Imatinibe + Lítio

GraveRisco elevado — pode causar dano significativo ao paciente
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O que acontece

Prolongamento do QTc >500 ms ou aumento >60 ms da linha de base, com risco de torsades de pointes (incidência estimada de 1-2% com QTc >500 ms) e morte súbita cardíaca. Relatos de caso de arritmias ventriculares com imatinibe e lítio isoladamente, mas a combinação é considerada de alto risco teórico.

Mecanismo

Ambos os fármacos prolongam o intervalo QT por mecanismos distintos, resultando em efeito aditivo. O imatinibe bloqueia o canal de potássio hERG (IKr) com IC50 de ~5-10 μM, inibindo a corrente retificadora tardia de potássio e prolongando a repolarização ventricular (aumento do QTc em 10-20 ms). O lítio também prolonga o QTc por mecanismos não completamente elucidados, possivelmente por interferência no transporte de potássio e cálcio intracelular, com aumento médio de 10-15 ms. A combinação pode prolongar o QTc em >30 ms, elevando o risco de arritmias ventriculares. Fatores de risco adicionais incluem hipocalemia, hipomagnesemia, bradicardia e predisposição genética.

📋Conduta Clinica

Evitar a associação sempre que possível. Se indispensável: realizar ECG basal e semanal nas primeiras 4 semanas, depois mensal. Manter níveis séricos de lítio no limite inferior da faixa terapêutica (0,6-0,8 mEq/L). Corrigir distúrbios eletrolíticos: manter K+ >4,0 mEq/L e Mg2+ >2,0 mg/dL. Evitar outros fármacos que prolongam QT (ex.: haloperidol, ondansetrona, macrolídeos). Suspender a combinação se QTc >500 ms ou aumento >60 ms. Considerar substituir lítio por outro estabilizador de humor (ex.: valproato, lamotrigina) ou trocar imatinibe por nilotinibe (menor risco de prolongamento QT, mas ainda presente).

🔍O que monitorar

ECG com medição de QTc (fórmula de Fridericia ou Bazett) basal, semanal por 4 semanas, depois mensal. Monitorar eletrólitos (K+, Mg2+, Ca2+) e função renal (creatinina, ureia) a cada 2 semanas. Níveis séricos de lítio a cada 1-2 semanas até estabilização. Observar sintomas de arritmia: palpitações, síncope, tontura.

Alternativas

Substituir lítio por valproato (com monitoramento hepático) ou lamotrigina. Alternativamente, trocar imatinibe por dasatinibe (menor risco de prolongamento QT, mas monitorar).

📚Referências

CredibleMeds QT Drug List 2024; Micromedex 2024; J Clin Oncol. 2004;22(14):2767-2774; J Clin Psychopharmacol. 2005;25(2):174-177

Perguntas Frequentes

Pode tomar Imatinibe com Lítio?

A combinação de Imatinibe com Lítio apresenta interação de gravidade grave. Prolongamento do QTc >500 ms ou aumento >60 ms da linha de base, com risco de torsades de pointes (incidência estimada de 1-2% com QTc >500 ms) e morte súbita cardíaca. Relatos de caso de arritmias ventriculares com imatinibe e lítio isoladamente, mas a combinação é considerada de alto risco teórico. Evitar a associação sempre que possível. Se indispensável: realizar ECG basal e semanal nas primeiras 4 semanas, depois mensal. Manter níveis séricos de lítio no limite inferior da faixa terapêutica (0,6-0,8 mEq/L). Corrigir distúrbios eletrolíticos: manter K+ >4,0 mEq/L e Mg2+ >2,0 mg/dL. Evitar outros fármacos que prolongam QT (ex.: haloperidol, ondansetrona, macrolídeos). Suspender a combinação se QTc >500 ms ou aumento >60 ms. Considerar substituir lítio por outro estabilizador de humor (ex.: valproato, lamotrigina) ou trocar imatinibe por nilotinibe (menor risco de prolongamento QT, mas ainda presente).

Imatinibe e Lítio interagem?

Sim, Imatinibe e Lítio possuem interação medicamentosa documentada. O mecanismo envolve ambos os fármacos prolongam o intervalo qt por mecanismos distintos, resultando em efeito aditivo. o imatinibe bloqueia o canal de potássio herg (ikr) com ic50 de ~5-10 μm, inibindo a corrente retificadora tardia de potássio e prolongando a repolarização ventricular (aumento do qtc em 10-20 ms). o lítio também prolonga o qtc por mecanismos não completamente elucidados, possivelmente por interferência no transporte de potássio e cálcio intracelular, com aumento médio de 10-15 ms. a combinação pode prolongar o qtc em >30 ms, elevando o risco de arritmias ventriculares. fatores de risco adicionais incluem hipocalemia, hipomagnesemia, bradicardia e predisposição genética.. A conduta recomendada é: evitar a associação sempre que possível. se indispensável: realizar ecg basal e semanal nas primeiras 4 semanas, depois mensal. manter níveis séricos de lítio no limite inferior da faixa terapêutica (0,6-0,8 meq/l). corrigir distúrbios eletrolíticos: manter k+ >4,0 meq/l e mg2+ >2,0 mg/dl. evitar outros fármacos que prolongam qt (ex.: haloperidol, ondansetrona, macrolídeos). suspender a combinação se qtc >500 ms ou aumento >60 ms. considerar substituir lítio por outro estabilizador de humor (ex.: valproato, lamotrigina) ou trocar imatinibe por nilotinibe (menor risco de prolongamento qt, mas ainda presente)..

Qual o risco de Imatinibe com Lítio?

O risco da associação Imatinibe + Lítio é classificado como GRAVE. Prolongamento do QTc >500 ms ou aumento >60 ms da linha de base, com risco de torsades de pointes (incidência estimada de 1-2% com QTc >500 ms) e morte súbita cardíaca. Relatos de caso de arritmias ventriculares com imatinibe e lítio isoladamente, mas a combinação é considerada de alto risco teórico. Monitorar: ecg com medição de qtc (fórmula de fridericia ou bazett) basal, semanal por 4 semanas, depois mensal. monitorar eletrólitos (k+, mg2+, ca2+) e função renal (creatinina, ureia) a cada 2 semanas. níveis séricos de lítio a cada 1-2 semanas até estabilização. observar sintomas de arritmia: palpitações, síncope, tontura..

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Amiodarona inibe CYP3A4, aumentando AUC de sinvastatina em 100-200%. FDA limitou sinvastatina a 20mg com amiodarona.

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Grave

Atualizado em junho/2026

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