Imatinibe + Itraconazol

GraveRisco elevado — pode causar dano significativo ao paciente
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O que acontece

Prolongamento aditivo do intervalo QTc, com risco de Torsades de Pointes (TdP) e morte súbita cardíaca, particularmente em pacientes com fatores de risco adicionais (hipocalemia, hipomagnesemia, bradicardia, insuficiência cardíaca, sexo feminino, QTc basal prolongado).

Mecanismo

Efeito aditivo no prolongamento do intervalo QTc. Imatinibe bloqueia canais hERG (IKr) com IC50 de ~5 μM, reduzindo a corrente de potássio retificadora tardia e atrasando a repolarização ventricular. Itraconazol também inibe canais hERG e pode prolongar o QT, especialmente em altas doses ou uso intravenoso. O efeito combinado aumenta significativamente o risco de prolongamento excessivo do QTc (>500 ms) e arritmias ventriculares.

📋Conduta Clinica

Evitar a coadministração sempre que possível. Se o uso concomitante for absolutamente necessário: 1) Realizar ECG basal e monitorar QTc a cada 2-4 semanas inicialmente, depois a cada 3 meses. 2) Corrigir distúrbios eletrolíticos: manter K+ sérico > 4,0 mEq/L e Mg2+ > 2,0 mg/dL. 3) Evitar outros fármacos que prolongam QT. 4) Se QTc > 500 ms ou aumento > 60 ms do basal, suspender um dos fármacos e reavaliar.

🔍O que monitorar

ECG com medição do QTc (fórmula de Fridericia ou Bazett) no início, após 1-2 semanas e depois mensalmente. Eletrólitos séricos (K+, Mg2+, Ca2+) no início e periodicamente. Monitorar sintomas de arritmia (palpitações, síncope, tontura).

Alternativas

Substituir o Itraconazol por um antifúngico sem efeito no QT, como a anfotericina B lipossomal (não prolonga QT) ou as equinocandinas (caspofungina, micafungina). Se o Imatinibe for o problema, avaliar a troca por um inibidor de tirosina quinase de segunda geração com menor risco de QT (ex: dasatinibe tem menor efeito que imatinibe, mas ainda requer cautela). Consultar CredibleMeds para alternativas seguras.

📚Referências

CredibleMeds QT Drug List 2024; Micromedex 2024; Lexicomp 2024; Drugs.com Interaction Checker

Perguntas Frequentes

Pode tomar Imatinibe com Itraconazol?

A combinação de Imatinibe com Itraconazol apresenta interação de gravidade grave. Prolongamento aditivo do intervalo QTc, com risco de Torsades de Pointes (TdP) e morte súbita cardíaca, particularmente em pacientes com fatores de risco adicionais (hipocalemia, hipomagnesemia, bradicardia, insuficiência cardíaca, sexo feminino, QTc basal prolongado). Evitar a coadministração sempre que possível. Se o uso concomitante for absolutamente necessário: 1) Realizar ECG basal e monitorar QTc a cada 2-4 semanas inicialmente, depois a cada 3 meses. 2) Corrigir distúrbios eletrolíticos: manter K+ sérico > 4,0 mEq/L e Mg2+ > 2,0 mg/dL. 3) Evitar outros fármacos que prolongam QT. 4) Se QTc > 500 ms ou aumento > 60 ms do basal, suspender um dos fármacos e reavaliar.

Imatinibe e Itraconazol interagem?

Sim, Imatinibe e Itraconazol possuem interação medicamentosa documentada. O mecanismo envolve efeito aditivo no prolongamento do intervalo qtc. imatinibe bloqueia canais herg (ikr) com ic50 de ~5 μm, reduzindo a corrente de potássio retificadora tardia e atrasando a repolarização ventricular. itraconazol também inibe canais herg e pode prolongar o qt, especialmente em altas doses ou uso intravenoso. o efeito combinado aumenta significativamente o risco de prolongamento excessivo do qtc (>500 ms) e arritmias ventriculares.. A conduta recomendada é: evitar a coadministração sempre que possível. se o uso concomitante for absolutamente necessário: 1) realizar ecg basal e monitorar qtc a cada 2-4 semanas inicialmente, depois a cada 3 meses. 2) corrigir distúrbios eletrolíticos: manter k+ sérico > 4,0 meq/l e mg2+ > 2,0 mg/dl. 3) evitar outros fármacos que prolongam qt. 4) se qtc > 500 ms ou aumento > 60 ms do basal, suspender um dos fármacos e reavaliar..

Qual o risco de Imatinibe com Itraconazol?

O risco da associação Imatinibe + Itraconazol é classificado como GRAVE. Prolongamento aditivo do intervalo QTc, com risco de Torsades de Pointes (TdP) e morte súbita cardíaca, particularmente em pacientes com fatores de risco adicionais (hipocalemia, hipomagnesemia, bradicardia, insuficiência cardíaca, sexo feminino, QTc basal prolongado). Monitorar: ecg com medição do qtc (fórmula de fridericia ou bazett) no início, após 1-2 semanas e depois mensalmente. eletrólitos séricos (k+, mg2+, ca2+) no início e periodicamente. monitorar sintomas de arritmia (palpitações, síncope, tontura)..

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Grave

Atualizado em junho/2026

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