olanzapina ≤10 mg/dia, quetiapina ≤300 mg/dia); 4) evitar outros prolongadores de qt; 5) suspender se qtc >500 ms ou aumento >60 ms. em tdp: sulfato de magnésio iv 2 g, cardioversão se necessário..
Qual o risco de Olanzapina com Quetiapina?
O risco da associação Olanzapina + Quetiapina é classificado como GRAVE. Prolongamento QTc >500 ms ou aumento >60 ms, com risco de torsades de pointes (TdP) e morte súbita cardíaca. Risco é maior em superdosagem de quetiapina (doses >1.5 g) ou em pacientes com síndrome do QT longo congênito. Monitorar: ecg com qtc basal, após 3-5 dias e depois mensalmente. eletrólitos (k+, mg2+, ca2+) basais e semanalmente no primeiro mês. monitorar sinais de arritmia: palpitações, síncope, convulsões. em pacientes ambulatoriais, orientar sobre sinais de alarme..
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Atualizado em junho/2026
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