Imatinibe + Atorvastatina
⚠O que acontece
Aumento do risco de miopatia (mialgia, fraqueza, elevação de CK) e hepatotoxicidade (elevação de transaminases). O risco é dose-dependente e maior com doses de atorvastatina ≥40 mg/dia.
⚙Mecanismo
Imatinibe inibe CYP3A4 (IC50 ~1-5 µM), principal via de metabolismo da atorvastatina (>70%). Atorvastatina também é substrato da P-gp e OATP1B1, mas a inibição da CYP3A4 é o mecanismo dominante. A interação resulta em aumento da AUC da atorvastatina em 2-3 vezes e da Cmax em 1.5-2 vezes. Embora a atorvastatina tenha menor risco de miopatia que a sinvastatina em monoterapia, a coadministração com inibidores potentes da CYP3A4 eleva o risco de miotoxicidade e hepatotoxicidade. Casos de rabdomiólise são menos frequentes que com sinvastatina, mas ainda clinicamente relevantes.
📋Conduta Clinica
1) Preferir rosuvastatina ou pravastatina. 2) Se atorvastatina for necessária: limitar dose inicial a 10 mg/dia, não exceder 20 mg/dia. 3) Monitorar sintomas musculares e CK. 4) Considerar redução da dose de imatinibe se possível, mas geralmente a dose de imatinibe é fixa para eficácia oncológica.
🔍O que monitorar
CK e TGO/TGP basais, repetir mensalmente nos primeiros 3 meses, depois a cada 3-6 meses. Questionar sobre sintomas musculares a cada consulta. Se CK >5x LSN ou sintomas, suspender atorvastatina.
↺Alternativas
Rosuvastatina (iniciar 5 mg/dia) ou pravastatina (10-20 mg/dia) são alternativas mais seguras. Fluvastatina (CYP2C9) também pode ser considerada, mas com menor potência hipolipemiante.
📚Referências
Flockhart Drug Interactions Table; Micromedex 2024; UpToDate (Statin drug interactions); Hansten & Horn
Perguntas Frequentes
Pode tomar Imatinibe com Atorvastatina?
A combinação de Imatinibe com Atorvastatina apresenta interação de gravidade moderada. Aumento do risco de miopatia (mialgia, fraqueza, elevação de CK) e hepatotoxicidade (elevação de transaminases). O risco é dose-dependente e maior com doses de atorvastatina ≥40 mg/dia. 1) Preferir rosuvastatina ou pravastatina. 2) Se atorvastatina for necessária: limitar dose inicial a 10 mg/dia, não exceder 20 mg/dia. 3) Monitorar sintomas musculares e CK. 4) Considerar redução da dose de imatinibe se possível, mas geralmente a dose de imatinibe é fixa para eficácia oncológica.
Imatinibe e Atorvastatina interagem?
Sim, Imatinibe e Atorvastatina possuem interação medicamentosa documentada. O mecanismo envolve imatinibe inibe cyp3a4 (ic50 ~1-5 µm), principal via de metabolismo da atorvastatina (>70%). atorvastatina também é substrato da p-gp e oatp1b1, mas a inibição da cyp3a4 é o mecanismo dominante. a interação resulta em aumento da auc da atorvastatina em 2-3 vezes e da cmax em 1.5-2 vezes. embora a atorvastatina tenha menor risco de miopatia que a sinvastatina em monoterapia, a coadministração com inibidores potentes da cyp3a4 eleva o risco de miotoxicidade e hepatotoxicidade. casos de rabdomiólise são menos frequentes que com sinvastatina, mas ainda clinicamente relevantes.. A conduta recomendada é: 1) preferir rosuvastatina ou pravastatina. 2) se atorvastatina for necessária: limitar dose inicial a 10 mg/dia, não exceder 20 mg/dia. 3) monitorar sintomas musculares e ck. 4) considerar redução da dose de imatinibe se possível, mas geralmente a dose de imatinibe é fixa para eficácia oncológica..
Qual o risco de Imatinibe com Atorvastatina?
O risco da associação Imatinibe + Atorvastatina é classificado como MODERADA. Aumento do risco de miopatia (mialgia, fraqueza, elevação de CK) e hepatotoxicidade (elevação de transaminases). O risco é dose-dependente e maior com doses de atorvastatina ≥40 mg/dia. Monitorar: ck e tgo/tgp basais, repetir mensalmente nos primeiros 3 meses, depois a cada 3-6 meses. questionar sobre sintomas musculares a cada consulta. se ck >5x lsn ou sintomas, suspender atorvastatina..
Interações Relacionadas
Amiodarona inibe CYP3A4, aumentando AUC de sinvastatina em 100-200%. FDA limitou sinvastatina a 20mg com amiodarona.
Amiodarona inibe a CYP3A4, enzima primária no metabolismo da Atorvastatina. Embora a Atorvastatina também tenha vias metabólicas secundárias, a inibição da CYP3A4 pela Amiodarona pode aumentar a AUC da Atorvastatina em aproximadamente 1,5 a 2 vezes, um efeito menos pronunciado do que com a Sinvastatina, mas ainda clinicamente relevante.
O mecanismo de interação não é primariamente pela CYP2C9, como afirmado. A Rosuvastatina é minimamente metabolizada (aproximadamente 10%) pela CYP2C9. A interação com Amiodarona é provavelmente multifatorial, envolvendo inibição de transportadores hepáticos como OATP1B1 e BCRP, dos quais a Rosuvastatina é substrato. A Amiodarona pode inibir esses transportadores, reduzindo a captação e excreção hepática da Rosuvastatina, aumentando sua exposição plasmática em cerca de 1,5 a 2 vezes.
Amiodarona é um inibidor potente da glicoproteína-P (P-gp) tanto no intestino quanto nos túbulos renais. A Digoxina é um substrato clássico da P-gp, e sua eliminação depende criticamente deste transportador. A inibição da P-gp pela Amiodarona reduz a secreção tubular renal e o efluxo intestinal da Digoxina, podendo aumentar seus níveis séricos em 70-100%, um efeito de grande magnitude e alta relevância clínica devido ao estreito índice terapêutico da Digoxina.
Atualizado em junho/2026
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