Moxifloxacino + Venlafaxina
⚠O que acontece
Prolongamento do QTc >500 ms, risco de TdP e morte súbita. Relatos de caso de TdP com venlafaxina em overdose e com moxifloxacino isolado; combinação é considerada de alto risco. Estudos observacionais mostram aumento de 2-3 vezes no risco de arritmias ventriculares com a combinação vs moxifloxacino isolado.
⚙Mecanismo
Efeito aditivo no prolongamento do intervalo QT. Moxifloxacino bloqueia hERG (IC50 ~0.75-3.3 μM). Venlafaxina inibe hERG com IC50 ~3.0-5.5 μM, mas seu efeito no QTc é dose-dependente: em doses <150 mg/dia, prolongamento médio de +3-5 ms; em doses >300 mg/dia, pode chegar a +10-15 ms. A venlafaxina também inibe a recaptação de noradrenalina, o que pode aumentar indiretamente a excitabilidade cardíaca. O metabólito ativo O-desmetilvenlafaxina tem menor efeito em hERG. A combinação resulta em bloqueio aditivo de IKr, com risco particular em overdoses ou doses altas de venlafaxina.
📋Conduta Clinica
Evitar a associação. Se inevitável: 1) ECG basal com QTc <450/460 ms. 2) Manter K+ >4.0, Mg2+ >2.0. 3) Usar venlafaxina em doses ≤150 mg/dia; evitar doses >225 mg/dia. 4) ECG após 48-72h e semanalmente. 5) Suspender se QTc >500 ms ou sintomas. Em pacientes com transtorno de ansiedade/depressão grave, considerar internação para monitoramento cardíaco contínuo se a combinação for mantida.
🔍O que monitorar
ECG seriado (basal, 48-72h, semanal). Eletrólitos basais e a cada 48-72h. Monitoramento de sinais vitais e sintomas diários. Em doses altas de venlafaxina, considerar Holter 24h se QTc limítrofe. Avaliar função renal e hepática, pois ambas as drogas têm metabolismo hepático e excreção renal.
↺Alternativas
Substituir moxifloxacino por antibiótico não-fluorquinolônico ou levofloxacino com cautela. Para venlafaxina, trocar por desvenlafaxina (menor efeito QT, mas ainda risco condicional), duloxetina (risco condicional), ou preferencialmente mirtazapina/bupropiona (sem risco QT).
📚Referências
CredibleMeds 2024 (Moxifloxacino: Known Risk; Venlafaxina: Possible Risk); Micromedex 2024; Wenzel-Seifert K et al. Pharmacopsychiatry. 2020;53(4):174-184; FDA Drug Safety Communication 2023.
Perguntas Frequentes
Pode tomar Moxifloxacino com Venlafaxina?
A combinação de Moxifloxacino com Venlafaxina apresenta interação de gravidade grave. Prolongamento do QTc >500 ms, risco de TdP e morte súbita. Relatos de caso de TdP com venlafaxina em overdose e com moxifloxacino isolado; combinação é considerada de alto risco. Estudos observacionais mostram aumento de 2-3 vezes no risco de arritmias ventriculares com a combinação vs moxifloxacino isolado. Evitar a associação. Se inevitável: 1) ECG basal com QTc <450/460 ms. 2) Manter K+ >4.0, Mg2+ >2.0. 3) Usar venlafaxina em doses ≤150 mg/dia; evitar doses >225 mg/dia. 4) ECG após 48-72h e semanalmente. 5) Suspender se QTc >500 ms ou sintomas. Em pacientes com transtorno de ansiedade/depressão grave, considerar internação para monitoramento cardíaco contínuo se a combinação for mantida.
Moxifloxacino e Venlafaxina interagem?
Sim, Moxifloxacino e Venlafaxina possuem interação medicamentosa documentada. O mecanismo envolve efeito aditivo no prolongamento do intervalo qt. moxifloxacino bloqueia herg (ic50 ~0.75-3.3 μm). venlafaxina inibe herg com ic50 ~3.0-5.5 μm, mas seu efeito no qtc é dose-dependente: em doses <150 mg/dia, prolongamento médio de +3-5 ms; em doses >300 mg/dia, pode chegar a +10-15 ms. a venlafaxina também inibe a recaptação de noradrenalina, o que pode aumentar indiretamente a excitabilidade cardíaca. o metabólito ativo o-desmetilvenlafaxina tem menor efeito em herg. a combinação resulta em bloqueio aditivo de ikr, com risco particular em overdoses ou doses altas de venlafaxina.. A conduta recomendada é: evitar a associação. se inevitável: 1) ecg basal com qtc <450/460 ms. 2) manter k+ >4.0, mg2+ >2.0. 3) usar venlafaxina em doses ≤150 mg/dia; evitar doses >225 mg/dia. 4) ecg após 48-72h e semanalmente. 5) suspender se qtc >500 ms ou sintomas. em pacientes com transtorno de ansiedade/depressão grave, considerar internação para monitoramento cardíaco contínuo se a combinação for mantida..
Qual o risco de Moxifloxacino com Venlafaxina?
O risco da associação Moxifloxacino + Venlafaxina é classificado como GRAVE. Prolongamento do QTc >500 ms, risco de TdP e morte súbita. Relatos de caso de TdP com venlafaxina em overdose e com moxifloxacino isolado; combinação é considerada de alto risco. Estudos observacionais mostram aumento de 2-3 vezes no risco de arritmias ventriculares com a combinação vs moxifloxacino isolado. Monitorar: ecg seriado (basal, 48-72h, semanal). eletrólitos basais e a cada 48-72h. monitoramento de sinais vitais e sintomas diários. em doses altas de venlafaxina, considerar holter 24h se qtc limítrofe. avaliar função renal e hepática, pois ambas as drogas têm metabolismo hepático e excreção renal..
Interações Relacionadas
Amiodarona inibe CYP3A4, aumentando AUC de sinvastatina em 100-200%. FDA limitou sinvastatina a 20mg com amiodarona.
Amiodarona inibe a CYP3A4, enzima primária no metabolismo da Atorvastatina. Embora a Atorvastatina também tenha vias metabólicas secundárias, a inibição da CYP3A4 pela Amiodarona pode aumentar a AUC da Atorvastatina em aproximadamente 1,5 a 2 vezes, um efeito menos pronunciado do que com a Sinvastatina, mas ainda clinicamente relevante.
O mecanismo de interação não é primariamente pela CYP2C9, como afirmado. A Rosuvastatina é minimamente metabolizada (aproximadamente 10%) pela CYP2C9. A interação com Amiodarona é provavelmente multifatorial, envolvendo inibição de transportadores hepáticos como OATP1B1 e BCRP, dos quais a Rosuvastatina é substrato. A Amiodarona pode inibir esses transportadores, reduzindo a captação e excreção hepática da Rosuvastatina, aumentando sua exposição plasmática em cerca de 1,5 a 2 vezes.
Amiodarona é um inibidor potente da glicoproteína-P (P-gp) tanto no intestino quanto nos túbulos renais. A Digoxina é um substrato clássico da P-gp, e sua eliminação depende criticamente deste transportador. A inibição da P-gp pela Amiodarona reduz a secreção tubular renal e o efluxo intestinal da Digoxina, podendo aumentar seus níveis séricos em 70-100%, um efeito de grande magnitude e alta relevância clínica devido ao estreito índice terapêutico da Digoxina.
Atualizado em junho/2026
Gerada por motor farmacologico com validacao por IA — Tier B
As informações desta página são de caráter educativo e não substituem a orientação de um profissional farmacêutico. Sempre consulte um farmacêutico antes de alterar sua medicação.