Imatinibe + Ranolazina
⚠O que acontece
Prolongamento do QTc > 500 ms ou aumento > 60 ms do basal, com risco de torsades de pointes (TdP) e morte súbita cardíaca. O risco é maior em pacientes com síndrome do QT longo congênito, bradicardia, hipocalemia ou hipomagnesemia.
⚙Mecanismo
Ambos os fármacos prolongam o intervalo QT por bloqueio dos canais de potássio hERG (IKr). O imatinibe inibe IKr com IC50 de ~2.5 μM, e a ranolazina com IC50 de ~12 μM. O efeito é aditivo na repolarização ventricular, aumentando o risco de arritmias ventriculares. Além disso, o imatinibe pode aumentar os níveis de ranolazina via inibição de CYP3A4, potencializando o efeito pró-arrítmico.
📋Conduta Clinica
Evitar a associação sempre que possível. Se indispensável, realizar ECG basal e semanalmente por 4 semanas. Manter K+ > 4,0 mEq/L e Mg2+ > 2,0 mg/dL. Suspender se QTc > 500 ms ou aumento > 60 ms.
🔍O que monitorar
ECG com QTc (fórmula de Fridericia ou Framingham) no início, após 1, 2 e 4 semanas, e depois mensalmente. Eletrólitos (K+, Mg2+, Ca2+) a cada 1-2 semanas. Monitorar sintomas de arritmia (síncope, palpitações).
↺Alternativas
Substituir um dos fármacos por alternativa sem efeito no QT. Para ranolazina: betabloqueador, nitrato ou ivabradina (se não houver interação). Para imatinibe: dasatinibe ou nilotinibe (com cautela, pois também prolongam QT). Consultar CredibleMeds para lista atualizada.
📚Referências
CredibleMeds QT Drug List 2024; Micromedex 2024; FDA Ranolazine Label
Perguntas Frequentes
Pode tomar Imatinibe com Ranolazina?
A combinação de Imatinibe com Ranolazina apresenta interação de gravidade grave. Prolongamento do QTc > 500 ms ou aumento > 60 ms do basal, com risco de torsades de pointes (TdP) e morte súbita cardíaca. O risco é maior em pacientes com síndrome do QT longo congênito, bradicardia, hipocalemia ou hipomagnesemia. Evitar a associação sempre que possível. Se indispensável, realizar ECG basal e semanalmente por 4 semanas. Manter K+ > 4,0 mEq/L e Mg2+ > 2,0 mg/dL. Suspender se QTc > 500 ms ou aumento > 60 ms.
Imatinibe e Ranolazina interagem?
Sim, Imatinibe e Ranolazina possuem interação medicamentosa documentada. O mecanismo envolve ambos os fármacos prolongam o intervalo qt por bloqueio dos canais de potássio herg (ikr). o imatinibe inibe ikr com ic50 de ~2.5 μm, e a ranolazina com ic50 de ~12 μm. o efeito é aditivo na repolarização ventricular, aumentando o risco de arritmias ventriculares. além disso, o imatinibe pode aumentar os níveis de ranolazina via inibição de cyp3a4, potencializando o efeito pró-arrítmico.. A conduta recomendada é: evitar a associação sempre que possível. se indispensável, realizar ecg basal e semanalmente por 4 semanas. manter k+ > 4,0 meq/l e mg2+ > 2,0 mg/dl. suspender se qtc > 500 ms ou aumento > 60 ms..
Qual o risco de Imatinibe com Ranolazina?
O risco da associação Imatinibe + Ranolazina é classificado como GRAVE. Prolongamento do QTc > 500 ms ou aumento > 60 ms do basal, com risco de torsades de pointes (TdP) e morte súbita cardíaca. O risco é maior em pacientes com síndrome do QT longo congênito, bradicardia, hipocalemia ou hipomagnesemia. Monitorar: ecg com qtc (fórmula de fridericia ou framingham) no início, após 1, 2 e 4 semanas, e depois mensalmente. eletrólitos (k+, mg2+, ca2+) a cada 1-2 semanas. monitorar sintomas de arritmia (síncope, palpitações)..
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Atualizado em junho/2026
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