Moxifloxacino + Voriconazol

GraveRisco elevado — pode causar dano significativo ao paciente
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O que acontece

Prolongamento acentuado do QTc (>500 ms), alto risco de TdP e morte súbita. Relatos de caso de TdP com voriconazol isolado e com moxifloxacino; combinação é considerada de altíssimo risco. Estudos mostram que a coadministração aumenta o QTc em +30-50 ms em comparação com moxifloxacino isolado.

Mecanismo

Efeito aditivo no prolongamento do intervalo QT, com possível componente farmacocinético. Moxifloxacino bloqueia hERG (IC50 ~0.75-3.3 μM). Voriconazol inibe hERG com IC50 ~2.0-4.0 μM, causando prolongamento do QTc em +10-20 ms em doses terapêuticas. Adicionalmente, voriconazol é um potente inibidor de CYP3A4 (Ki ~0.1-0.5 μM), e moxifloxacino é parcialmente metabolizado por CYP3A4 (aproximadamente 20-30%). A inibição de CYP3A4 pode aumentar as concentrações plasmáticas de moxifloxacino em 20-40%, exacerbando o prolongamento QT. Este duplo mecanismo (farmacodinâmico aditivo + farmacocinético) torna a interação particularmente perigosa.

📋Conduta Clinica

Contraindicação relativa: evitar a associação sempre que possível. Se o uso for inevitável (ex: aspergilose invasiva e infecção bacteriana grave): 1) Internação em UTI com monitoramento cardíaco contínuo. 2) ECG basal: QTc deve ser <430/450 ms. 3) Corrigir K+ >4.5, Mg2+ >2.0. 4) Considerar reduzir dose de moxifloxacino em 25-50% (ex: 200 mg/dia em vez de 400 mg/dia) e monitorar níveis plasmáticos de voriconazol (alvo: 2-5.5 μg/mL). 5) ECG diário e suspensão imediata se QTc >480 ms ou aumento >30 ms. 6) Evitar completamente se paciente tiver fatores de risco adicionais (hipocalemia, bradicardia, cardiopatia).

🔍O que monitorar

Monitoramento cardíaco contínuo (telemetria). ECG diário. Eletrólitos diários. Níveis plasmáticos de voriconazol no basal e após 3-5 dias. Função hepática basal e semanal (ambos hepatotóxicos). Monitoramento de sinais de neurotoxicidade por voriconazol (alucinações, confusão) que podem mimetizar sintomas cardíacos.

Alternativas

Substituir moxifloxacino por antibiótico não-fluorquinolônico (ex: meropenem, cefepima) ou aminoglicosídeo. Para voriconazol, trocar por anfotericina B lipossomal ou equinocandina (caspofungina, micafungina) que não prolongam QT. Se voriconazol for essencial, usar antibiótico alternativo.

📚Referências

CredibleMeds 2024 (Moxifloxacino: Known Risk; Voriconazol: Known Risk); Micromedex 2024; Zeuli JD et al. Pharmacotherapy. 2015;35(1):103-115; FDA Drug Safety Communication 2023; Drug Interactions: Cytochrome P450 System. UpToDate 2024.

Perguntas Frequentes

Pode tomar Moxifloxacino com Voriconazol?

A combinação de Moxifloxacino com Voriconazol apresenta interação de gravidade grave. Prolongamento acentuado do QTc (>500 ms), alto risco de TdP e morte súbita. Relatos de caso de TdP com voriconazol isolado e com moxifloxacino; combinação é considerada de altíssimo risco. Estudos mostram que a coadministração aumenta o QTc em +30-50 ms em comparação com moxifloxacino isolado. Contraindicação relativa: evitar a associação sempre que possível. Se o uso for inevitável (ex: aspergilose invasiva e infecção bacteriana grave): 1) Internação em UTI com monitoramento cardíaco contínuo. 2) ECG basal: QTc deve ser <430/450 ms. 3) Corrigir K+ >4.5, Mg2+ >2.0. 4) Considerar reduzir dose de moxifloxacino em 25-50% (ex: 200 mg/dia em vez de 400 mg/dia) e monitorar níveis plasmáticos de voriconazol (alvo: 2-5.5 μg/mL). 5) ECG diário e suspensão imediata se QTc >480 ms ou aumento >30 ms. 6) Evitar completamente se paciente tiver fatores de risco adicionais (hipocalemia, bradicardia, cardiopatia).

Moxifloxacino e Voriconazol interagem?

Sim, Moxifloxacino e Voriconazol possuem interação medicamentosa documentada. O mecanismo envolve efeito aditivo no prolongamento do intervalo qt, com possível componente farmacocinético. moxifloxacino bloqueia herg (ic50 ~0.75-3.3 μm). voriconazol inibe herg com ic50 ~2.0-4.0 μm, causando prolongamento do qtc em +10-20 ms em doses terapêuticas. adicionalmente, voriconazol é um potente inibidor de cyp3a4 (ki ~0.1-0.5 μm), e moxifloxacino é parcialmente metabolizado por cyp3a4 (aproximadamente 20-30%). a inibição de cyp3a4 pode aumentar as concentrações plasmáticas de moxifloxacino em 20-40%, exacerbando o prolongamento qt. este duplo mecanismo (farmacodinâmico aditivo + farmacocinético) torna a interação particularmente perigosa.. A conduta recomendada é: contraindicação relativa: evitar a associação sempre que possível. se o uso for inevitável (ex: aspergilose invasiva e infecção bacteriana grave): 1) internação em uti com monitoramento cardíaco contínuo. 2) ecg basal: qtc deve ser <430/450 ms. 3) corrigir k+ >4.5, mg2+ >2.0. 4) considerar reduzir dose de moxifloxacino em 25-50% (ex: 200 mg/dia em vez de 400 mg/dia) e monitorar níveis plasmáticos de voriconazol (alvo: 2-5.5 μg/ml). 5) ecg diário e suspensão imediata se qtc >480 ms ou aumento >30 ms. 6) evitar completamente se paciente tiver fatores de risco adicionais (hipocalemia, bradicardia, cardiopatia)..

Qual o risco de Moxifloxacino com Voriconazol?

O risco da associação Moxifloxacino + Voriconazol é classificado como GRAVE. Prolongamento acentuado do QTc (>500 ms), alto risco de TdP e morte súbita. Relatos de caso de TdP com voriconazol isolado e com moxifloxacino; combinação é considerada de altíssimo risco. Estudos mostram que a coadministração aumenta o QTc em +30-50 ms em comparação com moxifloxacino isolado. Monitorar: monitoramento cardíaco contínuo (telemetria). ecg diário. eletrólitos diários. níveis plasmáticos de voriconazol no basal e após 3-5 dias. função hepática basal e semanal (ambos hepatotóxicos). monitoramento de sinais de neurotoxicidade por voriconazol (alucinações, confusão) que podem mimetizar sintomas cardíacos..

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Grave

Atualizado em junho/2026

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