Itraconazol + Levofloxacino
⚠O que acontece
Prolongamento QTc > 500ms ou aumento >60ms da linha de base, com risco de Torsades de Pointes, taquicardia ventricular polimórfica e morte súbita cardíaca. Risco absoluto baixo, mas potencialmente fatal.
⚙Mecanismo
Ambos prolongam o intervalo QT por bloqueio dos canais de potássio hERG (IKr), retardando a repolarização ventricular. Itraconazol: risco conhecido de prolongamento QTc, especialmente em doses altas ou uso crônico (prolongamento médio de 10-20 ms). Levofloxacino: prolongamento QTc dose-dependente, média de 5-10 ms, mas com casos relatados de Torsades de Pointes (TdP). O efeito é aditivo, podendo levar a prolongamento excessivo (>500 ms) e risco de arritmias ventriculares malignas. Fatores de risco adicionais: sexo feminino, idade >65 anos, bradicardia, distúrbios eletrolíticos, cardiopatia estrutural.
📋Conduta Clinica
Evitar associação sempre que possível. Se indispensável: realizar ECG basal e seriado (24-48h após início e após cada ajuste de dose). Manter K+ sérico >4.0 mEq/L e Mg2+ >2.0 mg/dL. Corrigir outros fatores de risco (evitar bradicardia, suspender outros fármacos que prolongam QT). Limitar dose de Levofloxacino a 500 mg/dia (evitar 750 mg). Considerar monitoramento com telemetria se QTc basal >450 ms (homens) ou >470 ms (mulheres).
🔍O que monitorar
ECG com QTc (fórmula de Fridericia ou Framingham) basal e a cada 2-3 dias inicialmente; eletrólitos (K+, Mg2+, Ca2+) basal e após 48h; sinais/sintomas de arritmia (palpitações, síncope, convulsões).
↺Alternativas
Substituir Levofloxacino por antibiótico sem efeito no QT (ex: amoxicilina/clavulanato, cefalosporinas) ou substituir Itraconazol por antifúngico sem risco de QT (ex: anfotericina B, equinocandinas). Consultar lista CredibleMeds para alternativas seguras.
📚Referências
CredibleMeds QT Drug List 2024; Micromedex 2024; UpToDate 2024
Perguntas Frequentes
Pode tomar Itraconazol com Levofloxacino?
A combinação de Itraconazol com Levofloxacino apresenta interação de gravidade grave. Prolongamento QTc > 500ms ou aumento >60ms da linha de base, com risco de Torsades de Pointes, taquicardia ventricular polimórfica e morte súbita cardíaca. Risco absoluto baixo, mas potencialmente fatal. Evitar associação sempre que possível. Se indispensável: realizar ECG basal e seriado (24-48h após início e após cada ajuste de dose). Manter K+ sérico >4.0 mEq/L e Mg2+ >2.0 mg/dL. Corrigir outros fatores de risco (evitar bradicardia, suspender outros fármacos que prolongam QT). Limitar dose de Levofloxacino a 500 mg/dia (evitar 750 mg). Considerar monitoramento com telemetria se QTc basal >450 ms (homens) ou >470 ms (mulheres).
Itraconazol e Levofloxacino interagem?
Sim, Itraconazol e Levofloxacino possuem interação medicamentosa documentada. O mecanismo envolve ambos prolongam o intervalo qt por bloqueio dos canais de potássio herg (ikr), retardando a repolarização ventricular. itraconazol: risco conhecido de prolongamento qtc, especialmente em doses altas ou uso crônico (prolongamento médio de 10-20 ms). levofloxacino: prolongamento qtc dose-dependente, média de 5-10 ms, mas com casos relatados de torsades de pointes (tdp). o efeito é aditivo, podendo levar a prolongamento excessivo (>500 ms) e risco de arritmias ventriculares malignas. fatores de risco adicionais: sexo feminino, idade >65 anos, bradicardia, distúrbios eletrolíticos, cardiopatia estrutural.. A conduta recomendada é: evitar associação sempre que possível. se indispensável: realizar ecg basal e seriado (24-48h após início e após cada ajuste de dose). manter k+ sérico >4.0 meq/l e mg2+ >2.0 mg/dl. corrigir outros fatores de risco (evitar bradicardia, suspender outros fármacos que prolongam qt). limitar dose de levofloxacino a 500 mg/dia (evitar 750 mg). considerar monitoramento com telemetria se qtc basal >450 ms (homens) ou >470 ms (mulheres)..
Qual o risco de Itraconazol com Levofloxacino?
O risco da associação Itraconazol + Levofloxacino é classificado como GRAVE. Prolongamento QTc > 500ms ou aumento >60ms da linha de base, com risco de Torsades de Pointes, taquicardia ventricular polimórfica e morte súbita cardíaca. Risco absoluto baixo, mas potencialmente fatal. Monitorar: ecg com qtc (fórmula de fridericia ou framingham) basal e a cada 2-3 dias inicialmente; eletrólitos (k+, mg2+, ca2+) basal e após 48h; sinais/sintomas de arritmia (palpitações, síncope, convulsões)..
Interações Relacionadas
Amiodarona inibe CYP3A4, aumentando AUC de sinvastatina em 100-200%. FDA limitou sinvastatina a 20mg com amiodarona.
Amiodarona inibe a CYP3A4, enzima primária no metabolismo da Atorvastatina. Embora a Atorvastatina também tenha vias metabólicas secundárias, a inibição da CYP3A4 pela Amiodarona pode aumentar a AUC da Atorvastatina em aproximadamente 1,5 a 2 vezes, um efeito menos pronunciado do que com a Sinvastatina, mas ainda clinicamente relevante.
O mecanismo de interação não é primariamente pela CYP2C9, como afirmado. A Rosuvastatina é minimamente metabolizada (aproximadamente 10%) pela CYP2C9. A interação com Amiodarona é provavelmente multifatorial, envolvendo inibição de transportadores hepáticos como OATP1B1 e BCRP, dos quais a Rosuvastatina é substrato. A Amiodarona pode inibir esses transportadores, reduzindo a captação e excreção hepática da Rosuvastatina, aumentando sua exposição plasmática em cerca de 1,5 a 2 vezes.
Amiodarona é um inibidor potente da glicoproteína-P (P-gp) tanto no intestino quanto nos túbulos renais. A Digoxina é um substrato clássico da P-gp, e sua eliminação depende criticamente deste transportador. A inibição da P-gp pela Amiodarona reduz a secreção tubular renal e o efluxo intestinal da Digoxina, podendo aumentar seus níveis séricos em 70-100%, um efeito de grande magnitude e alta relevância clínica devido ao estreito índice terapêutico da Digoxina.
Atualizado em junho/2026
Gerada por motor farmacologico com validacao por IA — Tier B
As informações desta página são de caráter educativo e não substituem a orientação de um profissional farmacêutico. Sempre consulte um farmacêutico antes de alterar sua medicação.