Hidroxicloroquina + Ivabradina
⚠O que acontece
Prolongamento do QTc >500 ms ou aumento >60 ms, com risco de torsades de pointes, síncope e morte súbita. A bradicardia excessiva pode precipitar arritmias. A ivabradina é contraindicada em pacientes com QTc basal >500 ms.
⚙Mecanismo
Hidroxicloroquina bloqueia canais hERG (IKr) com IC50 de ~1-10 µM, prolongando o QTc. Ivabradina inibe a corrente If no nó sinoatrial, reduzindo a frequência cardíaca, mas também inibe IKr em altas concentrações (IC50 ~3 µM), podendo prolongar o QT, especialmente em bradicardia (<60 bpm) ou doses altas. O efeito aditivo no prolongamento do QTc e a bradicardia sinérgica aumentam o risco de torsades de pointes. Fatores de risco: bradicardia, hipocalemia, hipomagnesemia, insuficiência cardíaca.
📋Conduta Clinica
Evitar a associação. Se indispensável (ex.: insuficiência cardíaca com necessidade de ivabradina e lúpus), realizar ECG basal e após 2 semanas. Manter FC >60 bpm, K+ ≥4,0 mEq/L e Mg2+ ≥2,0 mg/dL. Usar a menor dose de ivabradina (2,5-5 mg 2x/dia) e hidroxicloroquina (≤200 mg/dia). Suspender se QTc >500 ms ou FC <50 bpm. Evitar em pacientes com insuficiência hepática grave.
🔍O que monitorar
ECG com QTc e FC no início, após 2 semanas e a cada 3 meses. Monitorar eletrólitos e função hepática. Investigar sintomas de bradicardia (tontura, fadiga) e arritmia.
↺Alternativas
Para hidroxicloroquina: alternativas conforme indicação. Para ivabradina: betabloqueadores (metoprolol, carvedilol) ou digoxina (com monitoramento de níveis).
📚Referências
CredibleMeds QT Drug List 2024; Micromedex 2024; Ivabradina prescribing information.
Perguntas Frequentes
Pode tomar Hidroxicloroquina com Ivabradina?
A combinação de Hidroxicloroquina com Ivabradina apresenta interação de gravidade grave. Prolongamento do QTc >500 ms ou aumento >60 ms, com risco de torsades de pointes, síncope e morte súbita. A bradicardia excessiva pode precipitar arritmias. A ivabradina é contraindicada em pacientes com QTc basal >500 ms. Evitar a associação. Se indispensável (ex.: insuficiência cardíaca com necessidade de ivabradina e lúpus), realizar ECG basal e após 2 semanas. Manter FC >60 bpm, K+ ≥4,0 mEq/L e Mg2+ ≥2,0 mg/dL. Usar a menor dose de ivabradina (2,5-5 mg 2x/dia) e hidroxicloroquina (≤200 mg/dia). Suspender se QTc >500 ms ou FC <50 bpm. Evitar em pacientes com insuficiência hepática grave.
Hidroxicloroquina e Ivabradina interagem?
Sim, Hidroxicloroquina e Ivabradina possuem interação medicamentosa documentada. O mecanismo envolve hidroxicloroquina bloqueia canais herg (ikr) com ic50 de ~1-10 µm, prolongando o qtc. ivabradina inibe a corrente if no nó sinoatrial, reduzindo a frequência cardíaca, mas também inibe ikr em altas concentrações (ic50 ~3 µm), podendo prolongar o qt, especialmente em bradicardia (<60 bpm) ou doses altas. o efeito aditivo no prolongamento do qtc e a bradicardia sinérgica aumentam o risco de torsades de pointes. fatores de risco: bradicardia, hipocalemia, hipomagnesemia, insuficiência cardíaca.. A conduta recomendada é: evitar a associação. se indispensável (ex.: insuficiência cardíaca com necessidade de ivabradina e lúpus), realizar ecg basal e após 2 semanas. manter fc >60 bpm, k+ ≥4,0 meq/l e mg2+ ≥2,0 mg/dl. usar a menor dose de ivabradina (2,5-5 mg 2x/dia) e hidroxicloroquina (≤200 mg/dia). suspender se qtc >500 ms ou fc <50 bpm. evitar em pacientes com insuficiência hepática grave..
Qual o risco de Hidroxicloroquina com Ivabradina?
O risco da associação Hidroxicloroquina + Ivabradina é classificado como GRAVE. Prolongamento do QTc >500 ms ou aumento >60 ms, com risco de torsades de pointes, síncope e morte súbita. A bradicardia excessiva pode precipitar arritmias. A ivabradina é contraindicada em pacientes com QTc basal >500 ms. Monitorar: ecg com qtc e fc no início, após 2 semanas e a cada 3 meses. monitorar eletrólitos e função hepática. investigar sintomas de bradicardia (tontura, fadiga) e arritmia..
Interações Relacionadas
Amiodarona inibe CYP3A4, aumentando AUC de sinvastatina em 100-200%. FDA limitou sinvastatina a 20mg com amiodarona.
Amiodarona inibe a CYP3A4, enzima primária no metabolismo da Atorvastatina. Embora a Atorvastatina também tenha vias metabólicas secundárias, a inibição da CYP3A4 pela Amiodarona pode aumentar a AUC da Atorvastatina em aproximadamente 1,5 a 2 vezes, um efeito menos pronunciado do que com a Sinvastatina, mas ainda clinicamente relevante.
O mecanismo de interação não é primariamente pela CYP2C9, como afirmado. A Rosuvastatina é minimamente metabolizada (aproximadamente 10%) pela CYP2C9. A interação com Amiodarona é provavelmente multifatorial, envolvendo inibição de transportadores hepáticos como OATP1B1 e BCRP, dos quais a Rosuvastatina é substrato. A Amiodarona pode inibir esses transportadores, reduzindo a captação e excreção hepática da Rosuvastatina, aumentando sua exposição plasmática em cerca de 1,5 a 2 vezes.
Amiodarona é um inibidor potente da glicoproteína-P (P-gp) tanto no intestino quanto nos túbulos renais. A Digoxina é um substrato clássico da P-gp, e sua eliminação depende criticamente deste transportador. A inibição da P-gp pela Amiodarona reduz a secreção tubular renal e o efluxo intestinal da Digoxina, podendo aumentar seus níveis séricos em 70-100%, um efeito de grande magnitude e alta relevância clínica devido ao estreito índice terapêutico da Digoxina.
Atualizado em junho/2026
Gerada por motor farmacologico com validacao por IA — Tier B
As informações desta página são de caráter educativo e não substituem a orientação de um profissional farmacêutico. Sempre consulte um farmacêutico antes de alterar sua medicação.