Metadona + Quetiapina
⚠O que acontece
Prolongamento do QTc >500 ms ou aumento >60 ms do basal, com risco de torsades de pointes (TdP), síncope e morte súbita cardíaca. Risco aumentado em pacientes com fatores de risco adicionais (sexo feminino, idade >65 anos, cardiopatia estrutural, distúrbios eletrolíticos).
⚙Mecanismo
Ambos prolongam o intervalo QT por bloqueio dos canais de potássio retificadores tardios (IKr) codificados pelo gene hERG (KCNH2). A metadona inibe IKr com IC50 de ~3-10 μM, enquanto a quetiapina tem IC50 de ~5-10 μM. O efeito aditivo na repolarização ventricular é dose-dependente e pode ser exacerbado por bradicardia, hipocalemia, hipomagnesemia ou polimorfismos genéticos. A metadona também pode inibir canais de sódio (Nav1.5), contribuindo para prolongamento do QRS em altas doses.
📋Conduta Clinica
Evitar associação sempre que possível. Se indispensável: 1) Realizar ECG basal e após 3-5 dias do início ou ajuste de dose; 2) Manter K+ sérico ≥4,0 mEq/L e Mg2+ ≥2,0 mg/dL; 3) Corrigir bradicardia (<60 bpm) antes de iniciar; 4) Usar a menor dose eficaz de cada fármaco; 5) Evitar outros fármacos que prolongam QT ou inibidores do CYP3A4 (aumentam níveis de metadona).
🔍O que monitorar
ECG com QTc (fórmula de Fridericia ou Framingham) no basal, após 3-5 dias, e depois mensalmente ou a cada ajuste de dose. Eletrólitos (K+, Mg2+, Ca2+) no basal e semanalmente no primeiro mês. Monitorar sinais de arritmia (palpitações, síncope, convulsões). Se QTc >500 ms ou aumento >60 ms, suspender um dos fármacos e reavaliar.
↺Alternativas
Substituir um dos fármacos por alternativa sem efeito no QT: para antipsicótico, considerar aripiprazol, lurasidona ou brexpiprazol (risco muito baixo de QT); para metadona, considerar buprenorfina (menor risco de QT) se adequado para tratamento de dependência de opioides. Consultar lista atualizada em CredibleMeds.org.
📚Referências
CredibleMeds QT Drug List 2024; Micromedex 2024; UpToDate 2024; FDA Drug Safety Communication: Methadone (2006); Tisdale JE et al. J Am Coll Cardiol. 2020;76(24):2839-2850.
Perguntas Frequentes
Pode tomar Metadona com Quetiapina?
A combinação de Metadona com Quetiapina apresenta interação de gravidade grave. Prolongamento do QTc >500 ms ou aumento >60 ms do basal, com risco de torsades de pointes (TdP), síncope e morte súbita cardíaca. Risco aumentado em pacientes com fatores de risco adicionais (sexo feminino, idade >65 anos, cardiopatia estrutural, distúrbios eletrolíticos). Evitar associação sempre que possível. Se indispensável: 1) Realizar ECG basal e após 3-5 dias do início ou ajuste de dose; 2) Manter K+ sérico ≥4,0 mEq/L e Mg2+ ≥2,0 mg/dL; 3) Corrigir bradicardia (<60 bpm) antes de iniciar; 4) Usar a menor dose eficaz de cada fármaco; 5) Evitar outros fármacos que prolongam QT ou inibidores do CYP3A4 (aumentam níveis de metadona).
Metadona e Quetiapina interagem?
Sim, Metadona e Quetiapina possuem interação medicamentosa documentada. O mecanismo envolve ambos prolongam o intervalo qt por bloqueio dos canais de potássio retificadores tardios (ikr) codificados pelo gene herg (kcnh2). a metadona inibe ikr com ic50 de ~3-10 μm, enquanto a quetiapina tem ic50 de ~5-10 μm. o efeito aditivo na repolarização ventricular é dose-dependente e pode ser exacerbado por bradicardia, hipocalemia, hipomagnesemia ou polimorfismos genéticos. a metadona também pode inibir canais de sódio (nav1.5), contribuindo para prolongamento do qrs em altas doses.. A conduta recomendada é: evitar associação sempre que possível. se indispensável: 1) realizar ecg basal e após 3-5 dias do início ou ajuste de dose; 2) manter k+ sérico ≥4,0 meq/l e mg2+ ≥2,0 mg/dl; 3) corrigir bradicardia (<60 bpm) antes de iniciar; 4) usar a menor dose eficaz de cada fármaco; 5) evitar outros fármacos que prolongam qt ou inibidores do cyp3a4 (aumentam níveis de metadona)..
Qual o risco de Metadona com Quetiapina?
O risco da associação Metadona + Quetiapina é classificado como GRAVE. Prolongamento do QTc >500 ms ou aumento >60 ms do basal, com risco de torsades de pointes (TdP), síncope e morte súbita cardíaca. Risco aumentado em pacientes com fatores de risco adicionais (sexo feminino, idade >65 anos, cardiopatia estrutural, distúrbios eletrolíticos). Monitorar: ecg com qtc (fórmula de fridericia ou framingham) no basal, após 3-5 dias, e depois mensalmente ou a cada ajuste de dose. eletrólitos (k+, mg2+, ca2+) no basal e semanalmente no primeiro mês. monitorar sinais de arritmia (palpitações, síncope, convulsões). se qtc >500 ms ou aumento >60 ms, suspender um dos fármacos e reavaliar..
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Atualizado em junho/2026
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