Lítio + Verapamil

GraveRisco elevado — pode causar dano significativo ao paciente
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O que acontece

Aumento dos níveis de lítio para faixa tóxica, com risco de neurotoxicidade (tremor, ataxia, confusão, convulsões), nefrotoxicidade e cardiotoxicidade (bradicardia, arritmias).

Mecanismo

O verapamil reduz a depuração renal do lítio em 20-30% por mecanismos não completamente elucidados (possível competição na reabsorção tubular proximal). Isso leva a um aumento significativo nos níveis séricos de lítio, podendo atingir níveis tóxicos (>1,5 mEq/L). O efeito no intervalo QT não é o mecanismo primário; o lítio pode causar alterações inespecíficas no ECG, mas não é um prolongador de QT clinicamente significativo. O verapamil geralmente não prolonga o QT.

📋Conduta Clinica

Evitar a associação sempre que possível. Se indispensável, reduzir a dose de lítio em 30-50% antes de iniciar verapamil e monitorar níveis séricos de lítio a cada 3-5 dias até estabilização. Manter níveis de lítio entre 0,6-0,8 mEq/L.

🔍O que monitorar

Nível sérico de lítio (alvo 0,6-0,8 mEq/L), função renal (creatinina, ureia), eletrólitos (Na+, K+), ECG, sinais de toxicidade neurológica.

Alternativas

Substituir verapamil por anti-hipertensivo que não interaja com lítio (ex: inibidores da ECA com cautela, pois também podem aumentar lítio; melhor: bloqueadores de canais de cálcio di-hidropiridínicos como anlodipino, que têm menor interação).

📚Referências

UpToDate 2024; Micromedex 2024; Estudos de interação lítio-verapamil

Perguntas Frequentes

Pode tomar Lítio com Verapamil?

A combinação de Lítio com Verapamil apresenta interação de gravidade grave. Aumento dos níveis de lítio para faixa tóxica, com risco de neurotoxicidade (tremor, ataxia, confusão, convulsões), nefrotoxicidade e cardiotoxicidade (bradicardia, arritmias). Evitar a associação sempre que possível. Se indispensável, reduzir a dose de lítio em 30-50% antes de iniciar verapamil e monitorar níveis séricos de lítio a cada 3-5 dias até estabilização. Manter níveis de lítio entre 0,6-0,8 mEq/L.

Lítio e Verapamil interagem?

Sim, Lítio e Verapamil possuem interação medicamentosa documentada. O mecanismo envolve o verapamil reduz a depuração renal do lítio em 20-30% por mecanismos não completamente elucidados (possível competição na reabsorção tubular proximal). isso leva a um aumento significativo nos níveis séricos de lítio, podendo atingir níveis tóxicos (>1,5 meq/l). o efeito no intervalo qt não é o mecanismo primário; o lítio pode causar alterações inespecíficas no ecg, mas não é um prolongador de qt clinicamente significativo. o verapamil geralmente não prolonga o qt.. A conduta recomendada é: evitar a associação sempre que possível. se indispensável, reduzir a dose de lítio em 30-50% antes de iniciar verapamil e monitorar níveis séricos de lítio a cada 3-5 dias até estabilização. manter níveis de lítio entre 0,6-0,8 meq/l..

Qual o risco de Lítio com Verapamil?

O risco da associação Lítio + Verapamil é classificado como GRAVE. Aumento dos níveis de lítio para faixa tóxica, com risco de neurotoxicidade (tremor, ataxia, confusão, convulsões), nefrotoxicidade e cardiotoxicidade (bradicardia, arritmias). Monitorar: nível sérico de lítio (alvo 0,6-0,8 meq/l), função renal (creatinina, ureia), eletrólitos (na+, k+), ecg, sinais de toxicidade neurológica..

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Amiodarona + Sinvastatina

Amiodarona inibe CYP3A4, aumentando AUC de sinvastatina em 100-200%. FDA limitou sinvastatina a 20mg com amiodarona.

Grave
Amiodarona + Atorvastatina

Amiodarona inibe a CYP3A4, enzima primária no metabolismo da Atorvastatina. Embora a Atorvastatina também tenha vias metabólicas secundárias, a inibição da CYP3A4 pela Amiodarona pode aumentar a AUC da Atorvastatina em aproximadamente 1,5 a 2 vezes, um efeito menos pronunciado do que com a Sinvastatina, mas ainda clinicamente relevante.

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Amiodarona + Rosuvastatina

O mecanismo de interação não é primariamente pela CYP2C9, como afirmado. A Rosuvastatina é minimamente metabolizada (aproximadamente 10%) pela CYP2C9. A interação com Amiodarona é provavelmente multifatorial, envolvendo inibição de transportadores hepáticos como OATP1B1 e BCRP, dos quais a Rosuvastatina é substrato. A Amiodarona pode inibir esses transportadores, reduzindo a captação e excreção hepática da Rosuvastatina, aumentando sua exposição plasmática em cerca de 1,5 a 2 vezes.

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Grave

Atualizado em junho/2026

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