Moxifloxacino + Paroxetina

GraveRisco elevado — pode causar dano significativo ao paciente
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O que acontece

Prolongamento do QTc >500 ms ou aumento >60 ms, com risco de TdP. Relatos de caso descrevem TdP com moxifloxacino e paroxetina em pacientes com fatores de risco adicionais (hipocalemia, bradicardia). Incidência estimada de eventos arrítmicos é menor que com sertralina, mas ainda significativa (OR ~1.8-2.2).

Mecanismo

Efeito aditivo no prolongamento do intervalo QT. Moxifloxacino inibe hERG (IC50 ~0.75-3.3 μM), causando prolongamento significativo do QTc. Paroxetina é um inibidor fraco de hERG (IC50 ~4.5-6.0 μM), mas em doses altas (>40 mg/dia) ou em pacientes suscetíveis, pode prolongar QTc em +3-8 ms. O mecanismo principal é o bloqueio sinérgico de IKr, mas a paroxetina também pode inibir fracamente CYP2D6, o que não afeta diretamente o QT, mas pode alterar metabolismo de outros fármacos. A relevância clínica é moderada, mas classificada como grave devido ao potencial de TdP quando combinada com um fármaco de alto risco como moxifloxacino.

📋Conduta Clinica

Evitar a associação. Se indispensável: 1) ECG basal com QTc <450/460 ms. 2) Corrigir K+ >4.0 mEq/L, Mg2+ >2.0 mg/dL. 3) Limitar dose de paroxetina a 20 mg/dia se possível. 4) ECG seriado: basal, 48h, 1 semana. 5) Suspender se QTc >500 ms ou sintomas. Considerar que paroxetina tem perfil de segurança QT ligeiramente melhor que sertralina/escitalopram, mas o risco aditivo com moxifloxacino ainda é inaceitável na maioria dos cenários.

🔍O que monitorar

ECG com QTc (Fridericia) basal, 48-72h e semanal. Eletrólitos basais e a cada 48-72h. Avaliação clínica diária de sintomas arrítmicos. Em pacientes com insuficiência renal (clearance <30 mL/min), monitoramento mais intensivo devido ao acúmulo de moxifloxacino.

Alternativas

Substituir moxifloxacino por antibiótico não-fluorquinolônico (ex: amoxicilina-clavulanato, cefuroxima) ou levofloxacino com monitoramento. Para paroxetina, trocar por sertralina (se QT não for preocupação primária) ou mirtazapina/bupropiona (sem efeito QT). Avaliar risco-benefício de trocar ISRS vs antibiótico.

📚Referências

CredibleMeds 2024 (Moxifloxacino: Known Risk; Paroxetina: Conditional Risk); Micromedex 2024; Beach SR et al. Psychosomatics. 2018;59(2):105-118; FDA Adverse Event Reporting System (FAERS) 2023.

Perguntas Frequentes

Pode tomar Moxifloxacino com Paroxetina?

A combinação de Moxifloxacino com Paroxetina apresenta interação de gravidade grave. Prolongamento do QTc >500 ms ou aumento >60 ms, com risco de TdP. Relatos de caso descrevem TdP com moxifloxacino e paroxetina em pacientes com fatores de risco adicionais (hipocalemia, bradicardia). Incidência estimada de eventos arrítmicos é menor que com sertralina, mas ainda significativa (OR ~1.8-2.2). Evitar a associação. Se indispensável: 1) ECG basal com QTc <450/460 ms. 2) Corrigir K+ >4.0 mEq/L, Mg2+ >2.0 mg/dL. 3) Limitar dose de paroxetina a 20 mg/dia se possível. 4) ECG seriado: basal, 48h, 1 semana. 5) Suspender se QTc >500 ms ou sintomas. Considerar que paroxetina tem perfil de segurança QT ligeiramente melhor que sertralina/escitalopram, mas o risco aditivo com moxifloxacino ainda é inaceitável na maioria dos cenários.

Moxifloxacino e Paroxetina interagem?

Sim, Moxifloxacino e Paroxetina possuem interação medicamentosa documentada. O mecanismo envolve efeito aditivo no prolongamento do intervalo qt. moxifloxacino inibe herg (ic50 ~0.75-3.3 μm), causando prolongamento significativo do qtc. paroxetina é um inibidor fraco de herg (ic50 ~4.5-6.0 μm), mas em doses altas (>40 mg/dia) ou em pacientes suscetíveis, pode prolongar qtc em +3-8 ms. o mecanismo principal é o bloqueio sinérgico de ikr, mas a paroxetina também pode inibir fracamente cyp2d6, o que não afeta diretamente o qt, mas pode alterar metabolismo de outros fármacos. a relevância clínica é moderada, mas classificada como grave devido ao potencial de tdp quando combinada com um fármaco de alto risco como moxifloxacino.. A conduta recomendada é: evitar a associação. se indispensável: 1) ecg basal com qtc <450/460 ms. 2) corrigir k+ >4.0 meq/l, mg2+ >2.0 mg/dl. 3) limitar dose de paroxetina a 20 mg/dia se possível. 4) ecg seriado: basal, 48h, 1 semana. 5) suspender se qtc >500 ms ou sintomas. considerar que paroxetina tem perfil de segurança qt ligeiramente melhor que sertralina/escitalopram, mas o risco aditivo com moxifloxacino ainda é inaceitável na maioria dos cenários..

Qual o risco de Moxifloxacino com Paroxetina?

O risco da associação Moxifloxacino + Paroxetina é classificado como GRAVE. Prolongamento do QTc >500 ms ou aumento >60 ms, com risco de TdP. Relatos de caso descrevem TdP com moxifloxacino e paroxetina em pacientes com fatores de risco adicionais (hipocalemia, bradicardia). Incidência estimada de eventos arrítmicos é menor que com sertralina, mas ainda significativa (OR ~1.8-2.2). Monitorar: ecg com qtc (fridericia) basal, 48-72h e semanal. eletrólitos basais e a cada 48-72h. avaliação clínica diária de sintomas arrítmicos. em pacientes com insuficiência renal (clearance <30 ml/min), monitoramento mais intensivo devido ao acúmulo de moxifloxacino..

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Grave

Atualizado em junho/2026

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