Ivabradina + Moxifloxacino

GraveRisco elevado — pode causar dano significativo ao paciente
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O que acontece

Prolongamento acentuado do QTc (>500 ms ou aumento >60 ms), com alto risco de torsades de pointes e morte súbita. O moxifloxacino isoladamente prolonga o QTc em média 6-14 ms, mas o efeito aditivo com ivabradina pode exceder 50 ms. O risco é maior em mulheres, idosos, e pacientes com bradicardia ou distúrbios eletrolíticos.

Mecanismo

Ambos prolongam o intervalo QT por bloqueio dos canais hERG (IKr). A ivabradina inibe IKr com IC50 ~3 µM. O moxifloxacino é a fluoroquinolona com maior potencial de bloqueio de hERG (IC50 ~ 30-100 µM), e é frequentemente usado como controle positivo em estudos de QT. O efeito aditivo na inibição de IKr é significativo. Além disso, o moxifloxacino pode causar distúrbios eletrolíticos (hipocalemia, hipomagnesemia) e é metabolizado parcialmente por CYP3A4, mas não é inibidor clinicamente relevante. O risco de TdP é bem documentado em estudos clínicos e relatos de caso, especialmente com doses de 400 mg/dia.

📋Conduta Clinica

Evitar a associação. O moxifloxacino é frequentemente reservado para infecções específicas (ex: tuberculose multirresistente, infecções intra-abdominais) onde alternativas são limitadas. Se o uso for indispensável: 1) ECG basal e 2-4 horas após cada dose nos primeiros 3 dias. 2) Corrigir eletrólitos rigorosamente: K+ > 4,5 mEq/L, Mg2+ > 2,0 mg/dL. 3) Usar a menor dose (400 mg/dia) e evitar ajuste apenas se necessário. 4) Suspender ivabradina se QTc basal > 450 ms (homens) ou > 470 ms (mulheres). 5) Monitorização cardíaca contínua (telemetria) se possível durante o curso do antibiótico.

🔍O que monitorar

1) ECG: basal, 2-4 horas após cada dose nos primeiros 3 dias, depois diariamente. 2) Eletrólitos: K+, Mg2+, Ca2+ basalmente e a cada 24 horas. 3) Frequência cardíaca: contínua se possível. 4) Sinais de arritmia: síncope, palpitações, convulsões. 5) Função hepática: moxifloxacino pode causar hepatotoxicidade. 6) Hidratação adequada.

Alternativas

Substituir um dos fármacos. Para moxifloxacino: considerar outras fluoroquinolonas com menor risco de QT (ex: levofloxacino tem risco menor, mas ainda significativo; ciprofloxacino tem risco muito baixo e é preferível se a sensibilidade permitir). Alternativas não-fluoroquinolonas: betalactâmicos, aminoglicosídeos, sulfametoxazol/trimetoprima, dependendo do foco infeccioso. Para ivabradina: avaliar betabloqueadores ou outros cronotrópicos. Consultar CredibleMeds e diretrizes de antibióticos.

📚Referências

CredibleMeds QT Drug List 2024; Micromedex 2024; UpToDate 2024; Lexicomp 2024; Stockley's Drug Interactions 2024; FDA Label Moxifloxacin 2024; Tisdale JE et al. J Am Coll Cardiol. 2020.

Perguntas Frequentes

Pode tomar Ivabradina com Moxifloxacino?

A combinação de Ivabradina com Moxifloxacino apresenta interação de gravidade grave. Prolongamento acentuado do QTc (>500 ms ou aumento >60 ms), com alto risco de torsades de pointes e morte súbita. O moxifloxacino isoladamente prolonga o QTc em média 6-14 ms, mas o efeito aditivo com ivabradina pode exceder 50 ms. O risco é maior em mulheres, idosos, e pacientes com bradicardia ou distúrbios eletrolíticos. Evitar a associação. O moxifloxacino é frequentemente reservado para infecções específicas (ex: tuberculose multirresistente, infecções intra-abdominais) onde alternativas são limitadas. Se o uso for indispensável: 1) ECG basal e 2-4 horas após cada dose nos primeiros 3 dias. 2) Corrigir eletrólitos rigorosamente: K+ > 4,5 mEq/L, Mg2+ > 2,0 mg/dL. 3) Usar a menor dose (400 mg/dia) e evitar ajuste apenas se necessário. 4) Suspender ivabradina se QTc basal > 450 ms (homens) ou > 470 ms (mulheres). 5) Monitorização cardíaca contínua (telemetria) se possível durante o curso do antibiótico.

Ivabradina e Moxifloxacino interagem?

Sim, Ivabradina e Moxifloxacino possuem interação medicamentosa documentada. O mecanismo envolve ambos prolongam o intervalo qt por bloqueio dos canais herg (ikr). a ivabradina inibe ikr com ic50 ~3 µm. o moxifloxacino é a fluoroquinolona com maior potencial de bloqueio de herg (ic50 ~ 30-100 µm), e é frequentemente usado como controle positivo em estudos de qt. o efeito aditivo na inibição de ikr é significativo. além disso, o moxifloxacino pode causar distúrbios eletrolíticos (hipocalemia, hipomagnesemia) e é metabolizado parcialmente por cyp3a4, mas não é inibidor clinicamente relevante. o risco de tdp é bem documentado em estudos clínicos e relatos de caso, especialmente com doses de 400 mg/dia.. A conduta recomendada é: evitar a associação. o moxifloxacino é frequentemente reservado para infecções específicas (ex: tuberculose multirresistente, infecções intra-abdominais) onde alternativas são limitadas. se o uso for indispensável: 1) ecg basal e 2-4 horas após cada dose nos primeiros 3 dias. 2) corrigir eletrólitos rigorosamente: k+ > 4,5 meq/l, mg2+ > 2,0 mg/dl. 3) usar a menor dose (400 mg/dia) e evitar ajuste apenas se necessário. 4) suspender ivabradina se qtc basal > 450 ms (homens) ou > 470 ms (mulheres). 5) monitorização cardíaca contínua (telemetria) se possível durante o curso do antibiótico..

Qual o risco de Ivabradina com Moxifloxacino?

O risco da associação Ivabradina + Moxifloxacino é classificado como GRAVE. Prolongamento acentuado do QTc (>500 ms ou aumento >60 ms), com alto risco de torsades de pointes e morte súbita. O moxifloxacino isoladamente prolonga o QTc em média 6-14 ms, mas o efeito aditivo com ivabradina pode exceder 50 ms. O risco é maior em mulheres, idosos, e pacientes com bradicardia ou distúrbios eletrolíticos. Monitorar: 1) ecg: basal, 2-4 horas após cada dose nos primeiros 3 dias, depois diariamente. 2) eletrólitos: k+, mg2+, ca2+ basalmente e a cada 24 horas. 3) frequência cardíaca: contínua se possível. 4) sinais de arritmia: síncope, palpitações, convulsões. 5) função hepática: moxifloxacino pode causar hepatotoxicidade. 6) hidratação adequada..

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Amiodarona inibe CYP3A4, aumentando AUC de sinvastatina em 100-200%. FDA limitou sinvastatina a 20mg com amiodarona.

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Grave

Atualizado em junho/2026

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