Hidroclorotiazida + Teofilina

ModeradaRequer monitoramento — pode necessitar ajuste de dose
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O que acontece

Prolongamento do QTc geralmente leve a moderado, mas com risco aumentado de arritmias atriais (taquicardia sinusal, FA) e ventriculares (extrassístoles, taquicardia ventricular não sustentada) no contexto de hipocalemia. O risco de torsades de pointes é baixo, mas presente se houver outros fatores de risco.

Mecanismo

Efeito aditivo no prolongamento do intervalo QT, com mecanismo indireto. A hidroclorotiazida causa hipocalemia e hipomagnesemia, que prolongam o QTc. A teofilina não é um bloqueador direto dos canais hERG, mas pode prolongar o QT indiretamente por aumentar a frequência cardíaca (taquicardia sinusal) e por sua ação inotrópica e cronotrópica positiva mediada por inibição da fosfodiesterase e antagonismo de adenosina. Em altas concentrações, a teofilina pode causar arritmias atriais e ventriculares, e a hipocalemia induzida pelo diurético reduz o limiar para essas arritmias.

📋Conduta Clinica

Associação pode ser usada com monitorização. 1) Manter K+ ≥ 4,0 mEq/L e Mg2+ ≥ 1,8 mg/dL. 2) ECG basal e após atingir níveis terapêuticos de teofilina (5-15 mcg/mL). 3) Monitorar níveis séricos de teofilina e manter no limite inferior da faixa terapêutica (8-12 mcg/mL). 4) Evitar outros fármacos que prolonguem QT ou causem hipocalemia.

🔍O que monitorar

ECG basal e após 1-2 semanas de coadministração. Eletrólitos (K+, Mg2+) e função renal a cada 3 meses. Níveis séricos de teofilina conforme protocolo. Questionar sobre palpitações, tremores e náuseas (sinais de toxicidade).

Alternativas

Substituir hidroclorotiazida por anti-hipertensivo sem efeito eletrolítico. Para broncodilatação, considerar beta-agonistas inalatórios de longa duração (LABA) + corticosteroide inalatório, que têm menor efeito sistêmico e não prolongam QT significativamente. Consultar CredibleMeds.org.

📚Referências

CredibleMeds QT Drug List 2024; Micromedex 2024; Lexicomp 2024

Perguntas Frequentes

Pode tomar Hidroclorotiazida com Teofilina?

A combinação de Hidroclorotiazida com Teofilina apresenta interação de gravidade moderada. Prolongamento do QTc geralmente leve a moderado, mas com risco aumentado de arritmias atriais (taquicardia sinusal, FA) e ventriculares (extrassístoles, taquicardia ventricular não sustentada) no contexto de hipocalemia. O risco de torsades de pointes é baixo, mas presente se houver outros fatores de risco. Associação pode ser usada com monitorização. 1) Manter K+ ≥ 4,0 mEq/L e Mg2+ ≥ 1,8 mg/dL. 2) ECG basal e após atingir níveis terapêuticos de teofilina (5-15 mcg/mL). 3) Monitorar níveis séricos de teofilina e manter no limite inferior da faixa terapêutica (8-12 mcg/mL). 4) Evitar outros fármacos que prolonguem QT ou causem hipocalemia.

Hidroclorotiazida e Teofilina interagem?

Sim, Hidroclorotiazida e Teofilina possuem interação medicamentosa documentada. O mecanismo envolve efeito aditivo no prolongamento do intervalo qt, com mecanismo indireto. a hidroclorotiazida causa hipocalemia e hipomagnesemia, que prolongam o qtc. a teofilina não é um bloqueador direto dos canais herg, mas pode prolongar o qt indiretamente por aumentar a frequência cardíaca (taquicardia sinusal) e por sua ação inotrópica e cronotrópica positiva mediada por inibição da fosfodiesterase e antagonismo de adenosina. em altas concentrações, a teofilina pode causar arritmias atriais e ventriculares, e a hipocalemia induzida pelo diurético reduz o limiar para essas arritmias.. A conduta recomendada é: associação pode ser usada com monitorização. 1) manter k+ ≥ 4,0 meq/l e mg2+ ≥ 1,8 mg/dl. 2) ecg basal e após atingir níveis terapêuticos de teofilina (5-15 mcg/ml). 3) monitorar níveis séricos de teofilina e manter no limite inferior da faixa terapêutica (8-12 mcg/ml). 4) evitar outros fármacos que prolonguem qt ou causem hipocalemia..

Qual o risco de Hidroclorotiazida com Teofilina?

O risco da associação Hidroclorotiazida + Teofilina é classificado como MODERADA. Prolongamento do QTc geralmente leve a moderado, mas com risco aumentado de arritmias atriais (taquicardia sinusal, FA) e ventriculares (extrassístoles, taquicardia ventricular não sustentada) no contexto de hipocalemia. O risco de torsades de pointes é baixo, mas presente se houver outros fatores de risco. Monitorar: ecg basal e após 1-2 semanas de coadministração. eletrólitos (k+, mg2+) e função renal a cada 3 meses. níveis séricos de teofilina conforme protocolo. questionar sobre palpitações, tremores e náuseas (sinais de toxicidade)..

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Atualizado em junho/2026

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