Moxifloxacino + Sertralina

GraveRisco elevado — pode causar dano significativo ao paciente
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O que acontece

Prolongamento do QTc >500 ms ou aumento >60 ms da linha de base, com risco de torsades de pointes (TdP), taquicardia ventricular polimórfica e morte súbita cardíaca. Estudos de farmacovigilância mostram odds ratio de 2.5-3.0 para eventos arrítmicos com esta combinação em comparação com moxifloxacino isolado.

Mecanismo

Efeito aditivo no prolongamento do intervalo QT. Moxifloxacino é um inibidor potente do canal hERG (IKr) com IC50 ~0.75-3.3 μM, causando prolongamento dose-dependente do QTc (média +14 ms em doses terapêuticas). Sertralina também inibe hERG (IC50 ~2.5-3.8 μM), com prolongamento médio de QTc de +5-10 ms em monoterapia. A combinação resulta em bloqueio sinérgico da corrente de potássio retificadora tardia (IKr), atrasando a repolarização ventricular e prolongando o potencial de ação. O risco é maior em pacientes com predisposição genética (ex: mutações em KCNQ1, KCNH2) ou fatores de risco adicionais.

📋Conduta Clinica

Evitar a associação sempre que possível. Se o uso concomitante for absolutamente necessário (ex: infecção grave sem alternativa terapêutica e depressão refratária): 1) Obter ECG basal com QTc <450 ms (homens) ou <460 ms (mulheres) antes de iniciar. 2) Corrigir distúrbios eletrolíticos: manter K+ sérico entre 4.0-5.0 mEq/L e Mg2+ >2.0 mg/dL. 3) Usar a menor dose eficaz de ambos os fármacos. 4) Repetir ECG após 48-72h do início e após qualquer ajuste de dose. 5) Suspender imediatamente se QTc >500 ms ou surgirem sintomas (palpitações, síncope).

🔍O que monitorar

ECG com medição de QTc (fórmula de Fridericia ou Framingham) no basal, 48-72h após início e semanalmente durante o tratamento. Eletrólitos séricos (K+, Mg2+, Ca2+) no basal e a cada 48-72h. Monitoramento clínico diário de sintomas: palpitações, tontura, síncope. Em pacientes ambulatoriais, orientar para procurar emergência se sintomas.

Alternativas

Substituir moxifloxacino por levofloxacino (menor risco de QT, mas ainda com cautela) ou antibiótico não-fluorquinolônico conforme antibiograma (ex: ceftriaxona, piperacilina-tazobactam). Para sertralina, considerar escitalopram (menor efeito QT) ou mirtazapina (sem efeito QT significativo). Sempre consultar CredibleMeds para classificação de risco atualizada.

📚Referências

CredibleMeds QT Drug List 2024 (Moxifloxacino: Known Risk; Sertralina: Conditional Risk); Micromedex 2024; UpToDate 2024; FDA Drug Safety Communication 2023; Tisdale JE et al. J Am Coll Cardiol. 2020;76(24):2839-2850.

Perguntas Frequentes

Pode tomar Moxifloxacino com Sertralina?

A combinação de Moxifloxacino com Sertralina apresenta interação de gravidade grave. Prolongamento do QTc >500 ms ou aumento >60 ms da linha de base, com risco de torsades de pointes (TdP), taquicardia ventricular polimórfica e morte súbita cardíaca. Estudos de farmacovigilância mostram odds ratio de 2.5-3.0 para eventos arrítmicos com esta combinação em comparação com moxifloxacino isolado. Evitar a associação sempre que possível. Se o uso concomitante for absolutamente necessário (ex: infecção grave sem alternativa terapêutica e depressão refratária): 1) Obter ECG basal com QTc <450 ms (homens) ou <460 ms (mulheres) antes de iniciar. 2) Corrigir distúrbios eletrolíticos: manter K+ sérico entre 4.0-5.0 mEq/L e Mg2+ >2.0 mg/dL. 3) Usar a menor dose eficaz de ambos os fármacos. 4) Repetir ECG após 48-72h do início e após qualquer ajuste de dose. 5) Suspender imediatamente se QTc >500 ms ou surgirem sintomas (palpitações, síncope).

Moxifloxacino e Sertralina interagem?

Sim, Moxifloxacino e Sertralina possuem interação medicamentosa documentada. O mecanismo envolve efeito aditivo no prolongamento do intervalo qt. moxifloxacino é um inibidor potente do canal herg (ikr) com ic50 ~0.75-3.3 μm, causando prolongamento dose-dependente do qtc (média +14 ms em doses terapêuticas). sertralina também inibe herg (ic50 ~2.5-3.8 μm), com prolongamento médio de qtc de +5-10 ms em monoterapia. a combinação resulta em bloqueio sinérgico da corrente de potássio retificadora tardia (ikr), atrasando a repolarização ventricular e prolongando o potencial de ação. o risco é maior em pacientes com predisposição genética (ex: mutações em kcnq1, kcnh2) ou fatores de risco adicionais.. A conduta recomendada é: evitar a associação sempre que possível. se o uso concomitante for absolutamente necessário (ex: infecção grave sem alternativa terapêutica e depressão refratária): 1) obter ecg basal com qtc <450 ms (homens) ou <460 ms (mulheres) antes de iniciar. 2) corrigir distúrbios eletrolíticos: manter k+ sérico entre 4.0-5.0 meq/l e mg2+ >2.0 mg/dl. 3) usar a menor dose eficaz de ambos os fármacos. 4) repetir ecg após 48-72h do início e após qualquer ajuste de dose. 5) suspender imediatamente se qtc >500 ms ou surgirem sintomas (palpitações, síncope)..

Qual o risco de Moxifloxacino com Sertralina?

O risco da associação Moxifloxacino + Sertralina é classificado como GRAVE. Prolongamento do QTc >500 ms ou aumento >60 ms da linha de base, com risco de torsades de pointes (TdP), taquicardia ventricular polimórfica e morte súbita cardíaca. Estudos de farmacovigilância mostram odds ratio de 2.5-3.0 para eventos arrítmicos com esta combinação em comparação com moxifloxacino isolado. Monitorar: ecg com medição de qtc (fórmula de fridericia ou framingham) no basal, 48-72h após início e semanalmente durante o tratamento. eletrólitos séricos (k+, mg2+, ca2+) no basal e a cada 48-72h. monitoramento clínico diário de sintomas: palpitações, tontura, síncope. em pacientes ambulatoriais, orientar para procurar emergência se sintomas..

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Amiodarona inibe CYP3A4, aumentando AUC de sinvastatina em 100-200%. FDA limitou sinvastatina a 20mg com amiodarona.

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Grave

Atualizado em junho/2026

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