Hidroxicloroquina + Ranolazina

GraveRisco elevado — pode causar dano significativo ao paciente
Validada por motor farmacologico

O que acontece

Prolongamento do QTc >500 ms ou aumento >60 ms, com risco de torsades de pointes, síncope e morte súbita. A ranolazina é contraindicada em pacientes com QTc basal >500 ms.

Mecanismo

Hidroxicloroquina bloqueia canais hERG (IKr) com IC50 de ~1-10 µM, prolongando o QTc. Ranolazina inibe IKr (IC50 ~6 µM) e também pode inibir canais de sódio tardios, mas o efeito líquido é prolongamento do QT, especialmente em doses altas (>1000 mg/dia) ou em pacientes com insuficiência hepática (aumento da exposição). O efeito aditivo no prolongamento do QTc eleva o risco de arritmias. Fatores de risco: idade >65 anos, sexo feminino, hipocalemia, hipomagnesemia, bradicardia, insuficiência cardíaca.

📋Conduta Clinica

Evitar a associação. Se indispensável (ex.: angina refratária em paciente com lúpus), realizar ECG basal e semanal no primeiro mês. Manter K+ ≥4,0 mEq/L e Mg2+ ≥2,0 mg/dL. Usar a menor dose de ranolazina (500 mg 2x/dia) e hidroxicloroquina (≤200 mg/dia). Suspender se QTc >500 ms. Evitar em pacientes com insuficiência hepática ou renal grave.

🔍O que monitorar

ECG com QTc no início, semanalmente por 4 semanas e depois a cada 3-6 meses. Monitorar eletrólitos e função hepática. Investigar sintomas de arritmia.

Alternativas

Para hidroxicloroquina: alternativas conforme indicação (ex.: metotrexato para artrite). Para angina: betabloqueadores, nitratos, ivabradina (com cautela, pois também prolonga QT) ou trimetazidina (sem efeito QT).

📚Referências

CredibleMeds QT Drug List 2024; Micromedex 2024; Ranolazina prescribing information.

Perguntas Frequentes

Pode tomar Hidroxicloroquina com Ranolazina?

A combinação de Hidroxicloroquina com Ranolazina apresenta interação de gravidade grave. Prolongamento do QTc >500 ms ou aumento >60 ms, com risco de torsades de pointes, síncope e morte súbita. A ranolazina é contraindicada em pacientes com QTc basal >500 ms. Evitar a associação. Se indispensável (ex.: angina refratária em paciente com lúpus), realizar ECG basal e semanal no primeiro mês. Manter K+ ≥4,0 mEq/L e Mg2+ ≥2,0 mg/dL. Usar a menor dose de ranolazina (500 mg 2x/dia) e hidroxicloroquina (≤200 mg/dia). Suspender se QTc >500 ms. Evitar em pacientes com insuficiência hepática ou renal grave.

Hidroxicloroquina e Ranolazina interagem?

Sim, Hidroxicloroquina e Ranolazina possuem interação medicamentosa documentada. O mecanismo envolve hidroxicloroquina bloqueia canais herg (ikr) com ic50 de ~1-10 µm, prolongando o qtc. ranolazina inibe ikr (ic50 ~6 µm) e também pode inibir canais de sódio tardios, mas o efeito líquido é prolongamento do qt, especialmente em doses altas (>1000 mg/dia) ou em pacientes com insuficiência hepática (aumento da exposição). o efeito aditivo no prolongamento do qtc eleva o risco de arritmias. fatores de risco: idade >65 anos, sexo feminino, hipocalemia, hipomagnesemia, bradicardia, insuficiência cardíaca.. A conduta recomendada é: evitar a associação. se indispensável (ex.: angina refratária em paciente com lúpus), realizar ecg basal e semanal no primeiro mês. manter k+ ≥4,0 meq/l e mg2+ ≥2,0 mg/dl. usar a menor dose de ranolazina (500 mg 2x/dia) e hidroxicloroquina (≤200 mg/dia). suspender se qtc >500 ms. evitar em pacientes com insuficiência hepática ou renal grave..

Qual o risco de Hidroxicloroquina com Ranolazina?

O risco da associação Hidroxicloroquina + Ranolazina é classificado como GRAVE. Prolongamento do QTc >500 ms ou aumento >60 ms, com risco de torsades de pointes, síncope e morte súbita. A ranolazina é contraindicada em pacientes com QTc basal >500 ms. Monitorar: ecg com qtc no início, semanalmente por 4 semanas e depois a cada 3-6 meses. monitorar eletrólitos e função hepática. investigar sintomas de arritmia..

Interações Relacionadas

Amiodarona + Sinvastatina

Amiodarona inibe CYP3A4, aumentando AUC de sinvastatina em 100-200%. FDA limitou sinvastatina a 20mg com amiodarona.

Grave
Amiodarona + Atorvastatina

Amiodarona inibe a CYP3A4, enzima primária no metabolismo da Atorvastatina. Embora a Atorvastatina também tenha vias metabólicas secundárias, a inibição da CYP3A4 pela Amiodarona pode aumentar a AUC da Atorvastatina em aproximadamente 1,5 a 2 vezes, um efeito menos pronunciado do que com a Sinvastatina, mas ainda clinicamente relevante.

Moderada
Amiodarona + Rosuvastatina

O mecanismo de interação não é primariamente pela CYP2C9, como afirmado. A Rosuvastatina é minimamente metabolizada (aproximadamente 10%) pela CYP2C9. A interação com Amiodarona é provavelmente multifatorial, envolvendo inibição de transportadores hepáticos como OATP1B1 e BCRP, dos quais a Rosuvastatina é substrato. A Amiodarona pode inibir esses transportadores, reduzindo a captação e excreção hepática da Rosuvastatina, aumentando sua exposição plasmática em cerca de 1,5 a 2 vezes.

Moderada
Amiodarona + Digoxina

Amiodarona é um inibidor potente da glicoproteína-P (P-gp) tanto no intestino quanto nos túbulos renais. A Digoxina é um substrato clássico da P-gp, e sua eliminação depende criticamente deste transportador. A inibição da P-gp pela Amiodarona reduz a secreção tubular renal e o efluxo intestinal da Digoxina, podendo aumentar seus níveis séricos em 70-100%, um efeito de grande magnitude e alta relevância clínica devido ao estreito índice terapêutico da Digoxina.

Grave

Atualizado em junho/2026

Gerada por motor farmacologico com validacao por IA — Tier B

Verificar mais interações

As informações desta página são de caráter educativo e não substituem a orientação de um profissional farmacêutico. Sempre consulte um farmacêutico antes de alterar sua medicação.