Metadona + Ranolazina
⚠O que acontece
Prolongamento do QTc > 500 ms ou aumento > 60 ms, com risco de torsades de pointes, síncope e morte súbita cardíaca.
⚙Mecanismo
Ambos prolongam o intervalo QT por bloqueio dos canais IKr (hERG). A metadona inibe IKr com IC50 de ~3-10 μM. A ranolazina inibe IKr com IC50 de ~12 μM, mas também bloqueia canais de sódio tardios (INa-late) e canais de cálcio tipo L, o que pode atenuar parcialmente o prolongamento do QT em alguns contextos. No entanto, o efeito aditivo no bloqueio de IKr ainda é significativo, especialmente em doses altas de ranolazina (1000 mg BID) ou metadona (>100 mg/dia). O risco é maior em pacientes com insuficiência renal (ranolazina tem excreção renal de ~75%) ou hepática (metadona é metabolizada pela CYP3A4 e CYP2B6).
📋Conduta Clinica
Evitar a associação. Se indispensável, realizar ECG basal e após 24-48 horas. Manter K+ > 4,0 mEq/L e Mg2+ > 2,0 mg/dL. Usar a menor dose eficaz de metadona (preferencialmente < 80 mg/dia) e ranolazina (iniciar com 500 mg BID). Se QTc > 500 ms ou aumento > 60 ms, suspender um dos fármacos. Evitar outros fármacos que prolongam o QT.
🔍O que monitorar
ECG com QTc no início, após 24-48 horas e depois a cada 3 meses. Monitorar eletrólitos (K+, Mg2+, Ca2+) semanalmente no primeiro mês. Monitorar função renal (CrCl) e hepática (ALT, AST) regularmente. Questionar sobre palpitações, síncope.
↺Alternativas
Substituir ranolazina por ivabradina (sem efeito no QT) ou betabloqueadores (metoprolol, carvedilol) para angina estável. Para metadona, considerar buprenorfina. Consultar CredibleMeds para alternativas seguras.
📚Referências
CredibleMeds QT Drug List 2024; Micromedex 2024; UpToDate 2024; bula oficial de ranolazina (FDA)
Perguntas Frequentes
Pode tomar Metadona com Ranolazina?
A combinação de Metadona com Ranolazina apresenta interação de gravidade grave. Prolongamento do QTc > 500 ms ou aumento > 60 ms, com risco de torsades de pointes, síncope e morte súbita cardíaca. Evitar a associação. Se indispensável, realizar ECG basal e após 24-48 horas. Manter K+ > 4,0 mEq/L e Mg2+ > 2,0 mg/dL. Usar a menor dose eficaz de metadona (preferencialmente < 80 mg/dia) e ranolazina (iniciar com 500 mg BID). Se QTc > 500 ms ou aumento > 60 ms, suspender um dos fármacos. Evitar outros fármacos que prolongam o QT.
Metadona e Ranolazina interagem?
Sim, Metadona e Ranolazina possuem interação medicamentosa documentada. O mecanismo envolve ambos prolongam o intervalo qt por bloqueio dos canais ikr (herg). a metadona inibe ikr com ic50 de ~3-10 μm. a ranolazina inibe ikr com ic50 de ~12 μm, mas também bloqueia canais de sódio tardios (ina-late) e canais de cálcio tipo l, o que pode atenuar parcialmente o prolongamento do qt em alguns contextos. no entanto, o efeito aditivo no bloqueio de ikr ainda é significativo, especialmente em doses altas de ranolazina (1000 mg bid) ou metadona (>100 mg/dia). o risco é maior em pacientes com insuficiência renal (ranolazina tem excreção renal de ~75%) ou hepática (metadona é metabolizada pela cyp3a4 e cyp2b6).. A conduta recomendada é: evitar a associação. se indispensável, realizar ecg basal e após 24-48 horas. manter k+ > 4,0 meq/l e mg2+ > 2,0 mg/dl. usar a menor dose eficaz de metadona (preferencialmente < 80 mg/dia) e ranolazina (iniciar com 500 mg bid). se qtc > 500 ms ou aumento > 60 ms, suspender um dos fármacos. evitar outros fármacos que prolongam o qt..
Qual o risco de Metadona com Ranolazina?
O risco da associação Metadona + Ranolazina é classificado como GRAVE. Prolongamento do QTc > 500 ms ou aumento > 60 ms, com risco de torsades de pointes, síncope e morte súbita cardíaca. Monitorar: ecg com qtc no início, após 24-48 horas e depois a cada 3 meses. monitorar eletrólitos (k+, mg2+, ca2+) semanalmente no primeiro mês. monitorar função renal (crcl) e hepática (alt, ast) regularmente. questionar sobre palpitações, síncope..
Interações Relacionadas
Amiodarona inibe CYP3A4, aumentando AUC de sinvastatina em 100-200%. FDA limitou sinvastatina a 20mg com amiodarona.
Amiodarona inibe a CYP3A4, enzima primária no metabolismo da Atorvastatina. Embora a Atorvastatina também tenha vias metabólicas secundárias, a inibição da CYP3A4 pela Amiodarona pode aumentar a AUC da Atorvastatina em aproximadamente 1,5 a 2 vezes, um efeito menos pronunciado do que com a Sinvastatina, mas ainda clinicamente relevante.
O mecanismo de interação não é primariamente pela CYP2C9, como afirmado. A Rosuvastatina é minimamente metabolizada (aproximadamente 10%) pela CYP2C9. A interação com Amiodarona é provavelmente multifatorial, envolvendo inibição de transportadores hepáticos como OATP1B1 e BCRP, dos quais a Rosuvastatina é substrato. A Amiodarona pode inibir esses transportadores, reduzindo a captação e excreção hepática da Rosuvastatina, aumentando sua exposição plasmática em cerca de 1,5 a 2 vezes.
Amiodarona é um inibidor potente da glicoproteína-P (P-gp) tanto no intestino quanto nos túbulos renais. A Digoxina é um substrato clássico da P-gp, e sua eliminação depende criticamente deste transportador. A inibição da P-gp pela Amiodarona reduz a secreção tubular renal e o efluxo intestinal da Digoxina, podendo aumentar seus níveis séricos em 70-100%, um efeito de grande magnitude e alta relevância clínica devido ao estreito índice terapêutico da Digoxina.
Atualizado em junho/2026
Gerada por motor farmacologico com validacao por IA — Tier B
As informações desta página são de caráter educativo e não substituem a orientação de um profissional farmacêutico. Sempre consulte um farmacêutico antes de alterar sua medicação.