Ibrutinibe + Ranolazina
⚠O que acontece
QTc > 500 ms ou aumento > 60 ms, com risco de TdP. Pode ocorrer bradicardia sinusal aditiva. Risco maior com disfunção renal (ranolazina acumula) ou hepática.
⚙Mecanismo
Efeito aditivo no prolongamento QT. Ranolazina bloqueia canais hERG (IKr) e canais de sódio tardios, prolongando QTc em 2-5 ms em doses terapêuticas, mas com risco aumentado em altas concentrações. Ranolazina é inibidor moderado de CYP3A4 (aumenta AUC de substratos em 2-4 vezes), elevando significativamente os níveis de ibrutinibe (substrato CYP3A4). A combinação de inibição de canais iônicos e acúmulo de ibrutinibe potencializa o risco de QTc prolongado e arritmias.
📋Conduta Clinica
Evitar coadministração. Se necessário, reduzir ibrutinibe para 140 mg/dia e monitorar rigorosamente. ECG basal e semanal no primeiro mês. Corrigir eletrólitos (K > 4,0, Mg > 2,0). Considerar redução de ranolazina para 500 mg 2x/dia se TFG < 30 mL/min.
🔍O que monitorar
ECG seriado (QTc Fridericia); eletrólitos a cada 1-2 semanas; função renal e hepática; sintomas de arritmia. Suspender se QTc > 500 ms ou arritmia ventricular.
↺Alternativas
Substituir ranolazina por ivabradina (menor efeito QT, mas monitorar FC) ou betabloqueador (metoprolol, carvedilol). Acalabrutinibe como alternativa ao ibrutinibe.
📚Referências
CredibleMeds 2024; Micromedex 2024; Ranolazina bula FDA 2023; Ibrutinibe bula FDA 2023.
Perguntas Frequentes
Pode tomar Ibrutinibe com Ranolazina?
A combinação de Ibrutinibe com Ranolazina apresenta interação de gravidade grave. QTc > 500 ms ou aumento > 60 ms, com risco de TdP. Pode ocorrer bradicardia sinusal aditiva. Risco maior com disfunção renal (ranolazina acumula) ou hepática. Evitar coadministração. Se necessário, reduzir ibrutinibe para 140 mg/dia e monitorar rigorosamente. ECG basal e semanal no primeiro mês. Corrigir eletrólitos (K > 4,0, Mg > 2,0). Considerar redução de ranolazina para 500 mg 2x/dia se TFG < 30 mL/min.
Ibrutinibe e Ranolazina interagem?
Sim, Ibrutinibe e Ranolazina possuem interação medicamentosa documentada. O mecanismo envolve efeito aditivo no prolongamento qt. ranolazina bloqueia canais herg (ikr) e canais de sódio tardios, prolongando qtc em 2-5 ms em doses terapêuticas, mas com risco aumentado em altas concentrações. ranolazina é inibidor moderado de cyp3a4 (aumenta auc de substratos em 2-4 vezes), elevando significativamente os níveis de ibrutinibe (substrato cyp3a4). a combinação de inibição de canais iônicos e acúmulo de ibrutinibe potencializa o risco de qtc prolongado e arritmias.. A conduta recomendada é: evitar coadministração. se necessário, reduzir ibrutinibe para 140 mg/dia e monitorar rigorosamente. ecg basal e semanal no primeiro mês. corrigir eletrólitos (k > 4,0, mg > 2,0). considerar redução de ranolazina para 500 mg 2x/dia se tfg < 30 ml/min..
Qual o risco de Ibrutinibe com Ranolazina?
O risco da associação Ibrutinibe + Ranolazina é classificado como GRAVE. QTc > 500 ms ou aumento > 60 ms, com risco de TdP. Pode ocorrer bradicardia sinusal aditiva. Risco maior com disfunção renal (ranolazina acumula) ou hepática. Monitorar: ecg seriado (qtc fridericia); eletrólitos a cada 1-2 semanas; função renal e hepática; sintomas de arritmia. suspender se qtc > 500 ms ou arritmia ventricular..
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Atualizado em junho/2026
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