Isoniazida + Sinvastatina

ModeradaRequer monitoramento — pode necessitar ajuste de dose
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O que acontece

Aumento dos níveis plasmáticos de sinvastatina, com risco de miopatia (dor muscular, fraqueza, CPK elevada) e rabdomiólise. Risco aumentado de hepatotoxicidade (elevação de TGO/TGP >3x LSN).

Mecanismo

Isoniazida é um inibidor fraco a moderado da CYP3A4 (IC50 ~ 10-20 μM), mas também inibe a CYP2C9 e CYP2E1. A sinvastatina é extensamente metabolizada pela CYP3A4 (primeira passagem hepática >60%). A inibição da CYP3A4 pela isoniazida pode aumentar a AUC da sinvastatina em 30-50%, elevando o risco de miopatia e rabdomiólise. O efeito é potencializado pelo fato de ambos os fármacos serem hepatotóxicos, com risco aditivo de elevação de transaminases.

📋Conduta Clinica

Monitorar sinais de miopatia (dor muscular, fraqueza) e realizar CPK basal e sempre que houver sintomas. Monitorar TGO/TGP mensalmente nos primeiros 3 meses de coadministração. Considerar reduzir a dose de sinvastatina em 50% ou limitar a dose máxima a 20 mg/dia. Alternativamente, substituir sinvastatina por uma estatina não metabolizada pela CYP3A4, como pravastatina (metabolismo via sulfatação) ou rosuvastatina (mínimo metabolismo CYP, principalmente CYP2C9).

🔍O que monitorar

CPK (basal e se sintomas musculares), TGO/TGP (mensal por 3 meses, depois a cada 3-6 meses), avaliação clínica de miopatia (dor, fraqueza, urina escura).

Alternativas

Substituir sinvastatina por pravastatina (10-40 mg/dia) ou rosuvastatina (5-20 mg/dia), que têm menor interação com CYP3A4. Se a isoniazida for essencial, preferir essas estatinas.

📚Referências

Flockhart Drug Interactions Table; Micromedex 2024; UpToDate 2024; Lexicomp 2024

Perguntas Frequentes

Pode tomar Isoniazida com Sinvastatina?

A combinação de Isoniazida com Sinvastatina apresenta interação de gravidade moderada. Aumento dos níveis plasmáticos de sinvastatina, com risco de miopatia (dor muscular, fraqueza, CPK elevada) e rabdomiólise. Risco aumentado de hepatotoxicidade (elevação de TGO/TGP >3x LSN). Monitorar sinais de miopatia (dor muscular, fraqueza) e realizar CPK basal e sempre que houver sintomas. Monitorar TGO/TGP mensalmente nos primeiros 3 meses de coadministração. Considerar reduzir a dose de sinvastatina em 50% ou limitar a dose máxima a 20 mg/dia. Alternativamente, substituir sinvastatina por uma estatina não metabolizada pela CYP3A4, como pravastatina (metabolismo via sulfatação) ou rosuvastatina (mínimo metabolismo CYP, principalmente CYP2C9).

Isoniazida e Sinvastatina interagem?

Sim, Isoniazida e Sinvastatina possuem interação medicamentosa documentada. O mecanismo envolve isoniazida é um inibidor fraco a moderado da cyp3a4 (ic50 ~ 10-20 μm), mas também inibe a cyp2c9 e cyp2e1. a sinvastatina é extensamente metabolizada pela cyp3a4 (primeira passagem hepática >60%). a inibição da cyp3a4 pela isoniazida pode aumentar a auc da sinvastatina em 30-50%, elevando o risco de miopatia e rabdomiólise. o efeito é potencializado pelo fato de ambos os fármacos serem hepatotóxicos, com risco aditivo de elevação de transaminases.. A conduta recomendada é: monitorar sinais de miopatia (dor muscular, fraqueza) e realizar cpk basal e sempre que houver sintomas. monitorar tgo/tgp mensalmente nos primeiros 3 meses de coadministração. considerar reduzir a dose de sinvastatina em 50% ou limitar a dose máxima a 20 mg/dia. alternativamente, substituir sinvastatina por uma estatina não metabolizada pela cyp3a4, como pravastatina (metabolismo via sulfatação) ou rosuvastatina (mínimo metabolismo cyp, principalmente cyp2c9)..

Qual o risco de Isoniazida com Sinvastatina?

O risco da associação Isoniazida + Sinvastatina é classificado como MODERADA. Aumento dos níveis plasmáticos de sinvastatina, com risco de miopatia (dor muscular, fraqueza, CPK elevada) e rabdomiólise. Risco aumentado de hepatotoxicidade (elevação de TGO/TGP >3x LSN). Monitorar: cpk (basal e se sintomas musculares), tgo/tgp (mensal por 3 meses, depois a cada 3-6 meses), avaliação clínica de miopatia (dor, fraqueza, urina escura)..

Interações Relacionadas

Amiodarona + Sinvastatina

Amiodarona inibe CYP3A4, aumentando AUC de sinvastatina em 100-200%. FDA limitou sinvastatina a 20mg com amiodarona.

Grave
Amiodarona + Atorvastatina

Amiodarona inibe a CYP3A4, enzima primária no metabolismo da Atorvastatina. Embora a Atorvastatina também tenha vias metabólicas secundárias, a inibição da CYP3A4 pela Amiodarona pode aumentar a AUC da Atorvastatina em aproximadamente 1,5 a 2 vezes, um efeito menos pronunciado do que com a Sinvastatina, mas ainda clinicamente relevante.

Moderada
Amiodarona + Rosuvastatina

O mecanismo de interação não é primariamente pela CYP2C9, como afirmado. A Rosuvastatina é minimamente metabolizada (aproximadamente 10%) pela CYP2C9. A interação com Amiodarona é provavelmente multifatorial, envolvendo inibição de transportadores hepáticos como OATP1B1 e BCRP, dos quais a Rosuvastatina é substrato. A Amiodarona pode inibir esses transportadores, reduzindo a captação e excreção hepática da Rosuvastatina, aumentando sua exposição plasmática em cerca de 1,5 a 2 vezes.

Moderada
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Grave

Atualizado em junho/2026

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