Isoniazida + Atorvastatina
⚠O que acontece
Aumento dos níveis de atorvastatina, com risco de miopatia (dor muscular, fraqueza, CPK elevada) e hepatotoxicidade (elevação de transaminases).
⚙Mecanismo
Isoniazida inibe fracamente a CYP3A4 (IC50 ~ 10-20 μM), mas a atorvastatina é substrato sensível da CYP3A4 (metabolismo de primeira passagem ~30%). A inibição pode aumentar a AUC da atorvastatina em 20-40%, elevando o risco de miopatia. Ambos os fármacos são hepatotóxicos, com potencial aditivo de dano hepático. A atorvastatina também é substrato da OATP1B1, mas a isoniazida não afeta significativamente esse transportador.
📋Conduta Clinica
Monitorar CPK basal e se sintomas musculares. Monitorar TGO/TGP mensalmente nos primeiros 3 meses. Considerar reduzir a dose de atorvastatina em 25-50% ou limitar a dose máxima a 40 mg/dia. Alternativamente, substituir por pravastatina ou rosuvastatina (menor interação).
🔍O que monitorar
CPK (basal e se sintomas), TGO/TGP (mensal por 3 meses, depois a cada 3-6 meses), avaliação clínica de miopatia.
↺Alternativas
Substituir atorvastatina por pravastatina (10-40 mg/dia) ou rosuvastatina (5-20 mg/dia). Se a isoniazida for essencial, essas estatinas são mais seguras.
📚Referências
Flockhart Drug Interactions Table; Micromedex 2024; UpToDate 2024; Lexicomp 2024
Perguntas Frequentes
Pode tomar Isoniazida com Atorvastatina?
A combinação de Isoniazida com Atorvastatina apresenta interação de gravidade moderada. Aumento dos níveis de atorvastatina, com risco de miopatia (dor muscular, fraqueza, CPK elevada) e hepatotoxicidade (elevação de transaminases). Monitorar CPK basal e se sintomas musculares. Monitorar TGO/TGP mensalmente nos primeiros 3 meses. Considerar reduzir a dose de atorvastatina em 25-50% ou limitar a dose máxima a 40 mg/dia. Alternativamente, substituir por pravastatina ou rosuvastatina (menor interação).
Isoniazida e Atorvastatina interagem?
Sim, Isoniazida e Atorvastatina possuem interação medicamentosa documentada. O mecanismo envolve isoniazida inibe fracamente a cyp3a4 (ic50 ~ 10-20 μm), mas a atorvastatina é substrato sensível da cyp3a4 (metabolismo de primeira passagem ~30%). a inibição pode aumentar a auc da atorvastatina em 20-40%, elevando o risco de miopatia. ambos os fármacos são hepatotóxicos, com potencial aditivo de dano hepático. a atorvastatina também é substrato da oatp1b1, mas a isoniazida não afeta significativamente esse transportador.. A conduta recomendada é: monitorar cpk basal e se sintomas musculares. monitorar tgo/tgp mensalmente nos primeiros 3 meses. considerar reduzir a dose de atorvastatina em 25-50% ou limitar a dose máxima a 40 mg/dia. alternativamente, substituir por pravastatina ou rosuvastatina (menor interação)..
Qual o risco de Isoniazida com Atorvastatina?
O risco da associação Isoniazida + Atorvastatina é classificado como MODERADA. Aumento dos níveis de atorvastatina, com risco de miopatia (dor muscular, fraqueza, CPK elevada) e hepatotoxicidade (elevação de transaminases). Monitorar: cpk (basal e se sintomas), tgo/tgp (mensal por 3 meses, depois a cada 3-6 meses), avaliação clínica de miopatia..
Interações Relacionadas
Amiodarona inibe CYP3A4, aumentando AUC de sinvastatina em 100-200%. FDA limitou sinvastatina a 20mg com amiodarona.
Amiodarona inibe a CYP3A4, enzima primária no metabolismo da Atorvastatina. Embora a Atorvastatina também tenha vias metabólicas secundárias, a inibição da CYP3A4 pela Amiodarona pode aumentar a AUC da Atorvastatina em aproximadamente 1,5 a 2 vezes, um efeito menos pronunciado do que com a Sinvastatina, mas ainda clinicamente relevante.
O mecanismo de interação não é primariamente pela CYP2C9, como afirmado. A Rosuvastatina é minimamente metabolizada (aproximadamente 10%) pela CYP2C9. A interação com Amiodarona é provavelmente multifatorial, envolvendo inibição de transportadores hepáticos como OATP1B1 e BCRP, dos quais a Rosuvastatina é substrato. A Amiodarona pode inibir esses transportadores, reduzindo a captação e excreção hepática da Rosuvastatina, aumentando sua exposição plasmática em cerca de 1,5 a 2 vezes.
Amiodarona é um inibidor potente da glicoproteína-P (P-gp) tanto no intestino quanto nos túbulos renais. A Digoxina é um substrato clássico da P-gp, e sua eliminação depende criticamente deste transportador. A inibição da P-gp pela Amiodarona reduz a secreção tubular renal e o efluxo intestinal da Digoxina, podendo aumentar seus níveis séricos em 70-100%, um efeito de grande magnitude e alta relevância clínica devido ao estreito índice terapêutico da Digoxina.
Atualizado em junho/2026
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