Itraconazol + Paroxetina

GraveRisco elevado — pode causar dano significativo ao paciente
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O que acontece

Risco aumentado de prolongamento do QTc >500 ms, torsades de pointes e morte súbita, particularmente em pacientes com predisposição (hipocalemia, bradicardia, insuficiência cardíaca, síndrome do QT longo congênito).

Mecanismo

Efeito aditivo no prolongamento do intervalo QT. O itraconazol é um potente bloqueador dos canais hERG (IKr) com risco conhecido de TdP. A paroxetina, embora classificada como risco condicional pelo CredibleMeds (apenas em doses elevadas ou com fatores de risco), pode inibir fracamente o hERG (IC50 ~10-30 μM). A inibição da CYP2D6 pela paroxetina não afeta o metabolismo do itraconazol, mas a combinação de dois fármacos com potencial, mesmo que desigual, de prolongar o QT é considerada de alto risco.

📋Conduta Clinica

Evitar a coadministração. Se inevitável, realizar ECG basal e monitoramento frequente. Corrigir distúrbios eletrolíticos antes de iniciar. Usar a menor dose de paroxetina (10-20 mg/dia). Suspender imediatamente se QTc >500 ms ou aumento >60 ms.

🔍O que monitorar

ECG com QTc basal, 48-72h após início e semanalmente por 4 semanas. Eletrólitos (K+, Mg2+) a cada 3-5 dias. Avaliar sintomas de arritmia.

Alternativas

Substituir itraconazol por antifúngico sem efeito no QT (ex.: anfotericina B, micafungina) ou substituir paroxetina por antidepressivo sem risco de QT, como sertralina (com cautela, ver interação itraconazol-sertralina-qt) ou bupropiona. Consultar CredibleMeds.

📚Referências

CredibleMeds QT Drug List 2024; Micromedex 2024; Stockley's Drug Interactions 2024

Perguntas Frequentes

Pode tomar Itraconazol com Paroxetina?

A combinação de Itraconazol com Paroxetina apresenta interação de gravidade grave. Risco aumentado de prolongamento do QTc >500 ms, torsades de pointes e morte súbita, particularmente em pacientes com predisposição (hipocalemia, bradicardia, insuficiência cardíaca, síndrome do QT longo congênito). Evitar a coadministração. Se inevitável, realizar ECG basal e monitoramento frequente. Corrigir distúrbios eletrolíticos antes de iniciar. Usar a menor dose de paroxetina (10-20 mg/dia). Suspender imediatamente se QTc >500 ms ou aumento >60 ms.

Itraconazol e Paroxetina interagem?

Sim, Itraconazol e Paroxetina possuem interação medicamentosa documentada. O mecanismo envolve efeito aditivo no prolongamento do intervalo qt. o itraconazol é um potente bloqueador dos canais herg (ikr) com risco conhecido de tdp. a paroxetina, embora classificada como risco condicional pelo crediblemeds (apenas em doses elevadas ou com fatores de risco), pode inibir fracamente o herg (ic50 ~10-30 μm). a inibição da cyp2d6 pela paroxetina não afeta o metabolismo do itraconazol, mas a combinação de dois fármacos com potencial, mesmo que desigual, de prolongar o qt é considerada de alto risco.. A conduta recomendada é: evitar a coadministração. se inevitável, realizar ecg basal e monitoramento frequente. corrigir distúrbios eletrolíticos antes de iniciar. usar a menor dose de paroxetina (10-20 mg/dia). suspender imediatamente se qtc >500 ms ou aumento >60 ms..

Qual o risco de Itraconazol com Paroxetina?

O risco da associação Itraconazol + Paroxetina é classificado como GRAVE. Risco aumentado de prolongamento do QTc >500 ms, torsades de pointes e morte súbita, particularmente em pacientes com predisposição (hipocalemia, bradicardia, insuficiência cardíaca, síndrome do QT longo congênito). Monitorar: ecg com qtc basal, 48-72h após início e semanalmente por 4 semanas. eletrólitos (k+, mg2+) a cada 3-5 dias. avaliar sintomas de arritmia..

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Grave

Atualizado em junho/2026

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