Haloperidol + Tacrolimus

GraveRisco elevado — pode causar dano significativo ao paciente
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O que acontece

Prolongamento significativo do QTc (> 500 ms ou aumento > 60 ms), aumentando o risco de torsades de pointes e morte súbita cardíaca. Risco é maior em transplantados renais/cardíacos (já com risco cardiovascular elevado) e com distúrbios eletrolíticos.

Mecanismo

Ambos os fármacos bloqueiam os canais de potássio hERG (IKr), prolongando a repolarização ventricular. Haloperidol inibe IKr com IC50 ~ 0,1-1 μM, e tacrolimus com IC50 ~ 5-10 μM (efeito mais fraco, mas clinicamente relevante em altas concentrações). O efeito aditivo no bloqueio de IKr prolonga o QTc. Tacrolimus também pode causar hipomagnesemia por depleção renal, o que exacerba o prolongamento do QT. Estudos mostram aumento médio de QTc de 10-20 ms com haloperidol e 5-10 ms com tacrolimus; a combinação pode aumentar o QTc em > 30 ms, especialmente com níveis elevados de tacrolimus (> 15 ng/mL) ou hipomagnesemia.

📋Conduta Clinica

Evitar associação. Se indispensável (ex: paciente transplantado com distúrbio psiquiátrico): realizar ECG basal e após 24-48h do início, depois semanalmente por 1 mês. Manter K+ sérico ≥ 4,0 mEq/L e Mg2+ ≥ 2,0 mg/dL (suplementar agressivamente se necessário). Monitorar nível sérico de tacrolimus (alvo: 5-15 ng/mL) e ajustar dose para evitar níveis elevados. Limitar dose de haloperidol a ≤ 2 mg/dia. Suspender se QTc > 500 ms.

🔍O que monitorar

ECG de 12 derivações com QTc (fórmula de Fridericia) na linha de base, 24-48h após início, semanalmente por 4 semanas, depois mensalmente. Eletrólitos (K+, Mg2+, Ca2+) a cada ECG e sempre que houver diarreia/vômitos (comuns com tacrolimus). Nível sérico de tacrolimus (vale) semanalmente no primeiro mês. Monitorar sintomas: palpitações, síncope.

Alternativas

Substituir haloperidol por antipsicótico com menor risco de QTc (ex: olanzapina, aripiprazol, lurasidona). Se tacrolimus for para imunossupressão, considerar ciclosporina (também prolonga QT, mas com perfil diferente) ou everolimus/sirolimus (menor risco de QTc), mas avaliar risco de rejeição. Consultar CredibleMeds.

📚Referências

CredibleMeds QT Drug List 2024; Micromedex 2024; UpToDate 2024; ACC/AHA Guidelines on Ventricular Arrhythmias (2017); KDIGO Transplant Guidelines (2020)

Perguntas Frequentes

Pode tomar Haloperidol com Tacrolimus?

A combinação de Haloperidol com Tacrolimus apresenta interação de gravidade grave. Prolongamento significativo do QTc (> 500 ms ou aumento > 60 ms), aumentando o risco de torsades de pointes e morte súbita cardíaca. Risco é maior em transplantados renais/cardíacos (já com risco cardiovascular elevado) e com distúrbios eletrolíticos. Evitar associação. Se indispensável (ex: paciente transplantado com distúrbio psiquiátrico): realizar ECG basal e após 24-48h do início, depois semanalmente por 1 mês. Manter K+ sérico ≥ 4,0 mEq/L e Mg2+ ≥ 2,0 mg/dL (suplementar agressivamente se necessário). Monitorar nível sérico de tacrolimus (alvo: 5-15 ng/mL) e ajustar dose para evitar níveis elevados. Limitar dose de haloperidol a ≤ 2 mg/dia. Suspender se QTc > 500 ms.

Haloperidol e Tacrolimus interagem?

Sim, Haloperidol e Tacrolimus possuem interação medicamentosa documentada. O mecanismo envolve ambos os fármacos bloqueiam os canais de potássio herg (ikr), prolongando a repolarização ventricular. haloperidol inibe ikr com ic50 ~ 0,1-1 μm, e tacrolimus com ic50 ~ 5-10 μm (efeito mais fraco, mas clinicamente relevante em altas concentrações). o efeito aditivo no bloqueio de ikr prolonga o qtc. tacrolimus também pode causar hipomagnesemia por depleção renal, o que exacerba o prolongamento do qt. estudos mostram aumento médio de qtc de 10-20 ms com haloperidol e 5-10 ms com tacrolimus; a combinação pode aumentar o qtc em > 30 ms, especialmente com níveis elevados de tacrolimus (> 15 ng/ml) ou hipomagnesemia.. A conduta recomendada é: evitar associação. se indispensável (ex: paciente transplantado com distúrbio psiquiátrico): realizar ecg basal e após 24-48h do início, depois semanalmente por 1 mês. manter k+ sérico ≥ 4,0 meq/l e mg2+ ≥ 2,0 mg/dl (suplementar agressivamente se necessário). monitorar nível sérico de tacrolimus (alvo: 5-15 ng/ml) e ajustar dose para evitar níveis elevados. limitar dose de haloperidol a ≤ 2 mg/dia. suspender se qtc > 500 ms..

Qual o risco de Haloperidol com Tacrolimus?

O risco da associação Haloperidol + Tacrolimus é classificado como GRAVE. Prolongamento significativo do QTc (> 500 ms ou aumento > 60 ms), aumentando o risco de torsades de pointes e morte súbita cardíaca. Risco é maior em transplantados renais/cardíacos (já com risco cardiovascular elevado) e com distúrbios eletrolíticos. Monitorar: ecg de 12 derivações com qtc (fórmula de fridericia) na linha de base, 24-48h após início, semanalmente por 4 semanas, depois mensalmente. eletrólitos (k+, mg2+, ca2+) a cada ecg e sempre que houver diarreia/vômitos (comuns com tacrolimus). nível sérico de tacrolimus (vale) semanalmente no primeiro mês. monitorar sintomas: palpitações, síncope..

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Grave

Atualizado em junho/2026

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