Losartana + Espironolactona

ModeradaRequer monitoramento — pode necessitar ajuste de dose
Revisada por equipe farmaceutica

O que acontece

Hipercalemia: K+ > 5.5, risco de arritmia em idosos e DRC.

Mecanismo

BRAs reduzem aldosterona indiretamente (+angiotensina II bloqueada). Espironolactona bloqueia receptor de aldosterona. Efeito hipercalêmico sinérgico.

📋Conduta Clinica

Monitorar K+ em 3-7 dias após início. Manter espironolactona ≤25mg. Evitar se creatinina > 2.5 ou K+ basal > 5.0.

🔍O que monitorar

K+ sérico 3, 7, 30 dias e trimestral. Creatinina. ECG se K+ > 5.5.

Alternativas

Se IC necessitando ambos: monitoramento intensivo com benefício de mortalidade. Em HAS: outros diuréticos (clortalidona).

📚Referências

ESC IC Guidelines; UpToDate 2024

Perguntas Frequentes

Pode tomar Losartana com Espironolactona?

A combinação de Losartana com Espironolactona apresenta interação de gravidade moderada. Hipercalemia: K+ > 5.5, risco de arritmia em idosos e DRC. Monitorar K+ em 3-7 dias após início. Manter espironolactona ≤25mg. Evitar se creatinina > 2.5 ou K+ basal > 5.0.

Losartana e Espironolactona interagem?

Sim, Losartana e Espironolactona possuem interação medicamentosa documentada. O mecanismo envolve bras reduzem aldosterona indiretamente (+angiotensina ii bloqueada). espironolactona bloqueia receptor de aldosterona. efeito hipercalêmico sinérgico.. A conduta recomendada é: monitorar k+ em 3-7 dias após início. manter espironolactona ≤25mg. evitar se creatinina > 2.5 ou k+ basal > 5.0..

Qual o risco de Losartana com Espironolactona?

O risco da associação Losartana + Espironolactona é classificado como MODERADA. Hipercalemia: K+ > 5.5, risco de arritmia em idosos e DRC. Monitorar: k+ sérico 3, 7, 30 dias e trimestral. creatinina. ecg se k+ > 5.5..

Interações Relacionadas

Amiodarona + Sinvastatina

Amiodarona inibe CYP3A4, aumentando AUC de sinvastatina em 100-200%. FDA limitou sinvastatina a 20mg com amiodarona.

Grave
Amiodarona + Atorvastatina

Amiodarona inibe a CYP3A4, enzima primária no metabolismo da Atorvastatina. Embora a Atorvastatina também tenha vias metabólicas secundárias, a inibição da CYP3A4 pela Amiodarona pode aumentar a AUC da Atorvastatina em aproximadamente 1,5 a 2 vezes, um efeito menos pronunciado do que com a Sinvastatina, mas ainda clinicamente relevante.

Moderada
Amiodarona + Rosuvastatina

O mecanismo de interação não é primariamente pela CYP2C9, como afirmado. A Rosuvastatina é minimamente metabolizada (aproximadamente 10%) pela CYP2C9. A interação com Amiodarona é provavelmente multifatorial, envolvendo inibição de transportadores hepáticos como OATP1B1 e BCRP, dos quais a Rosuvastatina é substrato. A Amiodarona pode inibir esses transportadores, reduzindo a captação e excreção hepática da Rosuvastatina, aumentando sua exposição plasmática em cerca de 1,5 a 2 vezes.

Moderada
Amiodarona + Digoxina

Amiodarona é um inibidor potente da glicoproteína-P (P-gp) tanto no intestino quanto nos túbulos renais. A Digoxina é um substrato clássico da P-gp, e sua eliminação depende criticamente deste transportador. A inibição da P-gp pela Amiodarona reduz a secreção tubular renal e o efluxo intestinal da Digoxina, podendo aumentar seus níveis séricos em 70-100%, um efeito de grande magnitude e alta relevância clínica devido ao estreito índice terapêutico da Digoxina.

Grave

Atualizado em junho/2026

Revisada por equipe farmaceutica — Tier A

Verificar mais interações

As informações desta página são de caráter educativo e não substituem a orientação de um profissional farmacêutico. Sempre consulte um farmacêutico antes de alterar sua medicação.