Haloperidol + Propranolol

LeveBaixo risco — geralmente não requer intervenção
Validada por motor farmacologico

O que acontece

Aumento dos níveis plasmáticos de propranolol, potencializando efeitos beta-bloqueadores: bradicardia sinusal, hipotensão, fadiga, broncoespasmo em suscetíveis, e piora da insuficiência cardíaca.

Mecanismo

Haloperidol é um inibidor competitivo moderado da CYP2D6 (Ki ≈ 1-2 μM), principal via de metabolismo do propranolol (cerca de 60% da depuração). Propranolol é metabolizado por 2D6 com Km de ~5-10 μM, gerando 4-hidroxipropranolol ativo. A coadministração pode aumentar a AUC do propranolol em 20-50%, elevando o risco de bradicardia, hipotensão e broncoespasmo. O efeito é dose-dependente e mais pronunciado em metabolizadores lentos da CYP2D6.

📋Conduta Clinica

Iniciar propranolol em dose baixa (ex: 20-40 mg/dia) e titular conforme resposta clínica e FC. Se já em uso, reduzir dose de propranolol em 25-50% ao iniciar haloperidol. Monitorar FC e PA regularmente.

🔍O que monitorar

FC (alvo > 55 bpm em repouso), PA, sinais de baixo débito (tontura, fadiga). ECG se bradicardia sintomática. Em asmáticos, monitorar função pulmonar.

Alternativas

Substituir haloperidol por antipsicótico não inibidor da CYP2D6 (ex: olanzapina, quetiapina) ou usar betabloqueador não metabolizado por 2D6 (ex: atenolol, nadolol).

📚Referências

Flockhart Drug Interactions Table; Micromedex 2024; Zhou SF, Drug Metab Rev 2009; 41:89-295.

Perguntas Frequentes

Pode tomar Haloperidol com Propranolol?

A combinação de Haloperidol com Propranolol apresenta interação de gravidade leve. Aumento dos níveis plasmáticos de propranolol, potencializando efeitos beta-bloqueadores: bradicardia sinusal, hipotensão, fadiga, broncoespasmo em suscetíveis, e piora da insuficiência cardíaca. Iniciar propranolol em dose baixa (ex: 20-40 mg/dia) e titular conforme resposta clínica e FC. Se já em uso, reduzir dose de propranolol em 25-50% ao iniciar haloperidol. Monitorar FC e PA regularmente.

Haloperidol e Propranolol interagem?

Sim, Haloperidol e Propranolol possuem interação medicamentosa documentada. O mecanismo envolve haloperidol é um inibidor competitivo moderado da cyp2d6 (ki ≈ 1-2 μm), principal via de metabolismo do propranolol (cerca de 60% da depuração). propranolol é metabolizado por 2d6 com km de ~5-10 μm, gerando 4-hidroxipropranolol ativo. a coadministração pode aumentar a auc do propranolol em 20-50%, elevando o risco de bradicardia, hipotensão e broncoespasmo. o efeito é dose-dependente e mais pronunciado em metabolizadores lentos da cyp2d6.. A conduta recomendada é: iniciar propranolol em dose baixa (ex: 20-40 mg/dia) e titular conforme resposta clínica e fc. se já em uso, reduzir dose de propranolol em 25-50% ao iniciar haloperidol. monitorar fc e pa regularmente..

Qual o risco de Haloperidol com Propranolol?

O risco da associação Haloperidol + Propranolol é classificado como LEVE. Aumento dos níveis plasmáticos de propranolol, potencializando efeitos beta-bloqueadores: bradicardia sinusal, hipotensão, fadiga, broncoespasmo em suscetíveis, e piora da insuficiência cardíaca. Monitorar: fc (alvo > 55 bpm em repouso), pa, sinais de baixo débito (tontura, fadiga). ecg se bradicardia sintomática. em asmáticos, monitorar função pulmonar..

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Amiodarona inibe CYP3A4, aumentando AUC de sinvastatina em 100-200%. FDA limitou sinvastatina a 20mg com amiodarona.

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Amiodarona inibe a CYP3A4, enzima primária no metabolismo da Atorvastatina. Embora a Atorvastatina também tenha vias metabólicas secundárias, a inibição da CYP3A4 pela Amiodarona pode aumentar a AUC da Atorvastatina em aproximadamente 1,5 a 2 vezes, um efeito menos pronunciado do que com a Sinvastatina, mas ainda clinicamente relevante.

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O mecanismo de interação não é primariamente pela CYP2C9, como afirmado. A Rosuvastatina é minimamente metabolizada (aproximadamente 10%) pela CYP2C9. A interação com Amiodarona é provavelmente multifatorial, envolvendo inibição de transportadores hepáticos como OATP1B1 e BCRP, dos quais a Rosuvastatina é substrato. A Amiodarona pode inibir esses transportadores, reduzindo a captação e excreção hepática da Rosuvastatina, aumentando sua exposição plasmática em cerca de 1,5 a 2 vezes.

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Grave

Atualizado em junho/2026

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