Metadona + Venlafaxina
⚠O que acontece
Prolongamento QTc >500 ms, torsades de pointes e morte súbita.
⚙Mecanismo
Bloqueio aditivo de canais hERG (IKr). Metadona inibe repolarização ventricular de forma dose-dependente; venlafaxina prolonga QT principalmente em overdose ou doses >225 mg/dia. Risco aumenta com hipocalemia (K+ <3.5) ou hipomagnesemia.
📋Conduta Clinica
Evitar se possível. Se indispensável: iniciar metadona ≤30 mg/dia e venlafaxina ≤75 mg/dia. ECG basal, repetir em 7 dias e após cada titulação. Manter K+ >4.0 mEq/L e Mg2+ >2.0 mg/dL.
🔍O que monitorar
ECG (QTc) basal + 7-14 dias + mensal se estável. Eletrólitos semanais no início. Sinais de síncope ou palpitações.
↺Alternativas
Substituir venlafaxina por mirtazapina ou sertralina (baixo risco QT). Consultar CredibleMeds.
📚Referências
CredibleMeds QT Drug List 2024; Micromedex 2024
Perguntas Frequentes
Pode tomar Metadona com Venlafaxina?
A combinação de Metadona com Venlafaxina apresenta interação de gravidade grave. Prolongamento QTc >500 ms, torsades de pointes e morte súbita. Evitar se possível. Se indispensável: iniciar metadona ≤30 mg/dia e venlafaxina ≤75 mg/dia. ECG basal, repetir em 7 dias e após cada titulação. Manter K+ >4.0 mEq/L e Mg2+ >2.0 mg/dL.
Metadona e Venlafaxina interagem?
Sim, Metadona e Venlafaxina possuem interação medicamentosa documentada. O mecanismo envolve bloqueio aditivo de canais herg (ikr). metadona inibe repolarização ventricular de forma dose-dependente; venlafaxina prolonga qt principalmente em overdose ou doses >225 mg/dia. risco aumenta com hipocalemia (k+ <3.5) ou hipomagnesemia.. A conduta recomendada é: evitar se possível. se indispensável: iniciar metadona ≤30 mg/dia e venlafaxina ≤75 mg/dia. ecg basal, repetir em 7 dias e após cada titulação. manter k+ >4.0 meq/l e mg2+ >2.0 mg/dl..
Qual o risco de Metadona com Venlafaxina?
O risco da associação Metadona + Venlafaxina é classificado como GRAVE. Prolongamento QTc >500 ms, torsades de pointes e morte súbita. Monitorar: ecg (qtc) basal + 7-14 dias + mensal se estável. eletrólitos semanais no início. sinais de síncope ou palpitações..
Interações Relacionadas
Amiodarona inibe CYP3A4, aumentando AUC de sinvastatina em 100-200%. FDA limitou sinvastatina a 20mg com amiodarona.
Amiodarona inibe a CYP3A4, enzima primária no metabolismo da Atorvastatina. Embora a Atorvastatina também tenha vias metabólicas secundárias, a inibição da CYP3A4 pela Amiodarona pode aumentar a AUC da Atorvastatina em aproximadamente 1,5 a 2 vezes, um efeito menos pronunciado do que com a Sinvastatina, mas ainda clinicamente relevante.
O mecanismo de interação não é primariamente pela CYP2C9, como afirmado. A Rosuvastatina é minimamente metabolizada (aproximadamente 10%) pela CYP2C9. A interação com Amiodarona é provavelmente multifatorial, envolvendo inibição de transportadores hepáticos como OATP1B1 e BCRP, dos quais a Rosuvastatina é substrato. A Amiodarona pode inibir esses transportadores, reduzindo a captação e excreção hepática da Rosuvastatina, aumentando sua exposição plasmática em cerca de 1,5 a 2 vezes.
Amiodarona é um inibidor potente da glicoproteína-P (P-gp) tanto no intestino quanto nos túbulos renais. A Digoxina é um substrato clássico da P-gp, e sua eliminação depende criticamente deste transportador. A inibição da P-gp pela Amiodarona reduz a secreção tubular renal e o efluxo intestinal da Digoxina, podendo aumentar seus níveis séricos em 70-100%, um efeito de grande magnitude e alta relevância clínica devido ao estreito índice terapêutico da Digoxina.
Atualizado em junho/2026
Gerada por motor farmacologico com validacao por IA — Tier B
As informações desta página são de caráter educativo e não substituem a orientação de um profissional farmacêutico. Sempre consulte um farmacêutico antes de alterar sua medicação.